Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Mostrando postagens com marcador finito. Mostrar todas as postagens
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Seis Anos!

11 maio 2010

Hoje o Graffiti completa 6 anos de vida. Quase uma eternidade em se tratando de TI. Só é uma pena que ele siga tão abandonado. O trampo e o finito (quem também é trampo), além de uma equilibrada agenda, impedem que eu passe mais tempo por aqui. Desconfio que o Graffiti esteja enfrentando uma séria crise de meia-idade. E de identidade.

Duas alternativas no curto horizonte:

  1. Promover uma fusão dele com o finito.
    Isso reduziria seu "escopo de atuação" ao mesmo tempo que ampliaria um pouco a alça de mira do finito. Também obrigaria uma redação mais contida e serena. Eu filtraria daqui alguns artigos que fazem muito sentido no blog mais profissa. 
  2. Fechar o Graffiti.
    É triste, mas todo blog tem sua hora. 
Claro, ele também pode continuar como está, com posts bastante esporádicos. Mas acho que um safanão faria muito bem neste sexto ano.

Por hoje, para comemorar, que venham dois goles e dois goles.

Bom entendedor se contentou com meio gole, certo?

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Aprenda Brincando

25 fevereiro 2010

Depois de quase 3 anos circulando apenas com o FAN, programa para Formação de Analistas de Negócios, eu não via a hora de mudar um pouco de assunto. Mas, caramba, não é nada trivial a criação de um curso. E no dia em que eu engatar o automático, pegar um assunto da moda e transcrevê-lo em algumas dezenas de slides, definitivamente terá chegado o momento de pendurar chuteiras e mouse.

Desta vez eu coloquei novas restrições: não queria um formato tradicional de oficina (ou workshop, como queira). Tenho vários desejos e ideias quando penso em eventos. Algumas malucas: uma peça de teatro; standup comedy; talk show... Loucas o suficiente para permanecer como um post-it no meu quadro "eureka!".  Ainda não chegou a hora delas.

Quando eu coloco o desafio ele gruda no cérebro como aquelas musiquinhas que a gente faz força para parar de cantarolar. Vira e mexe reaparece, sabe-se lá d'onde. Também não sei dizer de onde aparecem as ideias. Mas, algumas delas quando chegam, parece que já veem mastigadinhas e prontas para uso. Foi o que aconteceu com os 2 novos eventos que acabo de disponibilizar. Ambos compartilham o mesmo formato e nome: O Jogo dos 7 Erros.

Sim, surrupio daquele joguinho infanto-juvenil o formato. Naquele o jogador deve encontrar 7 diferenças entre 2 desenhos. Na oficina homônima os participantes não se limitarão a identificar enganos. Devem trabalhar também na elaboração de uma solução. Foi uma maneira diferente que encontrei para tratar de temas que aporrinham dois profissionais: o Líder de Projetos e o Analista de Negócios. Cada um terá uma oficina só sua.

Eu ainda quebro a regrinha #1 do Hugh MacLeod para a Criatividade: "Ignore Everybody" (não por acaso, título de seu livro). Eu não comecei com uma folha em branco. Não podia ignorar algumas demandas ou reclamações comuns. Por exemplo, muita gente pede pra ver estudos de caso. Gosta de debater situações reais. E de aprender com os erros dos outros, que é uma maneira muito econômica e eficaz de aprendizado. Levei tudo isso em consideração. Mas, por outro lado, não queria fazer um evento 'chatinho' baseado num estudo de caso. (Alguns eventos do tipo são um verdadeiro pé no saco). Não, eu queria algo leve, divertido. Esta era a palavra: divertido. Por isso me veio a ideia do jogo.

Em cada oficina serão apresentados 7 casos reais, devidamente maquiados de forma a não ferir suscetibilidades*. Para cada um será apontado um tema - a figura onde o erro se encontra. Todos os exercícios serão individuais. Mas o encerramento de cada um será marcado por um debate com toda a turma. Cada tema merecerá 60 minutos, que serão distribuídos mais ou menos assim:
  • Apresentação do Caso: 10'
  • Exercício: 20'
  • Debate: 25'
  • Conclusão: 5'
O formato exige que tudo - sala, material didático, slides e instrutor - esteja muito 'redondinho'. Por isso o evento foi lançado com a tarja "BETA" e um precinho especial. Em Sampa, nos dias 12 e 13 de março, acontecerão os primeiros testes. Claro que compartilharei aqui os achados e perdidos. Se você quer saber um pouco mais sobre os eventos, consulte o finito. Ou fale comigo, aqui mesmo, via comentários.

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* Veja um exemplo, "O Assassinato de um Projeto pelo Covarde seu Moreira".

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Fred Brooks no Brasil

16 outubro 2009

Minha caixa postal amanheceu repleta de mensagens de amigos avisando: Brooks estará no Brasil na próxima quarta-feira, 21/out! A preocupação dos colegas tem uma única explicação: eles sabem que sou fanzaço do cara. Não só de sua obra prima, "O Mítico Homem-Mês" (lançada originalmente em 1975 e finalmente disponibilizada em PT-br), mas também de seus artigos que seguiram, particularmente "No Silver Bullet" (1987. Este e outros artigos aparecem na edição do livro lançada pela Elsevier-Campus).

Seguem os convites:





Se você quiser entender um pouquinho mais a importância do cara, veja a série de artigos que publiquei no finito em 2006. Se gostar, não deixe de comprar o livro. Se comprar o livro, lembre-se de uma provocação do Brooks:

Eles falam que o livro é a Bíblia da Engenharia de Software… é por isso que todo mundo o lê mas ninguém o usa!

A gente se vê num dos dois eventos acima. Inté!

Quem Não Chora não Mama

04 setembro 2009

E hoje o Gabriel, meu sobrinho recém-nascido, nos deu um pequeno susto. Não chorou. Mara, mamãe de primeira viagem, não sabia que o bebê, chorando ou não, deve mamar de 3 em 3 horas. Depois o Gabriel, com cara de bravo, se recusou a mamar por umas 8 horas! Teve que enfrentar, com menos de 24 horas de vida, um copo. Só não fiquei sabendo se era americano... Ê família!


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Mas não era sobre isso que eu queria falar. Acontece que, depois de colocar o título, reparei a coincidência.

Mas preciso registrar, com o devido destaque, que a empresa Trainning alterou o programa do seu curso "Analistas de Negócios de TI". Segue o link:


A alteração aconteceu bem antes do prazo prometido, que era dia 8/set.

Não tenho mais nada a dizer que não seja um: Muito Obrigado!


- Como vou saber que não foi você quem copiou nosso programa?


- Já pedi que nosso departamento jurídico verificasse a possibilidade de processá-lo pelo que você tem escrito na internet sobre a nossa empresa.

- Por acaso você registrou termos como "entendendo o negócio"?

- E quem disse que não podemos ter um programa parecido com o seu?

- A MS lança um treinamento e no dia seguinte tem uma dezena de similares no mercado.

- Se você escrever isso eu vou te processar.

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Pois é, sou mesmo um bandido. Há três anos desenvolvo um programa que custa horas e muito dinheiro. Parentes e amigos mais próximos sabem quanto isso custa. Duas mil testemunhas já foram treinadas neste programa. Um programa que, lá quando nasceu, foi apresentado na UFSCar, UFLA, UNESP e outros estabelecimentos de ensino. Um programa cuja maturação é documentada de forma pública, em um blog. Um programa que já foi contratado por algumas das maiores empresas do Brasil.

Não importa... sou mesmo um bandido. Meio excêntrico porque "quero aparecer".

Por essas e outras, cedo ou tarde, jogo tudo pro ar e vou plantar bananeiras. Só pra ver se, de cabeça pra baixo, o mundo fica menos invertido.

fromAdministrativo Trainning
topfvasconcellos@gmail.com
ccJacqueline Paolucci
dateMon, Jun 22, 2009 at 6:47 PM
subjectRES: Cópia Indevida do Treinamento FAN
mailed-bytrainning.com.br
hide details Jun 22

Caro Paulo,

Estou repassando urgência o setor responsável para avaliação e se condizente as devidas providencias. Peço apenas que tenha ponderação nas suas declarações, visto que o assunto será tratado com a devida importância e velocidade. Nossa empresa é referencia em treinamento no Brasil e sempre agimos dentro da ética.

Será analisado de imediato seu questionamento.

Obrigada.

Jacqueline Paolucci

Administrativo

adm@trainning.com.br

www.trainning.com.br

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Sacô a data do email acima? Pois é, a Srta pediu "ponderação" em minhas palavras porque o assunto seria tratado com a devida importância e urgência. Como não cumpriu sua promessa, posso deixar a ponderação de lado, certo?

Essa empresinha segue comercializando um treinamento que é uma cópia descarada do FAN: http://www.trainning.com.br/ant.html?gclid=CLmKuIGH0pwCFZla2godbQO8JQ

E diz que é ética? Que ética é essa? Aprendida com nossos políticos?

Ágil? Desde o dia 22/jun não tenho uma resposta deles!

Referência no Brasil? De quê? Sobre como ganhar dinheiro com o trabalho de outros?

Bão, enquanto eu não tiver uma resposta - que não pode ser outra que não a interrupção da venda do treinamento em questão - bombardearei diariamente essa empresinha safada.

Enquanto isso, meu caro leitor, não se esqueça que o FAN, o programa para Formação de Analistas de Negócios, é um só. E tem duas datas programadas para São Paulo:
Se é tão fácil ficar com o original, pq vc compraria uma cópia vagabunda?

finito 100k

20 agosto 2009

É bem provável que enquanto eu estiver em trânsito para Sampa, entre hoje e amanhã, o finito atinja a marca de 100.000 page views. O Statcounter fala de algo em torno de 50 mil visitantes únicos. Eu sei, são números ridículos quando comparados com qualquer coisa abertona ou engraçadinha da Web. Mas são significativos para um site / blog que é dirigido para um público muito específico e que se caracteriza por longos e "chatos" artigos. Esse público fica bem dimensionado em outro dado do Statcounter: 12 mil visitantes retornaram!


Durante muito tempo o Graffiti aqui batia de longe a audiência do finito. Além de ser atualizado com mais frequência, ele contava com amigos que não poupavam links para cá. A coisa se inverteu depois que meu trabalho para a formação de Analistas de Negócios ganhou um público até então inesperado. Para se ter uma ideia, exatamente 1 ano atrás o placar era de 53k para o Graffiti contra 47k page views para o finito. Hoje o score marca 99,9k contra 69k a favor do finito.

São dados que merecem um mergulho - um estudo. A questão é achar tempo pra isso...

A Business Station, uma das empresas que estava utilizando indevidamente trechos do Programa FAN, já tomou providências e enviou sua resposta. Solicitei autorização para publicar na íntegra a resposta que recebi. Devidamente autorizado, segue:

Paulo Vasconcellos,

Realmente fui pego de surpresa pelas observações citadas por você.
Cometemos realmente os erros apontados, que infelizmente passou despercebido pela revisão da empresa que é nossa parceira para estes assuntos.
Já fizemos as correções necessárias e estamos abertos para aceitar sugestões e críticas a qualquer momento.
Agradeço desde já suas observações, e caso hajam outras, por favor, entre em contato diretamente comigo, neste email ou nos telefones abaixo.
Mais uma vez peço suas desculpas e se você puder citar em seu blog que assumimos os nossos erros, e que foram reparados, agradeceria imensamente.
Cordialmente,

Onivaldo Roncatti

Agradeço ao Onivaldo pela resposta e pelas providências tomadas.

Ok, todos já sabem, o FAN completou ontem 2 anos de vida. O que poucos sabem é que, em comemoração, ganhei um belíssimo presente de grego: alguns colegas me alertaram que o FAN está sendo "pirateado". Pois é, isso mesmo, eu fui pirateado!


Vejam aqui o meu programa original, publicado no finito. Agora, vejam que gracinha duas empresas fizeram:
Que coisa feia, hem queridas? Pior é que parecem empresas grandes. A Business Station fala em 15 anos de mercado. A Trainning tem 5 filiais, além da matriz em Sampa. E precisam copiar descaradamente o trabalho alheio?!?

E o problema não é só a cópia. A Business Station fala, em um press-release, que seu treinamento é baseado no BABoK 2.0. Então por que cargas d'água seu programa fala em "Modelagem de Negócios"? Será que eles sabem que o BABoK ignora sumariamente essa disciplina? Mais curioso é o título do tópico: "Entendendo o Negócio - Modelagem de Negócios". Plágio descarado, descuidado e mal executado. Mas ética não parece mesmo ser uma característica daquela empresa: ela estampa a logomarca do IIBA sem a devida autorização para tal.

A Trainning foi ainda mais longe na pirataria. Reparem que ela copia integralmente a estrutura do FAN original. E ainda diz que o treinamento é pré-req para a certificação CBAP?!? Caramba! Meu programa nunca teve tal intenção. E, saibam, ele não é pré-req para qualquer tipo de certificação, seja do IIBA ou outras. Engraçado é que é a primeira vez que vejo um "produto" pirata custar mais caro que o original! hehe...

De amigos e parceiros ouvi a mesma dica: tome providências legais! Aqui está o tal "telhado de vidro" do título. Não creio que advogados tenham uma resposta eficaz para esse tipo de desonestidade. E aqui no Graffiti eu vivo combatendo as atuais políticas de combate à pirataria. Eu seria incoerente demais se utilizasse tal saída. Então, prezadas Business Station e Trainning: fiquem tranquilas, vocês não serão processadas. Poderiam: vejam a licença utilizada no finito e em todo o material publicado do FAN. Diz ali que "alguns direitos são reservados". Vocês podem copiar a vontade. Mas não podem utilizar o material para ganhar din-din! Não sem minha autorização expressa.

Mas minha resposta é outra:
  1. Para a Business Station e Trainning:
    muitíssimo obrigado pela cópia e publicidade gratuita do programa. A gente sabe que só é copiado o que é bom, certo? Então, de certa forma, vocês me elogiam quando copiam meu programa.
  2. Aos interessados na Formação de Analistas de Negócios:
    Cuidado com as cópias e as falsas promessas de apoio ou obrigatoriedade para obtenção da certificação CBAP. O site do IIBA é um bom local para você obter informações oficiais sobre certificação e afins. Não posso facilitar pagamentos em 12 vezes, como alguns piratas. Mas se este é o seu problema, fale conosco. A gente sempre acha um jeito, certo?
  3. Aos interessados em oferecer o programa FAN em todo o Brasil:
    Olha só, os piratas me fizeram antecipar uma novidade: se você tem uma escola ou algo parecido, e tem interesse em oferecer o FAN para seus clientes, fale comigo! Nosso pacote envolve: i) Treinamento dos instrutores; ii) Material didático; iii) Livro (inédito!); iv) Apoio integral na divulgação e vendas!
    Mas, atenção, temos algumas exigências: a) Você deve estar estabelecido como empresa de treinamento; b) Ter no mínimo 2 anos de "praça"; c) Não se chamar "Business Station" ou "Trainning".
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FAN :: 2 Anos de Vida!

18 junho 2009

Há exatos 2 anos eu apresentava, aqui em Sampa, o primeiro evento FAN (Formação de Analistas de Negócios). Tempo Real Eventos, a organizadora, e eu não tínhamos a menor ideia de qual seria o resultado do evento. Para nossa surpresa tivemos lotação esgotada. O mesmo aconteceu nas três turmas seguintes. Confirmamos: havia sim uma grande demanda pelo tema. E pouquíssimas ofertas - nenhuma para turmas abertas. Não é todo dia que aparece oportunidade tão grande e promissora.


Uma das reclamações mais comuns que recebíamos via ficha de avaliação (sim, nós estudamos as avaliações!) foi a falta de exercícios. Na época o FAN era apenas um "palestrão" com 7 horas de duração. Lançamos então uma versão com o dobro da carga horária, com 1 dia para cada disciplina que deve ser dominada por um Analista de Negócios (AN): Modelagem de Negócios e Engenharia de Requisitos. Praticamente 50% do tempo é destinado para exercícios. É pouco, mas ajuda a reforçar conceitos e conhecer um pouco mais a utilidade de cada prática sugerida. O formato é tão bem sucedido que já vamos para a 14ª turma em Sampa.

A última evolução do programa foi o lançamento de uma versão "Mão na Massa". Um evento 100% prático que permite que os participantes simulem praticamente todo o ciclo de trabalho de um AN. É o único que tem um pré-req bem sério: só entra quem participou das oficinas tradicionais. A 2ª turma já está programada.

Em 2 anos, mais de 1.500 pessoas de todo o Brasil já participaram de algum evento FAN. Em 2009 resolvemos levar o programa para outras praças. BH o recebeu em maio. Porto Alegre terá sua primeira turma nos dias 10 e 11 de julho.

Além das turmas abertas, o FAN também é oferecido no formato "in company". Pequenas, médias e grandes empresas já levaram o FAN 'pra casa', o que envolveu o treinamento de mais de 400 profissionais. Por razões óbvias não vou revelar o nome das empresas, mas algumas colocam 50 pessoas na sala de aula!

O objetivo de todas elas, independente do porte, é sempre o mesmo: melhorar a qualidade de seus projetos e do atendimento aos usuários. É incomodamente tradicional em nossa área a existência de um imenso fosso entre usuários e o departamento de TI. Existem traumas, muitas reclamações e a chata percepção de que os problemas de comunicação entre áreas de negócio e TI são insolúveis. Os analistas de negócios representam nossa mais nova tentativa de eliminar ou reduzir consideravelmente essas questões de entendimento e atendimento.

Não se trata de uma profissão nova. As disciplinas que ela deve dominar também são tão antigas quanto as outras que formam aquilo que conhecemos como Engenharia de Software. Algumas das práticas que sugiro têm a minha idade (quase "enta"). E um dos livros que mais cito é de 1975 (The Mythical Man-Month)!

Mas, por estranho ou incrível que pareça (particularmente para gente não-TI), todo o resto é novo. As organizações começam a aceitar a necessidade de um profissional que seja especialista no entendimento do negócio (seus problemas e oportunidades) e de seus usuários.

Alguns já falaram que se trata de uma moda - outra "onda", coisa tão típica em nosso mercado. Pode até ser. Mas tem uma diferença: ao invés de legados indecifráveis e de altíssimo custo de propriedade; ao invés daquele inconfessável arrependimento; quando a "onda" passar, se é que ela vai passar, deixará boas marcas e lembranças.

Estado da Arte

14 abril 2009

ou: E Por falar no Wordpress...

Neste feriadão encarei o trampo de sair do WP 2.3, que sustenta o finito tem mais de ano, direto para o Wordpress 2.7.



Sempre que via o adjetivo que dá título para este post ficava desconfiado. Até que um dia o vi aplicado ao WP. Poréns como a interface administrativa tiravam 0.5 ponto do produto. Roubavam-lhe o direito de ser considerado em "estado notável de evolução - quase uma arte". Eis que chega a versão 2.7. O que já era acima da média agora é goleada. Google e seu Blogger deveriam morrer de vergonha.

Creio que o Wordpress seja a prova definitiva de que o desenvolvimento em modelo open source (colaborativo) não encontra mais concorrentes. Se é que alguém ainda precisa de provas...

É o Negócio, Beócio!

03 dezembro 2008

Frase-projétil muito útil em debates com pessoas que iniciam projetos com ferros, caixinhas e código.

"É o Negócio, Beócio!"
também é o codinome de meu livro, que finalmente tem uma data de lançamento: 25 de março de 2009.

Mais detalhes? Só no finito.

A blog without comments is like Amazon without user reviews.

- Jeff Atwood, do Coding Horror.
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Como diria o Lars, "Sad but true". O 'slogan' do Graffiti, desde o início dos tempos, é "Let's talk about IT". Apesar de ser um fanzaço do Seth Godin, pra mim um blog sem área para comentários não é um blog. Blog com comentários moderados não é blog. Blog é uma ferramenta de comunicação - obrigatoriamente com duas vias. Obrigatoriamente aberto.

Mas, sabe-se lá pq cargas d'água, o povo daqui não é muito chegado neste tipo de papo. Minha média no Graffiti deve ser de 1 comentário para cada 20 posts. É baixíssima. No finito a coisa é um pouquinho melhor - quase 1 comentário para cada post (0.84 para ser mais exato). Mas eu acho que está muito longe do ideal - que seria algo em torno de uns 10 comentários para cada post, no mínimo.

Ok, talvez o pessoal não goste deste canal. Mas, como a interação - particularmente o retorno (feedback), me é muito importante, não posso esperar. Há um ano, quando lancei o programa FAN (Formação de Analistas de Negócios), montei um grupo de discussão (quase) exclusivo para os participantes. 250+ pessoas aceitaram o convite. Desde então já trocamos cerca de 1700 mensagens. 10 vezes o número de comentários recebidos via finito! Mas são menos de 7 mensagens por participante. Se considerarmos minhas interações então, a média é ainda menor...

Com o objetivo de melhorar as conversas (organizando-as), há duas semanas coloquei um Fórum no ar. Utilizei outra pequena grande maravilha do universo do software livre chamada phpBB. Ficou uma beleza - tecnicamente falando. Mas, depois de 15 dias, a coisa nem engatinha direito. Eu sei, o processo é lento (tão lento quanto o crescimento da audiência do blog). Mas acho que algumas conclusões eu já posso tirar:
  1. O pessoal não gosta de "conversar" assim, de forma remota. Há uma certa "timidez" moderna;
  2. Que demora muito para ser debelada;
  3. Conversar (escrevendo) via IM ou Orkut é uma coisa (que tem língua própria). Conversar em blogs, fóruns e grupos de discussão é outra coisa. Mesmo que a linguagem seja natural, ela assusta;
  4. Mas os Analistas de Negócios (foco principal do grupo e do fórum) devem saber escrever muito bem. Ou seja, está ali uma chance de exercitar - e por isso eu devo teimar...
  5. ... sem ser burro. É claro que não dá pra perder tempo. Então, novas ferramentas são necessárias;
  6. Novas? Tão velhas quanto andar pra frente: o papo "cara a cara" é realmente imbatível.
  7. Ou seja, nada de podcasts, videocasts e afins. Minha próxima iniciativa (para obter mais e melhores papos) deve ser a viabilização de encontros reais com toda aquela turma (e as novas que chegam).
  8. Claro, sem deixar de teimar para que o povo se acostume com a comunicação via Internet, com a comunicação escrita.
Ok, para os papos levados no finito, a lista acima é uma beleza. Mas e os papos daqui, do Graffiti?

Quem diz é a CIO Magazine: Analistas de Negócios valem Ouro.

O artigo, que comenta uma pesquisa da Forrester, foi publicado lá fora no dia 16/abr e mereceu outro título: "Why Business Analysts Are So Important for IT and CIOs". Why? Uai...

Por duas décadas, o CIO foi visto como o elo central entre as funções de negócio e tecnologia. Embora esta talvez seja a percepção exata da sala da diretoria, nos bastidores os analistas de negócio são os encarregados de fazer essa ligação ao elaborar os business cases para desenvolvimento de projetos de TI, suavizando as relações entre concorrentes e impulsionando projetos.

Nos "bastidores"? O Analista de Negócios (AN) atua "nos bastidores"? Parece que ele faz coisas "por baixo dos panos", não? Quanta infelicidade. A Madame Katyusha (prima da Natasha do Gaspari) acha que a nobre publicação pretendia dizer o seguinte: "é o AN que põe a mão na massa!" E, creiam, os tais "business cases" não têm, por si só, o poder de fazer a tal ligação entre TI e o negócio. Muito menos de "impulsionar projetos". E "suavizar relações"? "Entre concorrentes"?... sem comentários.

Nossa área, pelo visto, nunca perderá a mania de criar Super-Heróis que resolvem todos os problemas. Há pouco eram os Coordenadores de Projetos. Como a coisa não andou como prometido, agora elegem AN's como a bola da vez. Apesar de um certo gelo na barriga, acho que a turma já está vacinada. E não cairá nessa reciclada armadilha.

AN's são importantes, mas não mais ou menos que qualquer outro integrante de uma equipe de TI. Se eles valem ouro, então todos valem. Perdão turma, mas não se trata de demagogia, ok? Apenas um lembrete que, vez por outra, se faz necessário.

O AN ganha importância (e espaço na prensa "especializada") porque sua área de conhecimento foi paulatinamente reduzida e negligenciada nas últimas duas décadas: o Domínio do Problema. A academia e as empresas passaram a valorizar o domínio da solução: e foi uma enxurrada de "analistas-programadores", de anúncios pedindo "analistas de sistemas com 10 anos de experiência programando em C# e Java" e assim por diante. Agora estamos aprendendo que, sem um correto domínio do problema, não há solução que vingue. Entram os AN's!

Mas quem são os AN's? O artigo fala que eles valem ouro e, no parágrafo seguinte, confessa:

Todo mundo concorda com a importância do papel do analista de negócio, porém pouca gente sabe exatamente o que faz um profissional como esse.

Não é hilário? Não é uma coisa bem típica da nossa área? Engraçado é que a mesma publicação, há quase 1 ano, já falava que o AN era uma "hot commodity" e apresentava, com relativa felicidade, o seu job description. Felicidade que sumiu no segundo parágrafo do artigo atual: "a maioria dos analistas de negócio bem-sucedidos mescla o temperamento e a habilidade de comunicação de um diplomata com o talento analítico de um oficial do serviço secreto." Céus, pra que dourar tanto a pílula? Madame Katyusha sugere: "O AN é bom no entendimento de problemas e na percepção de oportunidades." Para tanto, é claro que o cara deve ser um excelente comunicador. Mas esta não é a única 'soft skill' que ele deve desenvolver / apresentar.

Encerro o azedume com minha maior preocupação: sei lá porque cargas d'água, insistem em Analistas Orientados ao Negócio e Analistas Orientados para TI. Na publicação original ficou um tanto pior. Falaram em "Business-Oriented Business Analyst"... já pensou se vira sigla? BOBA! Céus! 10x Céus!! Quem nada entende tudo complica, né? Analista de Negócio é Analista de Negócio. Ponto! Se ele é subordinado ao CIO ou qualquer outra área é outro papo. Mas o nome é o mesmo! Deveria ser... o artigo fala que o pessoal da Forrester achou uma solução: Analista de Tecnologia do Negócio! Céus!!! 1000x Céus!! Detalhe: este é o nome adotado por um grande banco tupiniquim para o departamento de AN's: DTN: Depto de Tecnologia do Negócio. Então... corre o risco de vingar. Céus...

Mas não importa. O que importa é que finalmente os AN's estão ganhando um certo espaço, a devida atenção. Deixemos o "ouro" para nossos compatriotas que irão para Pequim e vamos falar sério sobre a função-profissão.


[Warning: Merchandising abaixo]

Quer saber quem é o AN, onde ele mora, qual a sua formação, habilidades e responsabilidades? Quer saber porque ele pode ajudar na concepção e entrega de projetos? Quais matérias ele deve dominar? Os motivos pelos quais ele se tornou tão importante? Segue o convite:

No dia 31/maio, sábado, apresento uma edição especial do evento "Formação de Analistas de Negócios". Será em Sampa, na Av Paulista. Programação, localização, inscrição e demais informações você encontra no site da Tempo Real Eventos.



Há exatos 366 dias o sensacional Hugh MacLeod publicava o cartoon acima. Com a certeza de que a desaparecida Kathy Sierra passou antes (e melhor) a mesma mensagem.

Recuperei o rabisco no último sábado e hoje, lá no finito, sugerindo que ele vire um poster na sala de todos os AN's (analistas de negócio).

Graffiti 4.0 (Beta)

02 maio 2008

Em seu 4º aniversário, o Graffiti precisava de um presente, né? Há 2 anos ele vestia a mesma roupinha. No aniversário do ano passado só tinha merecido um boné novo, mas o resto era o mesmo. Bom, o feriadão serviu para uma 'oxigenada' no cérebro - gosto de brincar-brigar com templates. Três objetivos:

  • Renovação do visual, deixando-o menos amador. Afinal, blog com 4 anos deve mostrar uma certa maturidade (hehe). Também precisava de mais espaço. O modelo anterior era muito "espremido". Espaço que pretendo utilizar para motivar mais conversas. "Let's talk about IT" nunca fez tanto sentido.
  • Atualização tecnológica: eu ainda utilizava o Blogger "clássico", não usufruindo de vários recursos novos. Claro, o Blogger ainda tá no chinelo do Wordpress (que uso no finito). Mas já evoluiu bastante, dando espaço para algumas 'inovações' que eu pretendo fazer (daí o 'beta' no título);
  • Reflexo no conteúdo: como já adiantei aqui, estou promovendo uma certa mudança na "linha editorial" do Graffiti. Seguirei falando sobre o mercado (e meus amores), mas espero gastar mais tempo com papos mais altos, úteis e práticos para o nosso dia-a-dia.


É isso. Espero ter atendido pelo menos uma parte dos objetivos. E, claro, espero que você tenha gostado. Críticas e sugestões? Comenta aí! Let's talk!

22 Anos

01 maio 2008

O 11 (onze) me segue. Nasci às 11 e tantos da noite de 11/11. Há 11 anos eu preparava o encerramento de meu 1º ciclo profissional, zarpando de Minas para Sampa. Hoje comemoro 22 anos de carreira, agora quase cigano mas com a raiz bem afundada nas Geraes.

Pois é, comecei a trabalhar exatamente no dia do trabalho. É que, aos 16, eu estava ajudando meu pai numa correria danada para fechar uma contabilidade e entregar o imposto de renda. Era serviço de digitação, num dos únicos lugares que tinha micros aqui em Vga. O cara da empresa foi com minha cara. Ficou sabendo que eu tinha começado o curso de Técnico em Processamento de Dados e me chamou para um estágio. Era feriado e acho que ele gostou de minha disposição.

João foi meu 1º guru (no melhor sentido da palavra, se é que ele existe). Engenheiro doidão, tinha acabado de voltar de Sampa. Estava no abortado projeto d'um Mac Tupiniquim. A Apple forçou o aborto e o cara caiu por aqui, para trabalhar com um irmão e dirigir um Corcel laranja 1976. Primeiro trampo que me passou? Aprender tudo sobre o processador 6502 da Motorola, aquela maravilha de 1Mhz que a Apple usava em sua linha Apple II. Dois passos ou meses depois eu já estava mergulhado n'outra maravilha, em um nível (tks God!) muito mais alto: dBase II. Máquinas de 8 bits, nada de interfaces gráficas, disquetes de 5 1/4, impressoras barulhentas e um modo de trabalhar muito, mas muito diferente do que vemos hoje. Engraçado, nossos problemas parecem os mesmos! Promessas e mentiras idem. Meu gosto pela área, apesar de tudo, não mudou nada. Aliás, mudou sim: as facilidades e desafios de hoje são bem melhores que aqueles da 2ª metade dos anos 80.

Dino com memória tem histórias e histórias para contar. E, vocês sabem, não controlo minha verborragia. Aliás, ultimamente só pinta post kilométrico por aqui, né? Aliás ii, vale lembrar, não por acaso, em 4 dias o Graffiti comemora seu 4º ano de vida digital. Sim, digital. Como conceito e projeto ele tem exatos... 11 anos! Seu co-irmão doidão, o BlueNoir, pasmem!, vai completar 18 anos! 4 como um bloguinho. Sobrou para o caçula virar meu "ganha-pão": o finito tem só 5 anos, 4 como blog. Sorry... viajei... vou voltar...

Era 1986, ano da Copa do México e do 1º "boom" de micros em Pindorama. Empresas pequenas e médias podiam ser informatizadas agora, com "cérebros eletrônicos" que custavam, chuto eu, algo em torno d'uns US$ 5k! E eu queria trabalhar com PC's, com máquinas de 16 bits. Logo comecei o doentio ciclo de trocar de trampo a cada 6 meses ou menos. Em maio de 87 eu venderia meu primeiro projeto, história que merece outro post.

Ok, parece auto-babação-de-ovo ou algo do tipo. Não era minha intenção. Só queria deixar esses continhos e continhas registrados em algum lugar.

[Merchan] Agenda finito

18 março 2008

Redundância e forçação (sic) de barra, eu sei. Mas o Google Analytics me contou que nem todos os visitantes deste Graffiti conhecem o finito. Então, claro, justifica-se o reclame.

A oficina "Engenharia de Requisitos" tem duas datas nas próximas semanas. Dia 28/mar (sex) ela acontece em Florianópolis. Organizada pela Innovit. Na semana seguinte, dia 3/abr (qui), tem a 3ª turma em São Paulo. Lá a organização é da Tempo Real Eventos.

Esta oficina (ou workshop, como queiram) é bastante dinâmica. Metade do evento (de 7hs) é composta de exercícios práticos, em grupo. Treinamos o desenvolvimento de requisitos, lançando mão de técnicas como entrevistas, sessões JAD (Joint Application Development) ou workshops, baterias de "torós de parpite" (também conhecidos como brainstorming), prototipação etc. Vemos também como a estruturação dos requisitos, sem burocracia, pode melhorar consideravelmente a execução e o gerenciamento de um projeto.

Para a execução dos exercícios os participantes recebem alguns notebooks especiais. Os notebooks finito:

Bloco para a Especificação de Casos de Uso.


Notebook especial para exercícios de prototipação.

Em maio, finalmente, o finito dará as caras no Rio de Janeiro. Mais precisamente no dia 28/mai (qua), no Guanabara Palace Hotel (Pres. Vargas). O evento de estréia será o FAN - Formação de Analistas de Negócios, que contempla as duas macro-disciplinas que formam o corpo de conhecimentos deste profissional: Análise e Modelagem de Negócios + Engenharia de Requisitos. A organização é da Tempo Real Eventos. Em breve falo mais sobre este evento.

[/merchan]

Pois é, vou começar uma pequena série (sem um número pré-definido de capítulos) para compartilhar minhas experiências como "home worker" (ou "do lar", como queiram... hehe). Há tempos ensaio este ensaio, mas a provocação definitiva veio d'um grupo 1/2 mala, falando da viabilidade da profissão de "consultor". Em uma ou outra mensagem, se bem entendi (li com uma má vontade daquelas), o pessoal estava desencorajando um cara com feições de "?". Tipo: "só se se tornar consultor for a sua última alternativa"! Então vou falar do trampo de "consultor independente", posicionamento, preços, como é o trabalho "do lar", facilidades e dificuldades, investimentos, montagem do escritório etc etc.



Independente?

Nada mais mentiroso, como já comentei aqui. Quando você abre mão de um patrão e de toda a estrutura que uma empresa oferece, você fica ainda mais dependente. Dependente de uma boa rede de contatos, de bons parceiros comerciais. Mas, antes de mais nada, você depende de uma cristalina posição:

  • o que você quer levar para o mercado?
  • por que sua proposição é melhor do que aquelas que são oferecidas por empresas?
  • para quem ela é melhor?
Insisto na criticidade desta definição porque sofri e ainda sofro muito com ela. Alguns serviços que ofereço no finito são um tanto nebulosos para muita gente: "Administração de Ativos (de software)"?!? Sou teimoso (e a teimosia é um defeito necessário), e manterei estranhas ofertas ainda por um bom tempo. Mas seria suicídio manter um portfólio integralmente "estranho". Ofertas "populares" - fáceis de explicar e vender - são fundamentais.

Acredito que um portfólio "perfeito" de produtos e/ou serviços exibe claramente três categorias:
  • Troco: produtos de baixo preço ou serviços de curta duração. O nome diz tudo: eles geram o "troco", aquela graninha pequena bem útil para pagar as contas básicas e fixas. 20% do tempo (e qq outro recurso) é dedicado para esta categoria.

  • Lucro: para ficar "chique", este é o seu "core business" - o conjunto de seus produtos e/ou serviços principais. É daqui que vem a grana boa, o "lucro" real. 70% dos recursos (inclusive o tempo) é consumido aqui.

  • Truco: saca aquele jogo de cartas? Então, esta categoria é sua aposta. Aquela idéia ou projeto que pode "mudar a sua vida". Como é de alto risco e quase sempre complexo, não merece a dedicação de mais do que 10% dos seus recursos.
Se eu fosse um verdadeiro cara-de-pau eu patentearia o modelo acima. Se... Na realidade é uma evolução do mítico-modelito da Google (20% do tempo de seus colaboradores é dedicado a "projetos paralelos e pessoais"). Proponho a divisão 70-20-10. Seu perfil é mais "agressivo" e seu caixa tá legal? Então jogue mais truco. És muito conservador? Brigue pelo troco. As variações vão do gosto ou situação de cada um. Só não aconselho o abandono de uma das categorias - nunca! A menos que você tenha se tornado milionário. Neste caso, não se esqueça dos amigos, ok?


Viável?

Voltemos ao ponto-estopim desta série: vale a pena ser consultor "independente"? Não vou cair naquele velho e monótono papo sobre a irregularidade das receitas, a insegurança e coisa e tal. A questão é: vale a pena?

Uma coleção de "dependes":
  • você bateu no "teto" da vida corporativa? ou
  • simplesmente não tem mais saco para enfrentar o dia-a-dia de uma empresa?
  • enxerga uma série de oportunidades (ou uma muito grande) que não é percebida pelo seu empregador?
  • acredita que pode ser mais produtivo em carreira solo?
  • acredita que pode ser mais lucrativo em carreira solo?
Se respondeu "sim" a qualquer questão acima é um bom começo. Mas, por favor, não faça como o louco aqui que entrou (caiu) de cabeça sem um mínimo de planejamento. Acabei de completar 2 anos em carreira solo, e só agora vejo algum resultado. Tenho certeza de que, com um pouquinho de planejamento, o caminho teria sido bem mais fácil. E onde começa o planejamento? Oras, na definição de um bom portfólio (seguindo ou não as dicas que dei no tópico anterior).

Para encerrar este primeiro capítulo um alerta: se você tem filhos (não os tenho) ou responsabilidades afin$; dívidas (ou responsabilidades afin$); ou qualquer outra coisa que dependa muito de uma remuneração fixa, pense 100 vezes antes de fazer o movimento. E o faça aos poucos, desenvolvendo um site e material de apoio; construindo uma rede de contatos diretamente ligada às suas ofertas; fazendo pesquisas e testes; enfim, conversando muito.

Vou repetir uma dica que dei tratando d'outro assunto: Relacionamentos -> Conversas -> Transações.

Crie Relacionamentos. A melhor forma que conheço é com geração de conteúdo. És especialista em alguma área? Gosta dela? Então crie conteúdo sobre ela (artigos, eventos etc). E gere relacionamentos a partir dela. Deles virão as Conversas. O mercado ficará melhor delineado. As oportunidades serão mais evidentes. Consequentemente, suas chances de gerar Transações serão consideravelmente maiores. Fácil? Se fosse, todos fariam. Não se iluda: é trampo pesadíssimo.

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No próximo capítulo vou falar exclusivamente sobre Preços e Estratégias de Precificação. Se tem uma coisa medonha em nossa área é esse papo de "homem/hora". Dá pra ser melhor, né?

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A imagem utilizada neste artigo fica na minha cara todo dia. É um quadrão com mais de 2 metros de comprimento. Um imenso "cut+paste" de átomos que fiz lá nos tempos de Pearl Jam, Nirvana e Luana Piovani. Bons tempos!

Leilão Reverso Público

13 fevereiro 2008

Aos leitores usuais, não se assustem. É que acabei de ter uma idéia maluca e vou usar este espaço para fazer uma pequena experiência.

É o seguinte: estou precisando enriquecer o material que é distribuído para o pessoal que participa dos eventos do finito. Por aqui (Opção Artes Gráficas) já estou confeccionando blocos para especificações de casos de uso, protótipos etc. Vou precisar também d'outras coisinhas:

  • Canetas, lápis ou lapiseiras personalizadas
  • Borrachas? Réguas?
  • Pen-drives personalizados (entre 128mb e 500mb)
  • Outras idéias de kits?
Cada evento tem um limite máximo de 50 participantes. Então o volume da compra é pequeno. Gostaria de receber cotações para conjuntos de 200, 500 e 1000 kits.

A experiência: que a proposta seja colocada neste blog, na forma de um comentário! Cite o nome da empresa, composição do kit e preço final. Por favor.

Taí! Será que alguém participa?

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Hey BooBox! Já pensaram nisso?