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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Dia 14/jun de 2005: publiquei o seguinte post. É curto mas vou te poupar o clique. Conclui aquele postinho da seguinte maneira:

Oracle+Peoplesoft(JD Edwards), Siebel, SAP+MS, Datasul, Microsiga+(Logocenter+APSoft) que tanto falam em atacar o mercado PME (Pequenas e Médias Empresas) deveriam prestar mais atenção ao futuro bicho papão do mercado de ERPs+CRMs: o Compiere.


Agora, exatos 4 anos depois (!), a INFO do mês apresenta o artigo: "O ERP Agora é Open Source".

Além do Compiere, falam também do SugarCRM e do vTiger CRM. E citam as empresas tupiniquins que estão fazendo a roda rodar: Megawork (ES), Lâmpada Global Services (SP), TTCA (PR) e WBA (SP).

O processo é muito, muito mais lento do que imaginei. Mas nunca duvidei de nossa capacidade de aproveitar boas ideias (fazendo grana!).

Em 26/mar, igualmente atrasado, meio que lamentei aquele que parecia ser o fim da Sun: a aquisição pela IBM. O negócio, sabe-se lá porque, não saiu. O que deve ter gerado inúmeras licenças médicas no depto financeiro da Sun. Em tempos bicudos, ser papado parece ser a única alternativa para empresas encrencadas. Vide Chrysler e afins. Mas ser papado pela IBM? Era o fundo do poço?

Que nada. Eis que chega Larry "SuperSizeMe" Elisson e incorpora a Sun ao seu precioso e disforme portfólio. Sem medo de entregar as cerejas que o atraíram para o bolo Sun: Java e Solaris. MySQL e OpenOffice? O silêncio de Larry sobre esses produtos diz muita coisa. E apavora, com razão, a turma do universo do software livre. Só uma pessoa de nossa indústria tem ideias mais aterradoras que Larry. Mas essa pessoa tá muito longe do nicho em questão, vendo a caravana Google passar...

O lunático Dan Baigent, funcionário da Sun, começou a listar em seu blog as 10 razões que afundaram a Sun. Não teve a chance de terminar seu épico. Foi censurado!?! Alguma coisinha o maravilhoso cachê Google salvou. Coisinha das mais preciosas: a zona que a Sun aprontou com seu ativo mais valioso e promissor, Java. Leia o saboroso artigo. No mínimo pra ver como é o marketing quando elaborado por um bando de técnicos. Por 4 anos acompanhei com certa proximidade essa zona. Cada visita de um "product-qq-coisa" da Sun gerava confusão e gargalhadas. Não necessariamente nessa ordem.

Mas, e agora? Como a Oracle lidará com suas novas cerejinhas? Duas certezas: i) muita coisa vai mudar; e ii) a evolução da história merece acompanhamento. De perto!

.:.

Ainda queria entender as razões para a IBM sair do negócio. Se foi só vontade própria, a empresa merecerá uma brincadeirinha com seu nome: Inocente, Bobinha e Morosa.

Estado da Arte

14 abril 2009

ou: E Por falar no Wordpress...

Neste feriadão encarei o trampo de sair do WP 2.3, que sustenta o finito tem mais de ano, direto para o Wordpress 2.7.



Sempre que via o adjetivo que dá título para este post ficava desconfiado. Até que um dia o vi aplicado ao WP. Poréns como a interface administrativa tiravam 0.5 ponto do produto. Roubavam-lhe o direito de ser considerado em "estado notável de evolução - quase uma arte". Eis que chega a versão 2.7. O que já era acima da média agora é goleada. Google e seu Blogger deveriam morrer de vergonha.

Creio que o Wordpress seja a prova definitiva de que o desenvolvimento em modelo open source (colaborativo) não encontra mais concorrentes. Se é que alguém ainda precisa de provas...

Pôr do Sol

26 março 2009

Títulos alternativos:

  • There Goes the Sun (lalala-la)
  • ... and the Sun is eclipsed by the Moon
  • Sunshine on my shoulders makes me creepy
  • Wasted Sunsets
  • ...
Chego tarde, mas não vou chover no molhado. Estava esperando o desenrolar do negócio mas, pelo jeito, vai demorar. Hã? Tô falando da Sun sendo papada pela IBM. Sobre a "fusão" os americanos gastaram um chavão: "strange bedfellows".

Coloca estranho nisso. A Sun sempre tentou ser o oposto da IBM. Eu disse, tentou... Nem sempre conseguiu. Mas o duelo sempre fez muito bem para o mercado de TI. Pena que nossa prensa "especialista" goste de papos mais pop, tipo MS vs Apple ou vs Google. Perdeu a chance de documentar melhor um embate tão relevante quanto os outros. Em outros tempos, claro.

Porque nada une mais IBM e Sun do que a irrelevância de ambas nos últimos anos. Irrelevância em termos de inovação, eu digo. Tá distante a era em que ambas ditavam tendências. Estranho é que as duas, cada uma a sua maneira, parecem satisfeitíssimas com o próprio marasmo. Fusão de preguiças?

É difícil prever as consequências e frutos da fusão. Claro, muita gente vai vazar da Sun. Aquele espírito "universitário", há tempos moribundo, vai definitivamente para as cucuias. Mas, e o resto? E o Java? E o Solaris? E o MySQL? E o OpenOffice?

Bons tempos para quem gosta de teorias de conspirações ...

Rua!

23 março 2009

Notinha quase escondida do caderno Dinheiro da Folha da última sexta (20/mar):

De Graça

O sistema operacional gratuito Linux ficou mais popular entre as empresas desde que a crise começou. Mais de 72% de um grupo de 300 executivos de TI no mundo estão avaliando ou já decidiram aumentar a adoção do Linux no servidor em 2009, segundo pesquisa da Novell. A maior razão que motivou os executivos a migrarem para Linux foi econômica.

.:.

Três pequenos comentários:
  1. De graça? Nada é de graça. E esse tipo de migração costuma custar muito dinheiro.
  2. A motivação é equivocada, assim como a percepção que de haverá economia no curto prazo.
  3. Eu manteria o plano de migração - afinal se trata de um SO superior. Mas mandaria embora todos os 72% de "executivos de TI". Ao propor a migração, por razões econômicas, eles confessam que passaram os últimos anos desperdiçando grana. Rua!

Saca só:

You will see a move towards cloud computing and software coming from the web, where there will only be the service cost, rather than paying an IT team. There will also be more interest in adopting open-source software.


São palavras de Carla Rapoport, "managing editor for technology with analysts the Economist Intelligence Unit", que surrupiei daqui.

Parece coisa de Tita, ex-dublê-de-técnico do vasquinho, que resolveu colocar Edmundo em campo só depois que a vaca-vascaína tinha ido para o brejo (ontem, contra o Palmeiras). Então SaaS (Software as a Service, ou computação na nuvem - para usar a nova moda) e software livre só fazem sentido quando o orçamento encolhe?

CIO que apelar para tais alternativas agora deveria ser mandado embora por justa causa. Afinal, estará reconhecendo que durante anos jogou dinheiro no ralo - pagando licenças e infra que, no final das contas, não configuravam as melhores alternativas (para o negócio).

Ah TI, tu seria outra se a percepção de crise fosse constante.
Ou se não fosse tão lotada de gente que só pega no tranco!

Há tempos não falo sobre meu "xodó", né? Acontece que ele não me dá notícias! hehe.. Por um lado é bom. Aliás, excelente: esqueço que o SO existe. Por outro é meio ruim: a evolução é (ou parece ser) mais lenta do que a gente espera.

Pois bem, há uma semana saiu a tradicional versão "abril" da família (K)Ubuntu: 8.04 ou "Hardy Heron" ou "HH" ou simplesmente "Hardy" (para os íntimos). Mergulhando nos fóruns você verá a tradicional polarização que tanto caracteriza nossa área: "é a melhor distribuição" ou "é a pior versão"! hehe.. A gente adora brincar de Tom e Jerry, né?

Bom, não esperei. Fiz o upgrade de meu desktop e um "fresh install" no notebook. Breves comentários:

Já estava com a versão anterior, 7.10 (Gutsy), no desktop. 1 (hum!) ano sem "instalações do zero", utilizando apenas o upgrade de versão via Internet. O pacotão é pesado (900+ mb), mas meu desktop não anda fazendo nada da meia-noite às seis... então: Foi liso!

Primeiro susto: o boot agora leva metade do tempo. Aliás, tudo ficou consideravelmente mais rápido. O "não suportado" eye-candy (uso o Compiz) deu uma "desconfigurada". Nada que tenha me roubado uns 5 minutos. E tudo roda muito bem. Só um probleminha: sei lá pq resolveram colocar a versão 3beta5 do Firefox na distribuição. A maioria das (diversas) extensões (add-ons) que utilizo ainda não foram portadas para o FF 3. Tá feio e desajeitado. Mas, claro, muito rápido.

Fichinha: minha máquina é um Athlon X2 (64bits), com 1gb de RAM e placa NVidia. Tenho discos externos, uma "redinha" NFS, pastas compartilhadas, e uso intensivo (e doentio) da Internet. Tudo funciona sem problemas (ou travas ou afins). Só um risco não corri: não pulei no REMIX (KDE 4) - sigo no 3.5. Pelo menos até a versão 4.1 daquele ambiente. Questão de juízo.

.:.

No notebook eu seguia com o Kubuntu Feisty, 7.04. Ela tinha se mostrado um pouco mais estável que a 7.10. Mas, mesmo assim, eu não estava muito satisfeito. Então não pensei duas vezes ao programar uma instalação "do zero". A instalação (via CD) é muito rápida e sem dores. Só não pude experimentar o Wubi porque meu note não sabe o que é Windows há um bom tempo.

O resultado (feliz) é igualzinho ao que descrevi acima, então vou poupá-los. Só tem um probleminha: o Wireless demanda a instalação de um driver (Broadcom - blergh!). Ele deveria vir no CD. Como não vem, fui obrigado a colocar um cabo no note... Bobeirinha, né?

Fichinha: o note é um HP Pavillion dv6230br (quase Casas Bahia!). Tem um processador AMD Turion 64 (bits), 512mb (só!) de RAM e placa NVidia. Se você der uma olhada nos cubos, "wobbly windows" e outras frescurinhas (eye-candy) não acredita que a máquina tem (só!) 512mb de RAM.

.:.

Resumindo: devagar e sempre! A família (K)Ubuntu caminha firme e forte. Já há quem critique o ciclo de atualização de 6 meses. Não concordo: o compromisso com a data (e a liberação de versões que terão suporte por tempo prolongado, como a "Hardy") é um diferencial da família. Um tipo de compromisso (e comprometimento) que faz muita falta em algumas empresas.

Fui usuário da versão 6.10. É muito visível a evolução da distribuição. O maior problema, em meu ponto de vista, é uma certa falta de criatividade. Não dá para usar o Mac OS e o Vista como referências (particularmente em aspectos de usabilidade e visuais). Precisamos de alguns saltos (que não dependem exclusivamente dos mantenedores da família), como reconhecimento de voz e escrita, por exemplo. Trata-se duma cobrança que estico para todo o universo Linux.

Mas, apesar de (MUITO) chato, escrevo pra quem quiser ler que sou um usuário muito satisfeito do Kubuntu. Ele valoriza meu tempo!

graffiare #453

16 abril 2008

When many companies struggle to make 25% to 30% gross margins in their core businesses, it becomes increasingly difficult for software procurement specialists to claim to be doing an excellent job.

- William Snyder (Analista do Gartner, na ZDNet)

.:.

Não sou fã do Gartner - muita varada n'água - mas admito que de quando em vez a varada é certeira. E ouvida. Afinal, tem gente que não começa a trabalhar enquanto não lê um clipping dos caras, hehe. Em algumas questões, como o mercado de software tratado no artigo citado, eles chegam com uns 5 anos de atraso. Mas chegam! E são ouvidos. Preguiça de clicar no link?

Resumo: Oracle, MS e SAP - mastodontes do mercado de software corporativo - verão "suas margens erodir". No mundo não há mais espaço para empresas que apresentam lucros brutos de 80% e líquidos de 35%. Apesar da superficialidade (a grana do Gartner vem da profundidade que poucos podem pagar. Btw, qual será a margem líquida do Gartner?), Snyder acerta nos fatores que farão os preços do software corporativo despencarem:
  • BPO, ou terceirização de processos de negócio: coisa tão velha quanto andar pra frente. Lá nos anos 80 tínhamos os "birôs" de contabilidade e recursos humanos. No novo século a coisa ficou mais maluca: tem louco que terceiriza até processo primário (ex: Atendimento de Clientes)!
    Não importa, o fato é que cada processo terceirizado pode significar até uns 3 módulos d'um ERP desativados.
  • SOA, ou arquiteturas orientadas a serviços: modularidade mata quem adora monolitos. SOA's bem implementadas destacam a quantidade de itens supérfluos um ERP carrega. Pena que a coisa toda seja tão lenta.
    Não importa, as SOA's mudarão radicalmente a forma como as empresas compram, customizam e utilizam ERP's e afin$.
  • SaaS, ou software como serviço: Gartner na cola de Nick Carr - cola com 5 anos de atraso. A aquisição deste tipo de serviço é tão lógica, tão óbvia, que fica difícil explicar pq não pega logo.
    Não importa, cedo ou tarde o modelo vai pegar. E causar uma tsunami sem precedentes no mercado de software corporativo. Um movimento bem novinho comprova a tese: Google e SalesForce uniram forças. Detalhe muito relevante: SaaS faz mais sentido para quem tem uma SOA com sentido (e não um 'bando' de web services).
  • Open Source: para Snyder, é uma questão de tempo, de maturidade. Para Larry Dignan, da ZDNet, este é o "fator mais plausível" da tese de Snyder. Talvez, mas de todos os fatores este é o mais lento. Causa: as empresas não sabem contribuir! Mania de achar que o "free" é só grátis e pronto.
    Não importa, já temos excelentes alternativas no universo do software livre. A maturação vem, principalmente, de pequenas e médias empresas. Como este é o "próximo mercado" dos grandes fornecedores de software, a concorrência forçará uma brutal queda de preços.
  • Mercados Emergentes: como a mama-MS (mon amour!), todo fornecedor de software (e gravadora e produtora e...) acha que pode praticar nas esquinas do 3º mundo os mesmos preços que praticam no 1º. Não mais. Além do terceiro mundo já ter alternativas interessantes (particularmente ERP's), as PME's não globais simplesmente não têm grana para bancar as margens das gulosas.
    IMHO, este é o principal fator que fará com que as preços caiam consideravelmente. O único lugar que os mastodontes encontrarão grana nova é no chamado "mercado emergente". Sem uma revisão séria de suas estratégias de preços, verão navios (barquinhos e voadeiras, veleiros não).

Há 3 anos, rolou aqui no Graffiti:

We pledge allegiance to the penguin, and the intellectual property regime for which he stands. One nation, under Linux, with free music and open source software for all. Welcome to Brazil!

...

Sooner or later some country would square off with the global IP empire. And Brazil was fertile ground for it.


Trechos de um longo e entusiasmado artigo da Wired. Rasga elogios ao nosso Ministro da Cultura, Gil, e ao trabalho desenvolvido por José Serra enquanto ministro da Saúde (a ameaça de quebra de patentes e redução dos custos com medicamentos para tratamento da AIDS).

Fiz a busca agora para registrar o (atrasado) Flashback de novembro e levei um susto ao ver o post. Não me lembrava dele.

3 anos depois: cadê a música e o software *Livres* para todos?

Ok. O artigo da Wired é daquela linha que Alex Steffen considera repleto de "wiredismos". Mas eu sempre fui fã da Wired por causa de seu explícito Otimismo. E o próprio Alex pega carona:

Brazil isn't engaged in a science project, it's declaring a revolution.


O futuro do país do futuro nunca foi tão brilhante. Líder no desenvolvimento de combustíveis ecologicamente corretos, descobre-se também um "magnata do petróleo". Mas a gente precisa deixar de ser um país monotemático. Ninguém aqui quer ser apenas o posto de gasolina do resto do mundo.

E o que o artigo da Wired sinalizava era, de certa forma, nosso segundo grito de Independência. Três anos depois, vemos boa parcela das massas colocando um pé na Vida Digital. Vende-se micros e notes como caipirinha na praia. 20 milhões de tupiniquins acessam a Internet.

Mas o modelito segue o mesmo, com muita pirataria e pouca educação. O Temporão ainda tem que brigar contra patentes de medicamentos. E o preço médio dos CD's é praticamente o mesmo. Assim como a fortuna que gastamos com royalties. Resumindo: minha impressão é de muito bla-bla-blá e nhen-nhen-nhém e pouquíssima ação.

Pois é, finalmente o Steve "macho" Ballmer deu o braço a torcer: a MS fechou acordo com a Comissão Européia. Só vi a nova na noite de ontem, no Jornal da Globo. Foi a primeira manchete. Apesar do barulho, era fava contada. Pelo menos, desde o dia 17/set.

A novidade é que a MS aceitou o acordo ainda em primeira instância. Quem vê casos judiciais, em Pindorama ou mundo afora, sabe que a coisa mais rara do mundo é um acordo em etapa tão "preliminar". A explicação para a decisão da MS deveria nos ensinar alguma coisa: US$ 4,5 milhões de multa por dia - por não acatar as decisões que a Comissão Européia tomou em 2004. Ou seja, só em multas a MS vai morrer em mais de US$ 1 bi. Ou seja: a teimosia do Ballmer tava ficando cara demais.

Quase todo mundo, com mínimas diferenças de tom, "comemorou" o acordo: A MS vai desatar o Media Player do Windows; a MS vai fornecer mais e melhores informações de interoperabilidade para seus concorrentes; a MS vai reduzir o custo de royalties; o Ballmer só vai poder bailar na Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão... ops, a última não tá no acordo. Pena.



Eu já disse por aqui, quando o assunto é Direito, vou direto na fonte: Groklaw. Foi lá que levei um balde d'água fria e vi que Ballmer tá levando uma bela pizza para Redmond. Saca só este trechinho do FAQ publicado pela Comissão Européia:


Open source software developers use various “open source” licences to distribute their software. Some of these licences are incompatible with the patent licence offered by Microsoft. It is up to the commercial open source distributors to ensure that their software products do not infringe upon Microsoft’s patents. If they consider that one or more of Microsoft’s patents would apply to their software product, they can either design around these patents, challenge their validity or take a patent licence from Microsoft.


Perdemos mais uma chance de acabar com essa aberração chamada "patente de software". Pior: a MS pode seguir com sua brilhante estratégia FUD. Que pena. Mas tem o lado bom: Ballmer começa outro ano fiscal com um "pindura" de US$ 1 bi. O engraçado na MS é que suas derrapadas financeiras têm sempre o mesmo valor: US$ 1 bi. hehe..

Para encerrar: minha primeira reação quando vi a notícia foi: e Pindorama? O que vale na Europa deveria valer aqui também, afinal estamos falando dos mesmos produtos e mesmas estratégias ("abuso de posição privilegiada" no linguajar dos entendidos - "monopólio" para os leigos). Cadê o CADE? Será que não conseguimos arranjar outro US$ 1 bi da MS? Se sim, dava pra cortar 0,01% da tal CPMF...

.:.

"Abuso de posição privilegiada"? Dá pra lançar um kama-sutra só com termos jurídicos, não dá não? Sacanagem!

O Ballmer falou, o Ballmer avisou:

On the other hand, I'd also tell you the following is true. All... I would love to see all Open Source innovation happen on top of Windows. So we've done a lot to encourage, for example, the team building, PHP, the team building, many of the other Open Source components, I'd love to see those sorts of innovations proceed very successfully on top of Windows.


Ballmer está numa encruzilhada. Parece até aquela cena empoeirada de "Crossroads" (bom e didático filme sobre blues, apesar do Vai). A diferença é que o indeciso é o próprio Demo. Ele detesta todos esses bobinhos que, aparentemente, fazem tudo "de graça". Até graça. Mas...

"eu gostaria de ver toda aquela inovação acontecendo sobre o Windows."

Duas falhas grotescas: acontece muita coisa 'open source' no universo Windows. Se ele tivesse tempo de fazer algumas buscas no Sourceforge, por exemplo, perceberia isso. Se ele conhecesse o Castle Project e outros tantos...

Mas não. Parece que ele fica um tempão brincando com o Adept, instalando aquelas milhares de aplicações que nascem no mundo Linux. Não deveria ficar muito preocupado. Até o Amarok está ganhando uma versão Windows... Apesar do Ballmer:

"A gente se esforça muito para encorajar isso..."

Ballmershit! Não se encoraja ninguém com ameaças. Ele jogou três distribuições Linux no seu jogo, Novell, Xandros e outra qq. Pronto. Não conseguiu mais nenhuma. Então faz ameaças diretas contra o Chapeuzinho Vermelho. Velha tática, velho erro: nunca mostra quais são as patentes "surrupiadas". Não importa. Importa é o medo que ele gera. O terrível Demo.

Toda vez que ele fala, gera uma corrida danada no depto de Relações Públicas da MS. Não adianta. O estrago foi feito.

Estrago que se reflete em Redmond e em todo o ecossistema de parceiros da MS: as inovações do universo do Software Livre são melhores? Nós sabemos que são, mas o Ballmer não pode falar isso. Desanima até seu exército! É como o Leão, no Palmeiras, falando que seu time era "nota 5". Gol contra.

A MS é tão massancrante que aquela empresinha que faz o grande "Halo" caiu fora. Algo como "a gente inova melhor aqui de fora. Muito obrigado. Obrigado pela graninha."

Último erro: Ballmer usou um palco europeu para destilar suas últimas shitagens. Esqueceu que a MS não anda muito bem por lá.

Mas a culpa não é mais do Ballmer "Calheiros". Faz tempo que não é mais. É de quem o mantém lá.

OO: Peso Pesado

05 outubro 2007

Minhas instalações do Kubuntu Feisty Fawn (7.04) são novíssimas - ambas para o amd64. Como já cansei de falar, voam baixo. Com 512mb ou 1gb de RAM, ainda não conheci seu limite. Chego a ter mais de 10 aplicações abertas simultaneamente - algo como: EPF Composer, Firefox, OpenOffice, Amarok, Gimp... ou seja, só coisa muito pesada mesmo. Ah, e eu não sei mais trabalhar sem o Beryl. Mas as máquinas parecem funcionar "com um pé nas costas". Show! Mas tem uma coisinha estranha acontecendo.



É a segunda vez em pouco mais de um mês que sai uma atualização do OpenOffice. Saca só: 73 mb de download! Ou seja, uns 150mb em pouquíssimo tempo. Não busquei o site oficial para entender os updates. Mas o que justificaria uma atualização total da suite? O pior é que, na atualização anterior, não consegui notar nada de diferente. Ou seja, os caras devem estar corrigindo bugs e afins. Estranho, muito estranho.

Vou dar um chute, considerando todas as atualizações do Kubuntu: se alguém instalar hoje a versão original (7.04), terá que baixar algo entre 200mb e 300mb para ter a máquina up-to-date. É muita coisa.

Bom, mas pelo menos o processo é transparente e totalmente administrável pelo usuário. Não tem coisinhas escondidas nem bugs em cascata como ocorre em outras plataformas.

O Braguinha, lá de Brotas e meio incrédulo, me mandou a seguinte notícia: Sun Hits the BRICs. Resumindo: segundo Schwartz, a Sun tornou o Java Open Source por causa do Brasil!?!?!

Quem diria? Como eu disse para o Braga, não creio que tenha sido o único motivo. Claro que não. Mas a Sun fica bonitona na foto falando que abriu o Java para atender requerimentos de um país emergente.

E, como eu já disse ontem, a Sun aprende... com 15 ou 10 anos de atraso, mas aprende! É bem melhor que aquelas empresas que colecionam c@g@d@s e não aprendem nunca.

graffiare #435

24 agosto 2007

Prezados Membros da CE 21:034.00

Comunico que, como resultado das discussões ocorridas no âmbito da CE, o voto do Brasil que está sendo enviado pela ABNT à ISO é de desaprovação [do Open XML proposto pela MS] pelas razões técnicas apontadas pelo GT2 da CE.

- ABNT (surrupiado do PSL-Brasil)



Tks Braguinha.

Buy, Build or Opensource?

08 agosto 2007

JP, do Confused of Calcutta, direto no ponto:


For common problems use Opensource.
For rare problems use Buy.
For unique problems use Build.


Será que pega, particularmente por aqui? Deveria. Não são poucos os negócios que têm pouquíssimas ou nenhuma opção de produto (caixinha - buy). A construção (build), em diversos casos, é inviável (leia-se cara demais). But... cadê nossas opções de Software Livre? Quando digo nossas, quero dizer tupiniquins. Com bandeirinha do Brasil no selo e samba no pé.

Belo slogan do Linspire, que promete ser o Linux mais amigável do mercado. Sabe onde ele começa? Usando o Ubuntu! Sabe onde ele termina? Com outro acordo draconiano com a MS.

Pamela "Groklaw" Jones resume bem todos os 'direitos' dos usuários Linspire após o acordo com a MS
:

Don't think.
Don't modify.
Don't share.
Don't explore.
Don't improve.
Don't innovate.
Don't distribute.
Don't sublicense.
Don't do "unauthorized" things.
Don't do nuttin' or you might get sued.



Wow (10x)! Não é só marketing viral. Não é só inovação. Nem uma provocação (graffiare) apenas. Na linha "PopSexyCool" para conquista de mercados (leia-se "Propagação d'um Conceito"), a Tribo Ubuntu pega na veia. Marketing brutal!


Tks Nelson pela dica. Maiores detalhes na Tribo ou em Terramel.

Paradoxo

19 julho 2007

Para ser corretamente entendido, deve ser lido depois deste post.

Um dia avisaram o gerente do 'projetão' que todo o seu código fonte seria roubado. Ambiente turbulento, esse parecia ser - e era - o menor de seus problemas. O diabinho em seu ombro direito aconselhou: "trava tudo - coloca senha em tudo - pede a assinatura de um NDA para todos os integrantes da equipe - com ameaça de cadeia - blablablá".

O gerente optou pela dica do anjinho que, vez em quando, pousava em seu ombro esquerdo: pegou toda a parte mais crítica e complexa do projeto e autorizou que ela fosse publicada em um repositório de Software Livre.

Este foi o fim do menor dos problemas.

graffiare #430

18 julho 2007

Com apenas R$ 60 contos, converte-se um maligno caça-níqueis numa generosa maquininha de aprendizado (Powered by Linux). Não sabia, mas a CPU das ilegais é um Intel Celeron de 1.8GHz! Bela iniciativa do governo carioca. Que não fique só nas 2 maquininhas demonstradas.

OpenMoko - MoLoko

12 julho 2007



WiFi, touchscreen (pen ou dedão), nada de DRM, som de alta qualidade, nada de contratos draconianos com operadoras de telefonia móvel, tela de 2.8" VGA, USB 1.1, Bluetooth 2.0, GPS integrado, totalmente destravado (oi!), etc, etc e... LINUX!

Por US$300. Se pintar por aqui, o Openmoko deve ser meu próximo cel. Talvez seja mais correto dizer: meu 1º cel de verdade.