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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
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em locais públicos. 
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Upgrade na Marra

03 março 2010

Se eu fosse marqueteiro de alguma empresa fornecedora de sistemas operacionais e browsers ia sugerir uma 'blitzkrieg' (ataque relâmpago) em várias emissoras de TV. Não para pegar cópias piratas ou algo do tipo. Mas para fazer um upgrade nos sisteminhas utilizados pela maioria delas.

Incomoda ver, particularmente na ESPN Brasil, os caras ainda utilizando XP com IE6. Que lixo! Sei que se trata de um canal fechado. Ou seja, não tem audiência de folhetim das nove nem de porcarias como BBB. Mas tem um público seleto e muitas vezes formador de opinião. Já imaginaram o impacto que teria uma tela modernosa, como os cubos giratórios do Kubuntu/KDE 4? Só no Linha de Passe, por exemplo, a tela é mostrada umas 4 vezes. 4 inserções de mais ou menos 30" num canal com público tão especial? Caramba! Só a exposição já pagaria o investimento. Sim, eu daria as cópias e até os micrinhos para as emissoras.

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Parece que passei a semana tentando tirar 2 anos de atraso. Twitter, ping.fm, atualizações cosméticas e estruturais no Graffiti, pequena revisão do finito... Sei lá se foi desculpa para não encarar o trampo mais sério que tenho no backlog. Mas o fato é que estou cansado... e agora gripado. Aliás, que baita gripe. Mas eu abri este post para falar d'outro defasado e seus freios: o mal amado e confuso John "Caê Veloso" Dvorak. 


Ok, tô muito atrasado no assunto. Foi na Info de abril que ele disse: "Virei fã do Ubuntu". Mas, atraso por atraso, estou mais de 2 anos na frente dele. De fato utilizando o bichinho (e seu co-irmão Kubuntu), e não apenas escrevendo sobre ele. Mas não foi a idolatria tardia do John "Barrichello" Dvorak que chamou minha atenção. Foi a aparente virada de casaca mesmo.

Em fevereiro de 2005 ele tentava ensinar Bill Gates a matar o Linux. Agora, depois de uns 30 meses tentando gostar do Vista, ele vem com esse papo de "grande fã" do Ubuntu? Haha... No mínimo é outra estratégia maravilhosa de John "Sun Tzu" Dvorak. Explico: em menos de 6 meses ele aparecerá triunfante na Info, falando que trocou o Ubuntu pelo Se7en. Crente que é influente, depois mandará a conta da migração em massa para o Ballmer. 

Mas é bobeira pegar tanto no pé do John "Agaciel" Dvorak. Ele tá na dele. O problema é de quem ainda o publica. Ô turma da Info, que tal colocar alguém com 20 e poucos anos aí, uma pessoa que esteja mais antenaao com o que tá acontecendo aqui fora? Alguém menos defasado e sem freios? Que tal?

SO's em Crise

06 maio 2008

Eu deveria grafar SOS mesmo! Save Our Systems!!

Desnecessário falar sobre o Vista, o maior pesadelo da MS (e de algumas centenas de milhares de apressadinhos). A decepção é tão grande que 48% das pessoas que responderam a uma "enquete" da ZDNet disseram que ficarão com o XP até 2014!?!? Santa Fidelidade...

Mas quem disse que SO bugado é uma exclusividade de Redmond? Oras, Cupertino também falha. E falhou tanto na última versão do Mac OS que mereceu uma depreciativa comparação: Mac OS 10.5.2 = Apple Vista?



Bom, a turma da Apple pode dizer que a comparação é injusta. Afinal, eles não geram "Blue Screens of Death". Saca só a tela acima. Modernosa, estilosa, bem Apple, né? Mas é pau!

E não dá nem para livrar a cara de meu querido Kubuntu. Apesar de estável e rápido em meu desktop, ele segue dando dor de cabeça no note. Parece ser incompatibilidade de gênio com o Firefox. Não importa, é bug!

Sinal de que já atravessamos, todos, o limite do possível (e da paciência). Há quase um ano eu encerrava uma série sobre um novo tipo de Sistema Operacional: mais leve, mais modular, mais personalizável e, principalmente, mais inteligente.

Bill Gates torrou US$ 5 bi para parir o Vista. Agora que ficou com US$ 50 bi de bobeira, bem que ele podia provocar o mundo, começando o desenvolvimento de um SO novinho em folha. Do zero! Mas não na MS, né?

Há tempos não falo sobre meu "xodó", né? Acontece que ele não me dá notícias! hehe.. Por um lado é bom. Aliás, excelente: esqueço que o SO existe. Por outro é meio ruim: a evolução é (ou parece ser) mais lenta do que a gente espera.

Pois bem, há uma semana saiu a tradicional versão "abril" da família (K)Ubuntu: 8.04 ou "Hardy Heron" ou "HH" ou simplesmente "Hardy" (para os íntimos). Mergulhando nos fóruns você verá a tradicional polarização que tanto caracteriza nossa área: "é a melhor distribuição" ou "é a pior versão"! hehe.. A gente adora brincar de Tom e Jerry, né?

Bom, não esperei. Fiz o upgrade de meu desktop e um "fresh install" no notebook. Breves comentários:

Já estava com a versão anterior, 7.10 (Gutsy), no desktop. 1 (hum!) ano sem "instalações do zero", utilizando apenas o upgrade de versão via Internet. O pacotão é pesado (900+ mb), mas meu desktop não anda fazendo nada da meia-noite às seis... então: Foi liso!

Primeiro susto: o boot agora leva metade do tempo. Aliás, tudo ficou consideravelmente mais rápido. O "não suportado" eye-candy (uso o Compiz) deu uma "desconfigurada". Nada que tenha me roubado uns 5 minutos. E tudo roda muito bem. Só um probleminha: sei lá pq resolveram colocar a versão 3beta5 do Firefox na distribuição. A maioria das (diversas) extensões (add-ons) que utilizo ainda não foram portadas para o FF 3. Tá feio e desajeitado. Mas, claro, muito rápido.

Fichinha: minha máquina é um Athlon X2 (64bits), com 1gb de RAM e placa NVidia. Tenho discos externos, uma "redinha" NFS, pastas compartilhadas, e uso intensivo (e doentio) da Internet. Tudo funciona sem problemas (ou travas ou afins). Só um risco não corri: não pulei no REMIX (KDE 4) - sigo no 3.5. Pelo menos até a versão 4.1 daquele ambiente. Questão de juízo.

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No notebook eu seguia com o Kubuntu Feisty, 7.04. Ela tinha se mostrado um pouco mais estável que a 7.10. Mas, mesmo assim, eu não estava muito satisfeito. Então não pensei duas vezes ao programar uma instalação "do zero". A instalação (via CD) é muito rápida e sem dores. Só não pude experimentar o Wubi porque meu note não sabe o que é Windows há um bom tempo.

O resultado (feliz) é igualzinho ao que descrevi acima, então vou poupá-los. Só tem um probleminha: o Wireless demanda a instalação de um driver (Broadcom - blergh!). Ele deveria vir no CD. Como não vem, fui obrigado a colocar um cabo no note... Bobeirinha, né?

Fichinha: o note é um HP Pavillion dv6230br (quase Casas Bahia!). Tem um processador AMD Turion 64 (bits), 512mb (só!) de RAM e placa NVidia. Se você der uma olhada nos cubos, "wobbly windows" e outras frescurinhas (eye-candy) não acredita que a máquina tem (só!) 512mb de RAM.

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Resumindo: devagar e sempre! A família (K)Ubuntu caminha firme e forte. Já há quem critique o ciclo de atualização de 6 meses. Não concordo: o compromisso com a data (e a liberação de versões que terão suporte por tempo prolongado, como a "Hardy") é um diferencial da família. Um tipo de compromisso (e comprometimento) que faz muita falta em algumas empresas.

Fui usuário da versão 6.10. É muito visível a evolução da distribuição. O maior problema, em meu ponto de vista, é uma certa falta de criatividade. Não dá para usar o Mac OS e o Vista como referências (particularmente em aspectos de usabilidade e visuais). Precisamos de alguns saltos (que não dependem exclusivamente dos mantenedores da família), como reconhecimento de voz e escrita, por exemplo. Trata-se duma cobrança que estico para todo o universo Linux.

Mas, apesar de (MUITO) chato, escrevo pra quem quiser ler que sou um usuário muito satisfeito do Kubuntu. Ele valoriza meu tempo!

Neste exato momento estou atualizando meu desktop: Kubuntu 7.10, "Gutsy Gibbon" para os chegados. Ele saiu na última quinta, 18/out. Não deveria mexer com isso hoje, mas na mesma quinta um acidente não identificado em nossa pelada semanal deixou minha coluna em forma de "C". Perco o final de semana mas não perco a piada: adianto o trampo do upgrade e aproveito para falar um pouco sobre sistemas operacionais (SO's) aqui no Graffiti. Pode não parecer, mas muita coisa importante está acontecendo. O tipo de coisa que estourará (para o bem ou para o mal) dentro de 2 ou 3 anos.

Ainda não posso falar muito sobre o "Gutsy" (está em 15% do processo de atualização). Mas o Adrian Kingsley-Hughes, da ZDNet, já adiantou um comprometedor veredicto: "Um SO doce". Doce?!? Nunca vi ninguém chamar um SO de "sweet".. hehe. Oportunamente comento os avanços (performance, novas aplicações (novo gerenciador de arquivos), busca (!) e um monte de etc, particularmente na versão Server).

Dica: se você precisa atualizar mais de uma máquina, economize banda e energia. Baixe o CD da versão Alternate. Se fizesse a atualização recomendada (100% pela Internet) teria que baixar 930mb para cada máquina. Usando o CD, a gente só precisa baixar 300 e poucos mb para cada máquina.

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Mas eu quero mesmo é aproveitar a oportunidade (e o tempo livre) para falar dos outros SO's, dos dois players principais (MS e Apple, meus dois amores) e a turminha que corre atrás deles.

Tudo indica que a MS resolveu começar a aprender. Caiu a ficha: o Vista beira o limite do impossível. Imenso, truculento e mal educado, em pouco tempo será lembrado como o megalomaníaco-depressivo construído sobre uma arquitetura macarrônica. Então a MS já começa a falar em simplificação, no MinWin e no Singularity. Este último ainda está mais para sci-fi do que para produto. Mas o MinWin é coisa séria: envolve uns 200 desenvolvedores e é a primeira versão miniaturizada do Kernel do Windows.

Para se ter uma idéia: enquanto o Vista ocupa 4gb em disco, com seus 5 mil e tantos arquivos, o MinWin tem só uns 100 arquivos que gastam cerca de 25mb de espaço. Calma, não estou pretendendo que o MinWin seja um SO completo. Mas os números são bastante ilustrativos. Qual a idéia? O próximo Windows, o "Sete Pecados", deve se basear no kernel pós-spa. A MS sinaliza uma mudança radical na forma como vê SO's. Se a MS não fosse uma empresa tão religiosa, teria como plano "B" o uso do Kernel do Linux. E criaria uma "casca" (interface gráfica e todos os outros serviços) que rodasse sem dor em ambas as plataformas. Mas seria pedir demais de Redmond. Enquanto isso...

A Apple Desaprende

Ou aprende com o professor errado: cronograma atrasado, vaporware (promessas não realizadas), obsessão pela propriedade intelectual... Coisinhas que caracterizam a MS agora estão virando norma na Apple. Junte-se a isso a mudança para a plataforma Intel e o tal Boot Camp (que permite a execução do Windows em Macs). Qual é a de Cupertino?

A Apple sempre se caracterizou por inovação e por oferecer soluções completas (Máquina + SO proprietário, iPod + iTunes...). Quando deixa de atender expectativas, abre flancos. Ok, a Apple quer aumentar o número de clientes. Mas o preço é se transformar numa cópia da MS? Se sim, ela falhará. O mundo não tem espaço para duas microsofts. Enquanto isso...

A Peãozada se Move (com passos de cágado)

Com a família Ubuntu com algumas posições de vantagem. Mas as outras distribuições Linux, principalmente Red Hat e OpenSuse, também seguem abrindo seu espaço e aumentando o faturamento. No entanto, ao contrário de MS e Apple, ninguém no universo do Software Livre sinaliza com uma nova estratégia. Ok, Dell, Lenovo e HP abriram seus olhos para o Ubuntu. Mas estão só pegando carona na onda - não estão desenvolvendo novos modelos de negócio. Aliás, pecam até na hora de colocar preço nos brinquedinhos. Uma pena.

Pior ainda é a sensação de que nenhum outro mercado surgiu em torno do mundo Linux, particularmente do Ubuntu. Cadê as ofertas de cursos, cadê as empresas de serviços?

Cada visitante que recebo aqui em casa se transforma num novo usuário do Kubuntu. Ninguém resiste. O último, que pintou por aqui no feriadão, foi o Zacha. Na terça ele já estava com o Kubuntu instalado. E olha que o cara morre de amores pela MS. Se o produto tem todo esse potencial, ele se vende, por que não tem mais gente tirando proveito? Realmente não dá para entender.

Assim como não dá pra adivinhar como estará o mercado em 2 ou 3 anos. Só tenho uma certeza: se eu continuar entortando assim, viro um "e".

graffiare #443

06 outubro 2007





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O Vista atrasou uns 3 anos. O Leopard (Mac OS X) está com meses de atraso. Enquanto isso, a família Ubuntu segue cumprindo religiosamente seus cronogramas. A cada 6 meses uma nova edição. Simples assim. Transparente assim. Provocador assim: com contagem regressiva!

OO: Peso Pesado

05 outubro 2007

Minhas instalações do Kubuntu Feisty Fawn (7.04) são novíssimas - ambas para o amd64. Como já cansei de falar, voam baixo. Com 512mb ou 1gb de RAM, ainda não conheci seu limite. Chego a ter mais de 10 aplicações abertas simultaneamente - algo como: EPF Composer, Firefox, OpenOffice, Amarok, Gimp... ou seja, só coisa muito pesada mesmo. Ah, e eu não sei mais trabalhar sem o Beryl. Mas as máquinas parecem funcionar "com um pé nas costas". Show! Mas tem uma coisinha estranha acontecendo.



É a segunda vez em pouco mais de um mês que sai uma atualização do OpenOffice. Saca só: 73 mb de download! Ou seja, uns 150mb em pouquíssimo tempo. Não busquei o site oficial para entender os updates. Mas o que justificaria uma atualização total da suite? O pior é que, na atualização anterior, não consegui notar nada de diferente. Ou seja, os caras devem estar corrigindo bugs e afins. Estranho, muito estranho.

Vou dar um chute, considerando todas as atualizações do Kubuntu: se alguém instalar hoje a versão original (7.04), terá que baixar algo entre 200mb e 300mb para ter a máquina up-to-date. É muita coisa.

Bom, mas pelo menos o processo é transparente e totalmente administrável pelo usuário. Não tem coisinhas escondidas nem bugs em cascata como ocorre em outras plataformas.

Vou sumir...

20 agosto 2007

... mas não precisa comemorar. É só por alguns dias. Nada de férias. Pelo contrário, é trampo pesado. Aliás, como as 6 1/2 dúzia de leitores já devem ter reparado, o Graffiti anda menos atualizado. Não é falta de assunto - só falta de tempo mesmo. E de agora até dezembro, a coisa deve seguir assim.

É uma pena. Por exemplo: eu deveria gastar um tempinho para escancarar e denegrir os sites de hotéis. Que serviço mais 1/2 boca!! De todos, sem exceção. Em pleno século XXI, na maioria dos casos, tive que apelar para um invento do século XIX para saber se haviam vagas.

Tinha que explicar também um post "fantasma" que só assinantes do meu feed receberam. Quase passei muita vergonha. Mas não tanto quanto nossa mídia tradicional. A cobertura do terremoto no Peru foi sofrível. Tão ruim que quase levei um drible daqueles. Os que receberam (e leram) meu post fantasma sabem do que estou falando. E dá-lhe estadinho...

Outra, que merecerá uma análise mais detalhada quando eu tiver tempo: AMD Athlon 64x2 + Kubuntu 64 (joga aí 1gb de RAM, um bom disco SATA, uma plaquinha de vídeo e um monitor legal). Pois bem: é a melhor relação custo benefício que existe, tanto para desktops quanto para laptops. Com uma performance de deixar qq Me2 a milhas de distância (tropeçando na língua).

Despedi o Vista

02 julho 2007

Conforme programado. Foi só o tempo de baixar a versão 64bits do Kubuntu, planejar o setup, respirar fundo e mandar bala. Explicando a tomada de ar: a fama do Linux em notebooks, no geral, não é muito boa. "Os notes têm muita coisa proprietária" e coisa e tal.

Mesmo assim, eu estava decidido. Não posso conviver com um SO que, para algumas coisinhas básicas como IM, me rouba 5min (para carregar o Live!). Isso sem falar na incrível chatice e nos DRM's da vida.

Tirando uma bobeirinha com o Live CD do Kubuntu (noapic, nolapic - para os iniciados), o processo fluiu normalmente, como ocorre em um desktop. Impressionante, mas o Kubuntu reconheceu tudo na máquina. A instalação foi rapidíssima e sem dor. Em se tratando de um note, mais especificamente de um note BR (localizado), é quase uma proeza. Mostra bem o estágio de maturação do Kubuntu e seus irmãos.

Para não dizer que foi tudo tranquilo, pintou uma bobeirinha que me roubou alguns minutos. A interface wireless (Dell/Broadcom) foi a única coisa que não funcionou de primeira. Exigiu algumas pesquisas e um processo um tanto draconiano de correção (qq coisa que envolva o uso do MAKE significa uns 5 pontos negativos para o Kubuntu). Estranho é que se trata d'uma coisa da Dell (o note é HP). A mesma Dell que tornou o Ubuntu sua distribuição oficial. Era de se esperar um suporte minimamente razoável.

Mas tudo bem. O que importa é que o note também ganhou sua carta de alforria. E a diferença de performance em relação ao Vista é tão gritante que vai me incentivar a fazer um breve benchmarking. Amanhã ou depois eu publico os resultados.

Conheci o Vista

29 junho 2007

Pois é, e nem foi assim só "de vista" não. Há 2,5 dias estou interagindo com o bichinho. Lógico, não na minha máquina-xodó (Graffiti), que jura que seu casamento com o Kubuntu é para sempre. Vamos lá, primeiras impressões:

  • É lento. A versão "Home Basic" (aka 4$lesspeople), numa máquina com 512mb de RAM, é muito lenta. Algo como o XP numa máquina com 128mb.
  • Mas é lento também porque é burocrático. Suas primeiras interações com um SO recém instalado são quase sempre administrativas. No Vista, cada mínima solicitação é acompanhada de uma besta perguntinha do tipo "tem certeza?" Caraca, se o usuário é administrativo, porque tanta insegurança? Ok, a família Ubuntu tem algo parecido - pede uma senha para todas as tarefas "perigosas". Mas ele não exagera.
  • Sem o Aero, o Vista fica parecendo um XP depois do botox, só isso.
  • Peraí, não é só isso não. Ficou também um XP com 'jeitinho' de criança de 5 anos. Melhor: "jeitinho" de esposa insegura. Pergunta tudo! Só as opções para desligamento formam uma bela piada: Hibernar, Dormir, Desligar, Recarregar, Lavar, Passar ou Cozinhar?... vish
  • Baixei o OpenOffice e o Firefox (lógico!). Pelo menos eles funcionam direitinho, sem nenhum problema.
  • A configuração para conexão com Internet, redes sem fio e afins também rola sem problemas.
  • Na primeira conexão, o WinUpdate baixou uns 100mb de atualizações (uma parte considerada "crítica").
  • E pronto. Será que isso é tudo? Felizmente, não seguirei muito tempo com ele para saber. A maquininha, um note, logo receberá uma versão 64bits do Kubuntu. Manterei uma pequena partição com o Vista para fins de diversão.
Mas, no resumo da ópera, é muito pouco para tanto barulho. Não me admira que no FAQ da MS-UK (Reino Unido), 2 das 5 perguntas mais freqüentes sejam:
  • Posso fazer o downgrade para XP?
  • Como fazer o downgrade para XP?
E dá-lhe cadeiras...

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Ah, mas a MS fala que já vendeu um zilhão de cópias!!

Hehe.. sim. Da mesma forma que o Faustão fala que o calcinha preta vendeu um zilhão de cópias! Alguém se lembra do recall dos CD's do filho da ministra do turismo sexual? Então... ele também tinha vendido um zilhão de cópias. Para distribuidores (OEM) e lojas... isso não significa taxa de devoção (ou adoção).

Manca e que tropeça toda hora, despencando com a cara no chão. Como Konqueror e Opera apresentam os mesmíssimos problemas, talvez eu esteja cometendo uma injustiça com o Firefox. Mas o fato é que estou começando a perder a paciência. Não tem nem 5 dias que reinstalei tudo na máquina. A propaganda negativa respingará em todos os suspeitos: (K)Ubuntu, Firefox, Mozilla, Opera...

Não é só propaganda minha não - quem me dera. Basta fazer uma busca por "firefox unstable" para entender o que estou falando. Hoje resolvi pesquisar alguns fóruns para descobrir o que estava acontecendo. Primeira descoberta: muitos estão enfrentando o mesmíssimo problema. Beleza: quanto maior o número de sofredores, menor o ciclo de vida de um bug. Bom, eu pensava que era assim. Mas algumas mensagens nos fóruns são de 2005, da época da versão 5.10 do Ubuntu! Ops...

Altera o 'color depth' no 'xorg.conf'. Mexe no 'firefoxrc'. Um monte de dicas. 10 minutos de estabilidade e kabum, lá foi a raposa para o chão de novo. Muitas vezes sem nem mesmo eu estar no browser. Hmmm...

Respira fundo 10x e volta para os fóruns: downgrade do Java (para 1.4) e remoção do Flash 9?!? Dèjá-vu... quantas vezes não vi esse tipo de "solução" no mundo Windows? Isso não é solução, é gambiarra mesmo. Detalhe: na hora que coloquei aquele ponto de interrogação ali a Raposa despencou de novo! Sorte que a recuperação de sessões funciona... Mas ela já é fruto de desconfiança, não? hehe..

Bom, descobri também que alguns usuários de Debian, SuSE e outras distribuições também estão enfrentando problemas similares. Ou seja, não deve ter nada a ver (exclusivamente) com a família (K)Ubuntu. De qualquer forma, é uma baita propaganda negativa.

Que acontece no pior momento: na hora em que Firefox (20% de share?) e Ubuntu começam a experimentar um pouco de popularidade. Vamos ver como eles se viram na primeira crise feia.