Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Semana passada, "eCommerce". Hoje, "Nova Economia". Não, não estou atravessando uma séria crise de "nostalgia mórbida". Nem tô aqui para ressuscitar "biz words". Mas alguns fatos e coincidências inspiraram este post. E o título.

Semana passada, em um grupo de discussão, uma pessoa reclamou a autoria de um treinamento que fora oferecido por outra pessoa. Mostrou as provas e, em seu pleno direito, solicitou a interrupção da divulgação daquele curso. "Pirataria" de conteúdo programático. Coisa feia, realmente. E bobinha, já que em tempos de Internet mentiras não têm mais pernas.

Já aconteceu comigo. Um "prestador de serviços" paulistano surrupiou integralmente uma apresentação minha e lançou como um curso próprio. Isso foi bem antes d'eu conhecer (e entender) as licenças Creative Commons. Fiquei chateado, claro, mas não reclamei como o colega do parágrafo acima.


Foi antecipado para este último final de semana (5/out) o lançamento oficial de "Tropa de Elite". Recorde absoluto de bilheterias, no Rio e em Sampa. A justificativa para a antecipação foi a "pirataria", que ganhou proporções impressionantes (3 milhões de DVD's piratas, além de transmissões via GatoNet e até cineminhas improvisados em feiras). Apesar da pirataria, um recorde de bilheteria. Outra leitura: por causa da pirataria, o recorde de bilheteria. Uma variação do tal efeito "because", explorado por JP Rangaswami em seu "Confused of Calcutta".

Ontem mesmo, no Jornal da Cultura, pintou uma entrevista com um recordista de audiência no YouTube. Tupiniquim, é um diretor de curtas. Não conhecia o YouTube quando um curta seu parou por lá e fez tremendo sucesso. Sua primeira reação? "É pirataria!". Hoje ele usa o YouTube (em suas palavras, "mais poderoso que qualquer canal de televisão"), para divulgar seu trabalho. Praticamente de graça! Mas a questão não é essa, e sim os 40 milhões de pessoas que puderam conhecer seu trabalho. Quando ele conseguiria isso nas mídias tradicionais? (Leia-se TV's e cinema).

Mesmo que exemplos pipoquem diariamente, ainda predomina o raciocínio da "proteção doentia de propriedade intelectual". Uma lógica que gera aberrações como DRM e afins. Nos exemplos acima todos estão ganhando dinheiro. Aliás, provavelmente estão fazendo mais dinheiro do que fariam sem a tal "pirataria".

Ou seja, não tem nada de "papo de comunista" aqui não. Estamos falando de um novo Capitalismo. Que, ao que tudo indica, é mais inteligente que sua versão anterior. Sendo prático:

Nosso colega do 2º parágrafo, por exemplo, perdeu a chance de vender seu curso. Direta ou indiretamente. Caramba, se ele montou um conteúdo tão legal, por que não vendê-lo ou licenciá-lo? Colocando de outra forma: o que ele ganhou com o "fechamento" do conteúdo? Nadica de nada...


"Os ativos intelectuais, ao contrário dos ativos físicos, aumentam de valor com o uso."
– James Brian Quinn

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