graffiare #448
04 dezembro 2007
O projeto de laptop da Mandy, 8 anos. Conheça outras propostas.
Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos.
Aqui eles têm a intenção de
provocar papos sobre TI e afins.

O projeto de laptop da Mandy, 8 anos. Conheça outras propostas.
O que nosso mercado costuma fazer quando algum termo sai de moda? Inventa outro - e sai remarcando os velhos produtos com o novo rótulo. A maior vítima da dos últimos 8 anos foi o tal CRM. Com volúpia e um imediatismo absurdos, provedores de soluções para call-centers, help-desks e automação de força de vendas saíram rebatizando seus rebentos. Confusão comprada por alguns, o que gera um ciclo destrutivo. Até hoje ninguém tem uma solução CRM de verdade (com o cliente colocado como ponto de partida de todos os processos primários de uma organização). Mas isso é tema para outro paroletion.
O "meenrolaqueeugosto" de hoje é "Inteligência Corporativa". Nosso mercado nunca foi tão abusado-ousado.. e mentiroso.
Nome novo para vender datawarehouses, data-mining e coisinhas do tipo. E dá-lhe $$...
Uma empresa nacional de porte considerável "sentiu" que precisava d'uma mega-super-hyper solução de BI ("bi-ai" para os letrados). O principal produto da fase de "incepção-elaboração" (o projeto morreu ali) mereceu lugar de destaque na principal sala de reuniões daquela empresa. Coisa de deixar Picasso com inveja: o diagrama (impresso em A3), apresentava mais de uma centena de "entidades do negócio". Linhas ligavam praticamente todo mundo com todo mundo. Não sei porque cargas d'água aquele "retrato do inferno" era considerado tão especial. Se aquilo ali era o supra-resumo do "bi-ai"... ai ai..
Tempos depois visitei um fornecedor de soluções de BI (leia-se: tinha alguns modelinhos especializados em determinados ramos de atividades). Qual não foi minha surpresa quando vi em sua principal sala de reuniões um quadro igualzinho àquele do parágrafo acima? Hahã... sem querer descobri o autor da proeza. E, de repente, nossa reunião ali perdeu todo o sentido. E eu sofrendo pra segurar o riso...
Sei nada de "bi-ai". Aliás, sei de nada não. Mas desconfio de muita coisa*. E desconfio que não pode ter "intelligence" um diagrama ilegível.
Desconfio que enquanto uma empresa não tratar de explicar todos os seus dados com novos dados (ou meta-dados), ela não conseguirá extrair muita coisa de seus imensos repositórios. Coitados dos usuários que seguirão em filas, gerando backlogs, clamando por novos relatórios todos os dias.
Tem um tempinho que a Web nos ensinou a criar meta-dados. O Del.icio.us talvez seja o maior exemplo: nós nunca conseguiremos explicar tudo num esforço concentrado. Seria caro e esquisito demais. Mas Del.icio.us, Flickr, Gmail e várias outras ferramentas nos ensinaram como fazer: deixa o povo etiquetar e batizar à vontade. O tempo será uma peneira e controle de qualidade natural. Assim, de forma orgânica, talvez um dia uma empresa possa dizer com orgulho: tenho uma boa solução de Business Intelligence.
Por enquanto, tudo o que elas exibem é uma boa (e cara) memória. E nada de raciocínio...
Na estréia da série Paroletion, o Marco "Boo-Box" Gomes citou outro projetinho (no bom sentido) seu: o oportuno FaxïnaR. Hehe, a idéia é melhor do que o gerador automático de missões corporativas, do Dilbert.
Mas, caramba, ô Marco: pode apertar a torneira aí. O 3º parágrafo da Paroletion, redigido para soar muito idiota, ficou só com 2,74% de idiotice!!! Caramba... onde foi que eu errei?
Já tem um tempinho que ensaio criar uma nova série (de duração indeterminada, a la graffiare) aqui no Graffiti. Sem numeração ou qualquer ordem lógica. Pra variar, tava debaixo do nariz a deixa: nossa área (mais que as outras), adora neologismos e afins. Cria termos e combinações risíveis. O último, que vi na última semana não sei onde, foi o estopim que eu precisava:
Business-Driven CIO
Aparece em boa hora para nos lembrar que, ao contrário do que se imagina, nem todo CIO liga muito para o negócio que banca seus brinquedinhos. Portanto, para delimitar a necessária diferenciação, surgem os fantásticos Business-Driven CIO's!
Orientados pelo negócio do negócio; motivados pela obtenção e manutenção de vantagens competitivas sustentáveis; comprometidos com metas de todas as unidades de negócios; alinhados ao negócio como "unha e carne"; e dispostos a cortar 50% do budget toda vez que alguma BU faz uma "cagada daquelas". Não é fácil a vida do Biz-Driven CIO. Mas ele não inveja seus co-irmãos. Muito pelo contrário.
Antônios e Antônimos
Mirror-Driven CIO: é aquele que todo dia aparece na frente do espelho e questiona: "Espelho, espelho meu, tem no mundo um CIO que apareça mais na mídia do que eu?"
Supplier-Driven CIO: um dos mais antigos. Da época de slogans como "ninguém é demitido por comprar IBM". O fornecedor mudou, o CIO não.
Fashion-Driven CIO: desfilam como Bündchens com seus gadgets de última geração. Claro que boa parte de seus budgets são dirigidos para a última moda em caixinhas.
CEO-Driven CIO: "se o CEO der um mergulho, o CIO morre afogado". Quando o CEO faz coisinhas pouco legais, o CIO é o primeiro a ir para o xilindró.
MIS-guided CIO: não deixe a sigla te enganar. Significa mal guiado mesmo. Um CIO amparado por uma equipe de técnicos mais perdidos que FDP em dia dos pais.
Os evangelistas estão chegando
Estão chegando os evangelistas
Eles são espalhafatosos e barulhentos
Moram bem longe dos homens
Escolhem com carinho a hora (qq hora é hora)
E o tempo do seu precioso trabalho
São impacientes, assíduos e perseverantes
Executam, segundo regras esqueléticas
Desde a trituração a fixação
A enrolação e a iteração
Trazem consigo livrinhos
Telhados de vidro, verdades de louça
Todos bem, e iluminados
Buscam qualquer relação com pessoas
Que espalhem a evangelização
Os evangelistas estão chegando
Estão chegando os evangelistas
Quem diria que patentes e leões gerariam piadas? Há três meses rolou uma. Hoje pintou inspiração para outra. Como se eu não tivesse nada pra fazer. Mas, como dizia um velho VP, "SEXta é FODA"[1]. Vamos lá:

... é bom não se esquecer dos clássicos trabalhos da Despair, Inc.
Além dos posters, agora tem bloquinhos, xícaras. Itens essenciais em ambientes pouco civilizados. Hmm.. não. Ainda não tem sacos de pancada com rosto personalizável. Taí, boa idéia!
O titulo aí aparece no serviço Web de maior popularidade nas últimas semanas: o ARSE: Asshole Rating Self-Exam.
A séria brincadeira é outra ferramenta de marketing que ajuda na divulgação do livro "The No Asshole Rule", de Robert Sutton. Saca só o sub-título do livro: "Construindo um ambiente de trabalho civilizado ou sobrevivendo num que não é". Não precisa dizer que virou best-seller, né? Tem muito 'workplace' pouquíssimo civilizado por aí. Em tempos de "cada um por si e deus-chefes contra todos", o que não falta é asshole.
Btw, êta palavrão chato de traduzir, né? Acaba virando só um "idiota". Ficaria mais legal se virasse "energúmeno" (que perde a razão e se torna possesso). Tem muito "enfestador" (trapaceiro) também. "Engabelador", cheio de promessas vazias. Hehe.. olha que fiquei só na letra "E" do "Dicionário Brasileiro de Insultos", do Altair J. Aranha. Faz parte do kit básico de sobrevivência em ambientes hostis. "The No Asshole Rule" é o mais novo item do kit. Não vá para o trabalho sem o seu. Nunca se sabe quando um novo asshole será contratado ou promovido.
Para encerrar, outro brinquedinho marketeiro legal do livro: o ArseMail. Diverta-se. Mas vê se não sacaneia!
Update: Dá pra fazer um 'test-drive' do livro. Tinha esquecido de indicar: Há um 'manifesto' do Bob Sutton no ChangeThis. Aliás, o ChangeThis é obrigatório em qualquer kit de sobrevivência. Tem seus 20% de bullshitagem mas, no geral, o conteúdo é muito bom.
Quando você 'patenteia' ela? Ou seria a 'patente das piadas' uma piada em si?
É de morrer de rir. Mas se a gente parar pra pensar um pouquinho, o riso ficará amarelo. Até que ponto chegará essa obsessão pela proteção de "propriedade intelectual"?
"Entra aí e fica quietinho!" Era um daqueles soldados barrigudos, despejando o leão 1 em sua velha casa. Ainda atordoado pela quantidade de suco de maracujá (in natura) que teve que engolir, voltando da África, o leão 1 vasculha triste sua triste cela. E qual não foi sua surpresa quando viu ali, gordo como ele, o velho amigo leão 2: "Caramba mano! Você sumiu!! Que que houve?".

Muito jóia. Surrupiado do haha.nu
Eu tava mesmo esperando uma provocação bem legal para colocar aqui no graffiare nº 400. Conheça o INDEXED! Criativo e provocador.
Dizem que a continuação do Poderoso Chefão é melhor que o primeiro. Empatam. Mas você só entenderá este post se ler a primeira parte antes. Shit... quanta obviedade e enrolação... Vamos lá:
Como um Garrincha, que sempre achava espaços, nosso herói Ballmer consegue jogar golfe em sua micro sala! Reparem bem: ele tem uns 50cm entre a bola e a caçapa... Caçapa!?! Ok, sei nada de golfe. Melhor deixar pra lá. Vamos para os segredinhos e dicas.
Detalhe surrupiado em seu white board [1]: GREAT JOBS!!! Isso sim é que é mensagem subliminar. Quando o Gates o visita, ele diz que tá tratando de "grandes trabalhos". Mas, quando isolado (90% de seu dia útil), ele vive babando pelo Grande Jobs: "aquilo sim é que é inovação, criatividade!". Duvida?
Então vamos direto para a evidência nº 3: quem é o bonequinho*? Elvis? Maradona? Tarcísio Meira? Que nada.. é o próprio Jobs. Saca o estilo e o penteado. Não tem erro.
Não satisfeito? Então saca a prova nº 4: um Ipod Shuffle?!? Pois é. Acabamos de descobrir que não é só o Jim das Selvas que é fã da Apple lá nos cafundós de Redmond. Ballmer, Ballmer...
Para encerrar, mais dois detalhes (agora sem demo): quando assumiu a presidência, o Fernando Collor adorava "passar mensagens" através dos livros e revistas que carregava debaixo do braço. Ele nunca lia nada. Bastava aparecer numa foto com aquela edição da Exame sobre nossas "carroças" e pronto.. a mensagem tava passada. Saca só o livrinho [2] na mesa do Ballmer. "SIMPLICIDADE". Vai dizer que foi acidental? Bullshit!! E o Mini deve ter adorado. E o alerta vermelho só vai soar quando pintar um Lair Ribeiro ou Deepak Chopra naquela mesa. hehe...
Eu não aguentei. Tenho que perguntar: o que que o Datena tá fazendo ali?!?!
O Ballmer é pop. Se fosse tupiniquim, estaria direto na 'Caras'. Daria entrevistas exclusivas para a Ana Maria Braga. O Ballmer é um show-man. Foi num post da coleguinha Luciana que descobri a matéria bem "você s.a." que o New York Times fez com o Ballmer. É uma pena que o slideshow fastfood do NYC não aproveitou a oportunidade para analisar melhor o cotidiano e os segredos do grande Steve. Sorte sua que existe o Graffiti, né? Aqui o demo não fica escondido nos detalhes. A gente escancara ele. Saca só:
Todo mundo reparou e comentou: "caramba, que escritório mais pititinho!" Legal né? O que diria aquele ex-chefão de um grande portal da internet tupiniquim que tinha uma sala com uns 100m2? Mas nossa preocupação aqui são os detalhes e os segredos. Mesmo na solidão de sua micro-sala, nosso querido Ballmer vive rodeado de sorrisos [1 e 2]. Btw, quem é o sujeito na foto 2? Roberto Leal? Peter Frampton? O próprio Ballmer?!?
Como a sorrisoterapia não é 100% eficaz, será que o Ballmer mantém um etílico plano de contingência? Dá uma sacada no detalhe #3. Será um belo vinho californiano? Ou uma garrafa de dreyer? Deu duro? Se ele fosse tupiniquim, poderia ser uma garrafa de jurubeba também... Segredos!
Uma coisa que não dá pra esconder é o site que ele tá visitando [4]. "Pô, as ações caíram de novo!?!?" A solução para quando ele tá beirando um ataque de nervos o pessoal de Redmond já encontrou: cadê as cadeiras? Nas outras fotos do NYC você vai reparar que elas foram trocadas por poltronas que pesam 200kg. E ficam soldadas no chão!
Por fim um brinquedinho que ele rapidamente escondeu na primeira gaveta [5]. Mas ele garante que não revela o nome da persona non grata nem no spa de Guantanamo. Quem será? Page ou Brin (Google)? Ozzie? O Mini-Microsoft? Ninguém nunca saberá. Mas eu posso garantir que o Steve Jobs não é. No próximo capítulo eu explico.

Kkk.. do concurso "O próximo produto da Apple", promovido pelo sempre bom Worth1000.

Jóia. Quem sabe nosso próximo passo não seja uma mudança para Abaetetuba, o lugar onde nossa Primeira Vida se encontra com a Segunda Vida.

Por falar em "home server" e tudo que deve compor a nossa "casa digital", hehe.
Taí como a RAND Corporation imaginou o "home server" de 2004! Com "teletipo" e linguagem Fortran, ele seria facílimo de usar!! kkk...
Eu só queria entender pra que serve aquele volante ou timão ali do lado do tiozinho... Será o joystick do Xbox?

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