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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

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Quem Não Chora não Mama

04 setembro 2009

E hoje o Gabriel, meu sobrinho recém-nascido, nos deu um pequeno susto. Não chorou. Mara, mamãe de primeira viagem, não sabia que o bebê, chorando ou não, deve mamar de 3 em 3 horas. Depois o Gabriel, com cara de bravo, se recusou a mamar por umas 8 horas! Teve que enfrentar, com menos de 24 horas de vida, um copo. Só não fiquei sabendo se era americano... Ê família!


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Mas não era sobre isso que eu queria falar. Acontece que, depois de colocar o título, reparei a coincidência.

Mas preciso registrar, com o devido destaque, que a empresa Trainning alterou o programa do seu curso "Analistas de Negócios de TI". Segue o link:


A alteração aconteceu bem antes do prazo prometido, que era dia 8/set.

Não tenho mais nada a dizer que não seja um: Muito Obrigado!


Tem gente que ainda não sabe o que é a Internet, não é mesmo? Por exemplo: como um profissional razoavelmente sério pode ostentar em um site de relacionamentos qualquer que 'odeia acordar cedo' ou 'detesta seu chefe'?


Como uma pessoa minimamente dotada de neurônios pode acreditar que "ô benzinho, as fotos são só pra mim - vai, vira de lado..."?

Como pode um sujeito ainda acreditar naquelas mensagens do tipo "clique aqui para atualizar seus dados" ou "veja nossas fotos no motel"?

Quão beócio, esbodegado e liliputiano* precisa ser um meliante para copiar alguma coisa e, sem mexer numa vírgula, expô-la na vitrine da Internet como se fosse sua?

Ora veja, dirão os sábios, estulto e detranquê é quem se deixa copiar. Catecúmeno casmurro, tu nasceu ontem, foi?

A Internet nasceu ontem. Práticas que eram tão comuns até bem pouco tempo atrás, em mesas de bar, quartos semi-iluminados e micros desplugados, hoje são "acidentes aguardando seu acontecimento", como "cacos de vidro na areia da praia"**.

Mas nada justifica tantas cabecinhas e cabeçudos, né?

.:.

* Ferramenta obrigatória em dias de fúria: "Dicionário Brasileiro de Insultos", de Altair J. Aranha (Ateliê Editorial, 2002). Ou você achou mesmo que eu iria explicar o significado de cada palavrinha?

** Frases indevidamente surrupiadas e traduzidas de "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", fantástica música do U2 lançada em "Achtung Baby" (1991).

Btw, bom lema para o tema em questão (sic-hehe):

Achtung Baby!!

Porque, como já dizia o mineiro Poeta Drummond, "debaixo desse angu tem carne".


- Como vou saber que não foi você quem copiou nosso programa?


- Já pedi que nosso departamento jurídico verificasse a possibilidade de processá-lo pelo que você tem escrito na internet sobre a nossa empresa.

- Por acaso você registrou termos como "entendendo o negócio"?

- E quem disse que não podemos ter um programa parecido com o seu?

- A MS lança um treinamento e no dia seguinte tem uma dezena de similares no mercado.

- Se você escrever isso eu vou te processar.

.:.

Pois é, sou mesmo um bandido. Há três anos desenvolvo um programa que custa horas e muito dinheiro. Parentes e amigos mais próximos sabem quanto isso custa. Duas mil testemunhas já foram treinadas neste programa. Um programa que, lá quando nasceu, foi apresentado na UFSCar, UFLA, UNESP e outros estabelecimentos de ensino. Um programa cuja maturação é documentada de forma pública, em um blog. Um programa que já foi contratado por algumas das maiores empresas do Brasil.

Não importa... sou mesmo um bandido. Meio excêntrico porque "quero aparecer".

Por essas e outras, cedo ou tarde, jogo tudo pro ar e vou plantar bananeiras. Só pra ver se, de cabeça pra baixo, o mundo fica menos invertido.

fromAdministrativo Trainning
topfvasconcellos@gmail.com
ccJacqueline Paolucci
dateMon, Jun 22, 2009 at 6:47 PM
subjectRES: Cópia Indevida do Treinamento FAN
mailed-bytrainning.com.br
hide details Jun 22

Caro Paulo,

Estou repassando urgência o setor responsável para avaliação e se condizente as devidas providencias. Peço apenas que tenha ponderação nas suas declarações, visto que o assunto será tratado com a devida importância e velocidade. Nossa empresa é referencia em treinamento no Brasil e sempre agimos dentro da ética.

Será analisado de imediato seu questionamento.

Obrigada.

Jacqueline Paolucci

Administrativo

adm@trainning.com.br

www.trainning.com.br

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Sacô a data do email acima? Pois é, a Srta pediu "ponderação" em minhas palavras porque o assunto seria tratado com a devida importância e urgência. Como não cumpriu sua promessa, posso deixar a ponderação de lado, certo?

Essa empresinha segue comercializando um treinamento que é uma cópia descarada do FAN: http://www.trainning.com.br/ant.html?gclid=CLmKuIGH0pwCFZla2godbQO8JQ

E diz que é ética? Que ética é essa? Aprendida com nossos políticos?

Ágil? Desde o dia 22/jun não tenho uma resposta deles!

Referência no Brasil? De quê? Sobre como ganhar dinheiro com o trabalho de outros?

Bão, enquanto eu não tiver uma resposta - que não pode ser outra que não a interrupção da venda do treinamento em questão - bombardearei diariamente essa empresinha safada.

Enquanto isso, meu caro leitor, não se esqueça que o FAN, o programa para Formação de Analistas de Negócios, é um só. E tem duas datas programadas para São Paulo:
Se é tão fácil ficar com o original, pq vc compraria uma cópia vagabunda?

A Business Station, uma das empresas que estava utilizando indevidamente trechos do Programa FAN, já tomou providências e enviou sua resposta. Solicitei autorização para publicar na íntegra a resposta que recebi. Devidamente autorizado, segue:

Paulo Vasconcellos,

Realmente fui pego de surpresa pelas observações citadas por você.
Cometemos realmente os erros apontados, que infelizmente passou despercebido pela revisão da empresa que é nossa parceira para estes assuntos.
Já fizemos as correções necessárias e estamos abertos para aceitar sugestões e críticas a qualquer momento.
Agradeço desde já suas observações, e caso hajam outras, por favor, entre em contato diretamente comigo, neste email ou nos telefones abaixo.
Mais uma vez peço suas desculpas e se você puder citar em seu blog que assumimos os nossos erros, e que foram reparados, agradeceria imensamente.
Cordialmente,

Onivaldo Roncatti

Agradeço ao Onivaldo pela resposta e pelas providências tomadas.

Ok, todos já sabem, o FAN completou ontem 2 anos de vida. O que poucos sabem é que, em comemoração, ganhei um belíssimo presente de grego: alguns colegas me alertaram que o FAN está sendo "pirateado". Pois é, isso mesmo, eu fui pirateado!


Vejam aqui o meu programa original, publicado no finito. Agora, vejam que gracinha duas empresas fizeram:
Que coisa feia, hem queridas? Pior é que parecem empresas grandes. A Business Station fala em 15 anos de mercado. A Trainning tem 5 filiais, além da matriz em Sampa. E precisam copiar descaradamente o trabalho alheio?!?

E o problema não é só a cópia. A Business Station fala, em um press-release, que seu treinamento é baseado no BABoK 2.0. Então por que cargas d'água seu programa fala em "Modelagem de Negócios"? Será que eles sabem que o BABoK ignora sumariamente essa disciplina? Mais curioso é o título do tópico: "Entendendo o Negócio - Modelagem de Negócios". Plágio descarado, descuidado e mal executado. Mas ética não parece mesmo ser uma característica daquela empresa: ela estampa a logomarca do IIBA sem a devida autorização para tal.

A Trainning foi ainda mais longe na pirataria. Reparem que ela copia integralmente a estrutura do FAN original. E ainda diz que o treinamento é pré-req para a certificação CBAP?!? Caramba! Meu programa nunca teve tal intenção. E, saibam, ele não é pré-req para qualquer tipo de certificação, seja do IIBA ou outras. Engraçado é que é a primeira vez que vejo um "produto" pirata custar mais caro que o original! hehe...

De amigos e parceiros ouvi a mesma dica: tome providências legais! Aqui está o tal "telhado de vidro" do título. Não creio que advogados tenham uma resposta eficaz para esse tipo de desonestidade. E aqui no Graffiti eu vivo combatendo as atuais políticas de combate à pirataria. Eu seria incoerente demais se utilizasse tal saída. Então, prezadas Business Station e Trainning: fiquem tranquilas, vocês não serão processadas. Poderiam: vejam a licença utilizada no finito e em todo o material publicado do FAN. Diz ali que "alguns direitos são reservados". Vocês podem copiar a vontade. Mas não podem utilizar o material para ganhar din-din! Não sem minha autorização expressa.

Mas minha resposta é outra:
  1. Para a Business Station e Trainning:
    muitíssimo obrigado pela cópia e publicidade gratuita do programa. A gente sabe que só é copiado o que é bom, certo? Então, de certa forma, vocês me elogiam quando copiam meu programa.
  2. Aos interessados na Formação de Analistas de Negócios:
    Cuidado com as cópias e as falsas promessas de apoio ou obrigatoriedade para obtenção da certificação CBAP. O site do IIBA é um bom local para você obter informações oficiais sobre certificação e afins. Não posso facilitar pagamentos em 12 vezes, como alguns piratas. Mas se este é o seu problema, fale conosco. A gente sempre acha um jeito, certo?
  3. Aos interessados em oferecer o programa FAN em todo o Brasil:
    Olha só, os piratas me fizeram antecipar uma novidade: se você tem uma escola ou algo parecido, e tem interesse em oferecer o FAN para seus clientes, fale comigo! Nosso pacote envolve: i) Treinamento dos instrutores; ii) Material didático; iii) Livro (inédito!); iv) Apoio integral na divulgação e vendas!
    Mas, atenção, temos algumas exigências: a) Você deve estar estabelecido como empresa de treinamento; b) Ter no mínimo 2 anos de "praça"; c) Não se chamar "Business Station" ou "Trainning".
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O Futuro das Editoras

03 junho 2009

O tema muito me interessa. Desde que decidi entrar nesse mercado (pela porta dos fundos). Quero crer que interesserá também minha 1/2 dúzia de leitores. 
As editoras começam a enfrentar agora o mesmo desafio que as grandes gravadoras encaram há quase 10 anos: a inevitável conversão de seus átomos em bits. Saca só: tiveram pelo menos uma década para se preparar e aprender com os erros dos outros. Pelo visto, desperdiçaram o tempo. A última edição da EXAME (3/jun) tem um artigo chamado "O Papel vai Sumir?". Legal, o texto fala sobre o Kindle da Amazon e as mudanças que batem nas portas das editoras. Conclui, de maneira acertada, que "o papel não vai tornar-se obsoleto". Até aí, tudo bem.
Mas quando começam a tratar do perigoso tema "pirataria", a coisa desanda. Foram ouvir o Sr Roberto Feith, presidente da editora Objetiva. Saca só:

Os prejuízos com a pirataria podem ser mais graves para a indústria editorial do que para a indústria de música. E existe outro ponto importante: os artistas podem viver de shows, mas os escritores não têm uma fonte alternativa de receita.


Lá vem terrorismo de novo. Tipo de artimanha usada para justificar as práticas mais draconianas (como rootkits e outros esquemas miraculosos de proteção de conteúdo etc etc).
Caríssimo Sr Roberto Feith:
  1. A maioria dos escritores que conheço, tanto de ficção quanto de não-ficção, tem sim outras fontes de receitas. São palestrantes, professores, gerentes, coordenadores de cursos, cientistas, roteiristas etc etc. Uma parte deles licencia seus trabalhos para o cinema, TV ou teatro. Ou seja, o que não falta é alternativa de receita para escritores.
  2. O senhor está num mercado que gira cerca de US$ 400 bi por ano no mundo todo (dados da própria EXAME). Qual é a fatia dos escritores?
  3. O medo da mudança (que, saiba, é inevitável) é o pior ponto de partida que Vs Sa e seus colegas podem adotar. Duvida? Então leia de novo a história da Apple, do iPod e do iTunes e do impacto deles no mercado da música. 
  4. Não entendeu ou não concordou? Tente então o mercado de pastelarias. Lá a pirataria não chega, ok?

Pirataria Burra

23 novembro 2007

Minha terrinha, Varginha (que adora diminutivos e redutores), passa por uma fase bem "braba" ultimamente: Traficantezinho preso no rio; Porto Seco repleto de mãos molhadas; VEC classificando de raspão para a 2ª fase da terceirona; e um combate bem "retumbante" contra a pirataria.

Primeiro sumiram os camelôs repletos de CD's e DVD's "não-católicos". Esta semana foi a vez das lan-houses. Varginha vive de modinhas, e a última é "lan-house". A maioria não merece uma visita, não oferece o mínimo. Mas parece que todas receberam uma visitinha da polícia (ABES-like). Quase todas se finaram. Quase todas eram municiadas por cópias do Windows não aprovadas por Tio Bill. Duvido que alguma tenha grana para pagar a leve multa. Ou seja, Varginha deve perder 90% de suas "casas de rede".



Êta povo besta! 70% dos frequentadores dessas casas vão lá para ler emails, fofocar no Orkut ou "messenger" (sic), e navegar meio sem rumo. Pequena parte deles utiliza o Office (leia-se Word). Como o cara tem coragem de funcionar em público com cópias piratas? Deve pensar assim: "ah.. Vga é uma cidade pequena.. ninguém liga..". Meus caros, o braço da opressão é mais longo que a língua de suas lavadeiras!

Creio que poucos deles teriam grana para montar uma "lan-house" 100% correta (aliás, existe negócio 100% correto? No Brasil?!?). Torram R$ 12k em 10 micros. Não teriam coragem de torrar uns R$ 15k em software, né? R$ 15k porque as opções baratas não servem. Por exemplo, o Windows "Casas Bahia" (aka "Starter Edition") não roda em rede! Como montar uma "lan-house" com um SO que não entende redes? hehe.. A MS é míope que dói. Se tivesse um marketing verdadeiramente tropicalizado, teria detectado a "janela de oportunidade" e lançado um belo pacotão de licenças para micro-empresários. Mas é esperar demais da empresa do Tio Bill, né? Suas preocupações são outras. Não sei quais são, mas são outras.

Então, a melhor alternativa para "micro-lan-houses" é um pacotinho tipo Ubuntu. Garanto que atenderia aqueles 70%. Garanto que, configurando direitinho, o usuário saberia que não está usando o Windows. Aliás, a maioria ia gostar muito da experiência.

Mas quem tem muita pressa parece não ter muito tempo pra pensar. E pega atalhos como cópias piratas de WinXP. Que tristeza...

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Questão #1: Queria muito ver esse tipo de "batida" nas lan-houses de Sampa. Duvido que 20% delas esteja "100% correta". Mas em Sampa deve rolar outras coisas... Aliás, quanto maior o mecanismo de opressão, maior o número de corruptos. Matemática simples. Mas seguiremos fazendo a conta burra de quem não olha para a "esquerda".

Questão #2: Burra! Conta burra! Pirataria Burra?!?! Uai PV, existe Pirataria Inteligente? Oras, claro que sim. Por exemplo, se você for agora em meu perfil na Last.fm, verá que estou ouvindo "In Rainbows", do Radiohead. (Ainda) não paguei nada por ele. Não pagaria nada pelos 3 últimos CD's dos caras. Então, estou conhecendo. E, sinceramente, gostando. Parece que o Yorke esqueceu a mania de ser o cara mais esquisito do mundo. E voltou a fazer um pop-rock agradável. Muito brit-pop, mas agradável. Então devo mandar uns US$ 10 pros caras. Mas, lembrem-se, tudo começou com uma pirataria inteligente!

graffiare #444

09 outubro 2007

Estou aqui para falar para vocês que não caio mais nessa armadilha. Se as gravadoras estão oferecendo seu conteúdo para que o Yahoo! coloque barreiras contra os usuários, eu não estou interessado. Faça o que você quiser com seu negócio, serei educado, agradecerei, mas não assino o acordo. Não deixarei o Yahoo! investir mais grana alguma em incoveniência para usuários.

...

Pessoalmente não tenho mais tempo e não aguento mais ver grana sendo torrada em tentativas de controlar, e não para construir valor para o usuário. A vida é curta. Eu quero é encantar os consumidores, não controlá-los.

- Ian Rogers (funcionário(!) do Yahoo!)

Semana passada, "eCommerce". Hoje, "Nova Economia". Não, não estou atravessando uma séria crise de "nostalgia mórbida". Nem tô aqui para ressuscitar "biz words". Mas alguns fatos e coincidências inspiraram este post. E o título.

Semana passada, em um grupo de discussão, uma pessoa reclamou a autoria de um treinamento que fora oferecido por outra pessoa. Mostrou as provas e, em seu pleno direito, solicitou a interrupção da divulgação daquele curso. "Pirataria" de conteúdo programático. Coisa feia, realmente. E bobinha, já que em tempos de Internet mentiras não têm mais pernas.

Já aconteceu comigo. Um "prestador de serviços" paulistano surrupiou integralmente uma apresentação minha e lançou como um curso próprio. Isso foi bem antes d'eu conhecer (e entender) as licenças Creative Commons. Fiquei chateado, claro, mas não reclamei como o colega do parágrafo acima.


Foi antecipado para este último final de semana (5/out) o lançamento oficial de "Tropa de Elite". Recorde absoluto de bilheterias, no Rio e em Sampa. A justificativa para a antecipação foi a "pirataria", que ganhou proporções impressionantes (3 milhões de DVD's piratas, além de transmissões via GatoNet e até cineminhas improvisados em feiras). Apesar da pirataria, um recorde de bilheteria. Outra leitura: por causa da pirataria, o recorde de bilheteria. Uma variação do tal efeito "because", explorado por JP Rangaswami em seu "Confused of Calcutta".

Ontem mesmo, no Jornal da Cultura, pintou uma entrevista com um recordista de audiência no YouTube. Tupiniquim, é um diretor de curtas. Não conhecia o YouTube quando um curta seu parou por lá e fez tremendo sucesso. Sua primeira reação? "É pirataria!". Hoje ele usa o YouTube (em suas palavras, "mais poderoso que qualquer canal de televisão"), para divulgar seu trabalho. Praticamente de graça! Mas a questão não é essa, e sim os 40 milhões de pessoas que puderam conhecer seu trabalho. Quando ele conseguiria isso nas mídias tradicionais? (Leia-se TV's e cinema).

Mesmo que exemplos pipoquem diariamente, ainda predomina o raciocínio da "proteção doentia de propriedade intelectual". Uma lógica que gera aberrações como DRM e afins. Nos exemplos acima todos estão ganhando dinheiro. Aliás, provavelmente estão fazendo mais dinheiro do que fariam sem a tal "pirataria".

Ou seja, não tem nada de "papo de comunista" aqui não. Estamos falando de um novo Capitalismo. Que, ao que tudo indica, é mais inteligente que sua versão anterior. Sendo prático:

Nosso colega do 2º parágrafo, por exemplo, perdeu a chance de vender seu curso. Direta ou indiretamente. Caramba, se ele montou um conteúdo tão legal, por que não vendê-lo ou licenciá-lo? Colocando de outra forma: o que ele ganhou com o "fechamento" do conteúdo? Nadica de nada...


"Os ativos intelectuais, ao contrário dos ativos físicos, aumentam de valor com o uso."
– James Brian Quinn

Ele atende pelo nome de Alexandre Cruz e é presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade. Para nossa tristeza (de todos que gostariam de ver um combate inteligente contra a pirataria e ilegalidade), o Sr Alexandre se provou um tipo de DRM. Um tipo de carne e osso. Um Digital Rights Manager. Que, como na versão software, só sabe dar tiro no pé. E quantos tiros!

Não gosto muito do papo do Jô Soares, mas no tema pirataria ele deu show. Algo como: "Você não acha que software custa caro demais?". Sr Alexandre "DRM" Cruz sempre dizia: "Sim, mas..." Jô repetiu a pergunta (no programa de ontem, 01/out) umas três vezes. "Sim, mas..."

"Mas" o que, cara pálida?

Coitado, o "DRM" Cruz carregou uma cruz que não é dele. E foi bombardeado.

Jô: "Aqueles avisos que aparecem antes do filme, em DVD's, falam em cadeia. O pior é que a gente não consegue nem avançar.. pular aqueles avisos..."

Cruz: "Sim, mas...". Aí ele caiu na besteira de lembrar que existe uma coisa chamada "fair use". Lembrou que a gente pode, SIM, copiar um DVD nosso. Para fins de backup. Lógico que o Jô lembrou que nada disso vem escrito naqueles maravilhosos e irritantes dizeres que abrem todos os DVD's e aparecem assinados pelo FBI. "Sim, mas..."

Ainda no tópico DVD's, Jô aproveitou para dizer que as propagandas anti-pirataria são uma idiotice. Não usou a palavra, mas disse isso. Comparando copiadores com ladrões de carros.. A pior é daquele molequinho que colou na prova e disse que era "pirata". Campanha emburrecedora, nada esclarecedora e inútil.

Mas o Sr Cruz insistia em dizer que o problema da pirataria é uma questão de "desconhecimento". Concordo. Mas não do público. O público sabe o que é pirataria e conhece os "contras". Trata-se de desconhecimento (ou "teimosia burra" mesmo) da indústria. É o preço, cara pálida! É o preço!!

Cruz "DRM" confessou não saber nada sobre software e puxou o papo para outro lado. Falou dos riscos dos brinquedos chineses!??! Céus! Será que ele falou que Mattel, Estrela e afins são piratas?

Enrolado em sua falta de informação, restou ao "DRM" Cruz criticar a "carga tributária".

Ou seja, no final da história, pirataria é 100% culpa dos outros. De quem compra. Quem produz. Quem governa. As empresas de produtos "oficiais", como deusas intocáveis, não têm culpa nenhuma.

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A entrevista anterior foi com José Padilha, diretor do "popular" e "polêmico" "Tropa de Elite". Saca só esse link aí para a Wikipedia. Lá consta que o filme foi lançado no dia 24/ago. Padilha disse que o lançamento nacional acontecerá no próximo dia 12/out! Padilha também disse que estima que cerca de 3 milhões de cariocas já viram o filme. Inclusive em "cinemas piratas" e na GatoNet. Ou seja, o filme já passou até na televisão!!

É um caso diferente de pirataria. Alguém roubou uma cópia intermediária do filme. Como naquelas gravações "oficiais" da polícia carioca, há muita "curiosidade" em torno do tema. Daí o barulho todo. Padilha tem medo de perder público? Que bobeira... um filme nunca teve tanta divulgação gratuita. Só não vai no cinema quem não pode pagar R$ 15 pelo ingresso. O cara não vai deixar de ir só porque viu uma cópia mal feita de uma montagem intermediária.

Se o Padilha fosse um diretor moderno como o Steven Sorderbergh, por exemplo, ele lançaria simultaneamente um DVD duplo recheado de extras. Não no dia 12/out, mas logo após o "roubo". Coitado do Padilha. É o tipo de decisão que não depende dele. Depende daquelas grandes empresas que não entendem nada de público. De freguês.

Engraçado: ontem mesmo, um pouco antes do Jô, no Jornal da Globo, a Pelajo mostrou (com uma dose de espanto) o lançamento do novo disco do Radiohead: modelo parecido com o de um restaurante daqui de Minas: você paga o quanto acha que o produto/serviço merece. Se achar que não vale nada, pode baixar as músicas de graça.

"Cruz Credo", né Cruz? Quanta gente desinformada, não acha?

graffiare #442

01 outubro 2007

"How many billions has the industry spent on DRM schemes that the bad guys break in weeks? How many perfectly legitimate users has the industry annoyed and driven away? How many lost DVD sales has it caused? How many lost sales of Microsoft's Media Center software and Windows Vista has it caused because the DRM subsystem randomly decides that you must be a criminal?"

- Jesper Johansson (ex-funcionário da MS)

Join an international coalition of environmental and social justice groups in signing this statement condemning DRM and Vista.

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DRM and Vista are bad for you, the environment, and the public. Join the Green Party, New Internationalist, Friends of the Earth International, People and Planet, the Free Software Foundation, and the DRM Elimination Crew by signing a statement that rejects DRM, Vista, and encourages the adoption of free software.

Vista was engineered from the ground up as a Digital Restrictions Management (DRM) and Treacherous Computing (TC) platform. This makes unnecessarily steep hardware requirements for users. As a result, Microsoft has taken a disposable computer mentality, forcing users to buy new computers if they want to run Vista.

What's worse is that Vista is designed to monitor what people do, and to limit what they can do with digital media files. These limits obstruct common and legally protected uses like sharing news story clips and copying text from government documents.

Read more.

In solidarity,

Josh, John, Peter and the DRM Elimination Crew.

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Viram aquela "feature" que faz a performance da rede cair cerca de 50% quando um media player está sendo executado no Vista? Sabiam que a única explicação técnica para tamanha bizarrice é o draconiano esquema DRM do Vista? Então... não se esqueça:
  • DRM é péssima para consumidores
  • DRM é um desastre para artistas e gravadoras
  • DRM é ruim para toda a sociedade
  • DRM está no núcleo do Vista
  • DRM é e continuará sendo um pesadelo para a Microsoft
Por que você embarcaria nessa barca furada?

Redes P2P são um Perigo

25 julho 2007

Segundo um político estadunidense, elas "ameaçam a segurança nacional"! haha..

O autor da pérola é do Partido Democrata, e da Califórnia (leia-se Hollywood). Lógico que P2P é um problema para eles. Mas não de segurança nacional, né? Mas, como o próximo presidente (presidenta?) com certeza será Democrata, podemos esperar um horizonte nada belo para eMulas, eBurros e afins.

Quanto mais você apertar suas mãos, Tarkin, mais sistemas estelares escaparão por entre seus dedos.

- Surrupiado do badcoffee - um excelente post sobre o último Harry Potter.

Jobs: Um Brincalhão

06 junho 2007

A questão foi colocada d'outra forma, em março. Muita água passou debaixo da ponte desde então. Para surpresa de muitos, a EMI topou vender músicas sem DRM na lojinha iTunes. Com uma pequena taxa de 30%. "A liberdade tem seu preço", diziam.

Estava tudo 'mais ou menos' bom demais para ser verdade. A esmola nem era assim tão grande, mas mesmo os não-mineiros tinham motivos para desconfiar. Como alguém que se acha no direito de plantar "rootkits" em nossos micros, da noite para o dia, resolve promover a liberdade total de seus produtinhos?

Pois é: de novo os consumidores seriam enganados. Conseguiram inventar um tipo bem simples de DRM: gravar o nome do consumidor em cada faixa adquirida. Assim, se aquela faixa aparecer misteriosamente em local escuso (no lombo da eMula, por exemplo), ficaria mais fácil para a gravadora levantar um belo processo.

Apple e EMI querem garantia absoluta de que ninguém vai piratear nada? Então vou dar uma dica: por que não gravam também o número do cartão de crédito do consumidor? hehe...

Coisa de palhaço. Que não vai funcionar. É fácil "cortar" bytes de qualquer tipo de arquivo. MP3 do Raulzito para Apple e EMI: "Tente outra vez!"

Quem diria que patentes e leões gerariam piadas? Há três meses rolou uma. Hoje pintou inspiração para outra. Como se eu não tivesse nada pra fazer. Mas, como dizia um velho VP, "SEXta é FODA"[1]. Vamos lá:

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Num futuro não muito distante, tá lá o molequinho na frente do micro. Para desgosto dos pais, ele passa dias e noites ali. Olhos vidrados, bebericando Purple Cow[2], levando seu avatar para passear nos maravilhosos cabarés romenos da Life 3.0. Há três meses tenta encontrar o avatar da Anya, uma garota de programas virtuais que é um remix de Angelina Jolie (boca), Jennifer Connelly (olhos e cérebro) e Camila Pitanga (todo o resto).

Purple Cow, que a massa gosta de chamar de "drink da vacaloca", é uma mistura de café ultraforte com pinga extralight, ambos de Varginha. É exportado para todo o mundo. Ambientalistas reclamam do nome e questionam a fórmula: dizem que tem algumas gotas de "tesão de vaca", um tipo de hormônio usado por veterinários para combater a mansidão bovina. O fato é que basta uma latinha de 250ml para o cara ficar 10 dias ligadão... sem um pingo de sono. Combinação perfeita para a agitada e insone Life 3.0.

João, o molequinho, tá perto de encontrar Anya. Recebeu uma dica valiosa de um cafetão virtual búlgaro: "siga o coelhinho branco". Cansado de escutar "Anya" (um instrumental do Deep Purple), nosso herói coloca uma versão remixada de "Future Days" (Can, 1973) para tocar. "Kraftwerk é para principiantes", ele dizia. Seu avatar, MC Selim [3], é ultracool. Um coelho branco. Seguir o coelho branco.

De repente, sua mãe entra em prantos em seu quarto. João detesta quando entram sem avisar, mas não teve tempo para reclamar. Sua mãe dizia, chorosa: "A polícia federal tá aí na porta, vieram te prender". Ela mal terminou a frase e João já estava devidamente imobilizado pela algema-gargantilha. Totalmente imobilizado, foi levado para o camburão por dois 'polícia'. Só no interior da Fiorino 98 um policial apertou um botãozinho da gargantilha que liberava a fala. João foi logo dizendo: "Pô mano, que foi que eu fiz?"

"Mano é o senhor seu irmão. Aliás, foi ele quem confirmou: o senhor é um usuário de Linux, certo?"

"Linux?!? Eu... não... eu adoro o..."

"Tudo o que você disser será usado contra tu memo, sacô? Seguinte: não sou preconceituoso, compreendo tua pobreza, mas... você tá ferrado mano. Usar o Linux sem o cupom é crime federal e global. Tu tá ferrado mermão". O guarda falou travando novamente a gargantilha. Queria uma viagem tranquila até o DP.

O delegado, no DP tragando um Derby, foi logo dizendo: "Prezado João, pois é, tu tá ferrado mermão. Olha, não sou preconceituoso, fico sensibilizado com sua lamentável situação financeira, mas... tu tá ferrado mano. Linux sem cupom?!? tsc, tsc..."

João: "Mas... cara. Veja bem, foi um deslize. Eu juro, nunca mais vou fazer isso. Se você me liberar agora eu juro que paro na primeira banca e compro uns cupons pré-pagos, de 2 horas... E prometo que vou fazer uma poupancinha pra comprar o Vistoso 4.0... eu quero tá dentro da lei e...". Pfiu... gargantilha travada novamente. João foi atirado numa cela com outros 57 violadores da lei global de patentes de software. No cantinho, ao lado do vaso sanitário, dois piratas jurássicos: usuários do eJumento que ainda baixavam músicas e filmes pela internet. No caso deles será pena de morte, todo mundo sabe. Mas e o João? Qual seria seu julgamento?

Três anos, dez meses e vinte e sete dias depois, João foi levado para a sala de tele-julgamento. Passara esse tempo todo numa prisão de segurança máxima, numa solitária. Sem suas doses regulares de Purple Cow, chegava a dormir por 46 dias sem parar. Olhos marcados por sono e choro, encara o tribunal naquela bela telona de 103 polegadas. Seu advogado, nomeado pelo juiz, tá lá também, ao lado do júri. Fazendo tchauzinho. João estremece e o juiz começa a falar:

"Olha João, tenho outros mil e cinquenta e nove casos para julgar ainda hoje de manhã. Então vou direto ao ponto, ok? Seguinte: não sou preconceituoso e vivo comovido pela lástima situação de vocês miseráveis. Mas Linux sem cupom é o fim da picada, né? O desrespeito pela lei global de patentes de software não tem desculpa não: pena de morte!"

João não pôde se manifestar - a gargantilha travava tudo. Menos o **, que deu aquela apertada. Seu advogado só deu outro tchauzinho, com cara de piedade. João foi imediatamente levado para a arena de execuções.

Maracanã lotado. O cartaz prometia mais de mil execuções naquela tarde, a maioria inspirada nas inspiradas obras do mestre Tarantino [4]. João era o último da fila. E assistia, quase conformado, aquele desfile de atrocidades que passava ao seu lado: pedaços de corpos, espadas ninja cheias de sangue e orelhas, muitas orelhas. Seu personal-carrasco tinha a instrução de ouvir um último pedido e liberou a gargantilha. Mal João começou a chorar e o carrasco disse:

"Olha João, num sô preconceituoso e, como tu, vivo na merda. Mas nem por isso eu vou usar Linux sem cupom, né mané? Tu tá fudido mermo". Encerrou a frase arrastando nosso combalido herói para o meio do campo. No caminho o carrasco tratou de explicar: "Seguinte, esgotamos todo o estoque de Tarantino. Fizemos uma enquete pela Internet e a maioria votou na opção ROMA. Acho que é porque tem que digitar menos. Ou então é sadismo mermo... sei lá... mas eu curto a ROMA porque não sobra muita coisa para limpar no campo..."

João: "ROMA?...". Carrasco: "Pois é... acho que é sardosismo do pessoal. Roma antiga, saca? Aquele lance de leão?"

João é levado para o meio do campo. O carrasco remove a gargantilha (ela deve ser reutilizada) e enterra João numa cova. Só o pescoço e a cabeça ficam para fora. João não sabe se grita ou chora, enquanto vê a multidão da arquibancada gritar: "lê leu... lê leu... usou linux sem cupom e se (pim)". Como o evento está sendo transmitido ao vivo, o sensor de palavrão é ativado no próprio estádio. Toda hora: "pim". Mas a multidão não tava nem aí. E urra de alegria quando vê, saindo do vestiário, um imenso leão.

O leão tem pressa porque este post tá ficando grande demais. E corre em direção da cabecinha do João, com a bocarra aberta. Ele saliva e não pisca. João vê toda a sua Life 3.0 passar em questão de segundos. Se lembra da Anya e deixa cair aquela que deve ser sua última lágrima.

Acontece que o gramado do Maraca já estava em estado deplorável por causa das outras 999 execuções e do show religioso que tinha acontecido na noite anterior. E quando o Leão tentou brecar, deu uma derrapada de um metro. Sua boca passou raspando pela cabecinha do João. Sua genitália ficou colada na boca do João. Nosso herói não pensou duas vezes: tascou-lhe uma mordida não imaginada nem mesmo pelo Tarantino. O leão uivou de dor. E a galera das arquibancadas e das numeradas não se segurou:

"Pô pirata filho da (piimm)... vê se joga limpo!!!"


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  1. Pensou que era sacanagem, né?
  2. Homenagem ao Seth Godin.
  3. Homenagem ao Miles Davis.
  4. Detesto Tarantino.

Pintou aqui no Graffiti, há 3 anos:

É a Liberdade, estúpido!

Se a lógica definida para o mercado de DVD's fosse aplicada aos livros, você não poderia ler em Varginha um livro adquirido em Miami.

Mas a escalada da estupidez parece não ter fim. A MS vem trabalhando (ou seja, despejando milhõe$) em uma iniciativa chamada DRM (Digital Rights Management).

Veja aqui pq:


1. DRM não funciona
2. DRM é ruim para a sociedade
3. DRM é ruim para os negócios
4. DRM é ruim para os artistas
5. DRM será péssimo para a MS
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Quase três anos depois, Bill e Jobs passaram a concordar com os dizeres do (nada cerca) Lorenço Lessig. Deve ser um caso único na nossa história: um advogado mais visionário do que dois papas de tecnologia.

Quando o assunto é "patente", pinta tanta idiotice que, além de ficar dizendo "e o quico?", dá uma vontade danada de rir. Há pouco tempo mostrei aqui uma patente requerida pelo McDonalds. Queriam proteger um ativo intelectual valiosíssimo: a forma como eles colocam o hamburguer na chapa!

Mas agora a coisa esquentou: pra valer! Alguém nos EUA patenteou a Yoga!?! Os indianos dominam a "ciência" há mais de 5 mil anos. Agora correm o risco de ter de pagar "royalties" toda hora que quiserem dar uma "meditadinha"... hehe...

Tô ficando preocupado. Será que patentearam nosso pão de queijo e bolo de fubá? E o uso do botão direito do mouse? E o quico?

Não é piada. O CrunchGear realmente publicou um guia - tipo "Pirataria for Dummies". O mais engraçado é que o guia é sério, ou seja, ele realmente ensina a piratear filmes, músicas e software. Vince Veneziani (autor do artigo) e John Biggs (editor) são muito corajosos. Ou loucos. Ou então o CrunchGear tava precisando d'alguma publicidade gratuita.

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E por falar em pirataria, pintou outra daquelas pesquisas maravilhosas: 35% das empresas usam software pirata. Ignoram a América Latina. Falam que a China é o paraíso do Capitão Gancho: só 18% das empresas utilizariam cópias legais. Wow! Quer saber quais são elas? MS, IBM, Oracle e todas as outras multis instaladas por lá. Hehe.. Empresa 100% comuna não reconhece propriedade privada. É contra a lei deles... Acho que tô brincando. Mas pode ser sério.

Como é séria a miopia dessas pesquisas. De novo: o que é pior? 82% de pirataria na China ou 22% nos EUA? Qual é mais "cara-de-pau" e mais custosa? Pensa bem: 1 em cada 5 empresas estadunidenses utiliza software pirata! E tem gente preocupada com patentes "submarinas" e em "limpar a área"? tsc, tsc...