Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Upgrade na Marra

03 março 2010

Se eu fosse marqueteiro de alguma empresa fornecedora de sistemas operacionais e browsers ia sugerir uma 'blitzkrieg' (ataque relâmpago) em várias emissoras de TV. Não para pegar cópias piratas ou algo do tipo. Mas para fazer um upgrade nos sisteminhas utilizados pela maioria delas.

Incomoda ver, particularmente na ESPN Brasil, os caras ainda utilizando XP com IE6. Que lixo! Sei que se trata de um canal fechado. Ou seja, não tem audiência de folhetim das nove nem de porcarias como BBB. Mas tem um público seleto e muitas vezes formador de opinião. Já imaginaram o impacto que teria uma tela modernosa, como os cubos giratórios do Kubuntu/KDE 4? Só no Linha de Passe, por exemplo, a tela é mostrada umas 4 vezes. 4 inserções de mais ou menos 30" num canal com público tão especial? Caramba! Só a exposição já pagaria o investimento. Sim, eu daria as cópias e até os micrinhos para as emissoras.

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4 iPhones por Segundo

14 julho 2008

Tá em tudo quanto é canto: a Apple vendeu 1 milhão de iPhones 3G em 3 dias. Quebre os números para ficar ainda mais impressionado: são quase 14k aparelhos por hora; 232 por minuto; 4 por segundo!



Me lembro de alguns fenômenos parecidos: o lançamento do Win95 (blergh!) e do "Use your Illusion" (2x blergh!), do Guns 'n' Roses. Aliás, o nome daquela megalomania do Axl Rose combina bem com os outros fenômenos: Use sua Ilusão (e seus dólares, é claro).

Ok, cada um faz o que quer com sua grana. Mas eu queria entender melhor os tais 'early adopters'. Particularmente aqueles dos produtos da Apple. Eles foram muito mal tratados com o 1º iPhone. Seth Godin mostra que, de certa forma, um certo descaso da Apple com seus fiéis pioneiros prossegue. Eles ligam? Só se for com o iPhone.

Começa hoje a 55ª edição do Festival de comunicação publicitária de Cannes. Deve entrar para a história não por alguma peça revolucionária, mas por um estranho marco. Ezequiel Triviño, sócio da agência estadunidense Wikreate, explicou para a Folha (de hoje):

A maior agência de propaganda do mundo não foi nenhum grupo de comunicação no qual brilham publicitários, mas sim o Google. O site de buscas faturou US$ 16,6 bilhões em 2007 com publicidade, enquanto o grupo Omnicom, o maior entre todos, teve receita de US$ 12,7 bilhões.


Antenado, Triviño ilustra o caminho das pedras da Google:

Quem olha os links patrocinados do Google lembra a comunicação da idade da pedra. Mas eles superaram as agências em menos de 10 anos porque desintermediaram a comunicação, dando ferramentas de controle ao consumidor


Sem antenas, Renato Loes - presidente da Leo Burnett Brasil, além de dizer que a Google concorre apenas com os meios de comunicação, e não com agências, viajou:

Para a agência, o que interessa é colocar o anúncio no lugar mais adequado e o Google pode ser um deles.


Será que o Renato não sabe dos movimentos da Google no universo dos dispositivos móveis, no rádio, na TV e na mídia impressa?

O fato é que a Google não 'rouba' todo o mercado de agências. Ela não cria. Mas decide, sim, o lugar mais adequado para anúncios. Se esta é a maior fatia do bolo (do faturamento) de uma agência, então é hora de soar alarmes.

Por fim, uma curiosidade: não sei se a Cristiane Barbieri, repórter da Folha enviada a Cannes, fez por querer. Mas ela escreveu que "as discussões sobre o Google, no entanto, são apenas o topo da montanha que aparece escondida por nuvens".

This changes everything

04 outubro 2007

Never mind the buy 1 give 1 (a great idea). Don't wait until November when you can directly buy laptops for kids right here: One Laptop Per Child -- XO Giving. I just bought five. (Hit the Donate button).

This is a story about tools and bravery and marketing.

The tools: when you give a kid a net connection, access to wikipedia and to the rest of the world, things change fast. Things you wouldn't necessarily predict. Like a ten year old who can diagnose his dad's illness. Or a farmer that can ask his daughter to find out where to get a new part for the tractor. Or...

The bravery: When Nicholas Negroponte and his team started this project, they had nothing but obstacles. The status quo of software and hardware and skeptics stood firmly in his way. And he took a lot of grief for the effort. Even when you're doing nothing but good, fear of change is going to cause a lot of people to object.

The marketing: Everything, even laptops for kids, works its way through the innovation diffusion curve. That means that most countries, most organizations and most communities aren't going to adopt this tool for a few years. It doesn't matter if it's perfect... these things take time. Smart marketing embraces the curve and doesn't insist that it must change for this project, right now.

One kid (or five kids) at a time. It's enough. It'll happen.

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Surrupiado integralmente do Seth Godin. Tudo menos a foto.

eCommerce

03 outubro 2007

Em três anos e meio de Graffiti, acho que é a primeira vez que uso o termo eCommerce. Será que sua sensação é a mesma que tive? O termo envelheceu: decrepitude acelerada. Resultado de seu uso abusivo. Ficou gasto.

No meio daquele 'boom' eu mergulhava em referências. Ainda guardo aqui algumas relíquias como "Clientes.com", da Patricia Seybold, "Loyalty.com", de Frederick Newell e "Cyber Rules", do Tom Siebel. Fora uma série de artigos sobre "a nova era dos negócios". Tudo envelheceu. Tudo menos o "Cluetrain Manifesto".


Acabei de dar uma olhada em "Fast Forward", uma compilação de artigos que tem a intenção de ensinar como lidar com as "constantes mudanças". A publicação começa lembrando que já temos mais de uma década de "Internet comercial". É voltado para design, da forma mais ampla possível. Então discute hábitos de consumo, tecnologia, consumidores-produtores de conteúdo e um tanto de etc.

Cumprirá sua promessa (de nos ensinar a lidar com as mudanças)? O tempo dirá. É mais fácil ele figurar, daqui uns 5 anos, no meio daquela listinha de livros que citei ali em cima. De qualquer maneira, é leitura obrigatória para todos interessados na Web, marketing, consumo e lucros.

Surrupiei o gráfico acima por causa da provocação: quando pesquisando um produto, quem te influencia mais? Saca só o gráfico! Dá pra fazer uma tese só com ele: experts (21%), iguais (55%).

E o Estadão (expert pra c******) jogando ovos e tomates.. hehe.

Vingança

09 setembro 2007

Surrupiado integralmente da coluna do Elio Gaspari de hoje, na Folha.

Chegou a hora da desforra para as pessoas que navegam na internet e são submetidas à tortura de anúncios coloridos que estouram nos seus monitores, incomodando a visualização e dificultando a leitura das páginas. Um programa chamado "AdBlock Plus", capaz de bloquear ou filtrar anúncios está se propagando à razão de 300 mil novos usuários por mês. É grátis, mas só funciona no navegador Firefox. Parece impossível que venha a aparecer uma versão do bloqueador para o Explorer.

A propagação de um bloqueador de anúncios pode mudar o mercado da internet. Para pior, porque serviços como o do Google só existem porque há anunciantes que pagam para entrar na telinha das pessoas. Para melhor, porque ensinarão os publicitários a respeitar suas vítimas.

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Breves comentários:
  • Quem usa o Firefox, há tempos conhece os bloqueadores de anúncios. Não é novidade. Novo é o destaque dado pelo Gaspari, que é publicado em meios de grande circulação (sua coluna sai na Folha e no Globo).
  • Articulista que presta é bom no que explica e no que deixa de explicar. Saca só a última frase do primeiro parágrafo. Sacou?
  • Mas o Gaspari é um otimista. O mercado não mudará por causa dos bloqueadores. Talvez em 10 anos. Gaspari confia em um tipo de aprendizado que é muito lento. Vide seu bloqueador de spams. As mensagens indesejadas sumiram? Ou aumentaram?
  • Nossas cidades ainda têm "carros volantes" (aqueles municiados com pobres e estridentes auto-falantes - "olha a pamonha!!"). Lojas daqui e das periferias dos grandes centros também gostam de intrusivos auto-falantes (e sons de péssimo gosto). É o mesmo tipo de invasão, de "forçação" de barra. Publicidade mal educada. Realizada por gente que custa a aprender. Demora mais porque tem muita gente que "compra", né?
  • Sorte dos que não "compram" que inventaram o Firefox e os ad-blocks!

Escassez ou Abundância?

28 agosto 2007

Dúvida filosófica, quase cruel. Ontem coloquei uma citação do Seth Godin, chamando-a de fantástica. Seth fala da "economia da escassez". E chama nossa atenção para a "redução" (shortage) da escassez (leia-se, dificuldade para se diferenciar). Lembra que eu mostrei na sexta passada o clone do iPhone? Então, é disso que o Seth tá falando. Se bem que o clone chinês tá longe de ser um bom exemplo. Mas o fato é que, no mundo moderno, tudo se copia. Numa rapidez insana.

Eis que hoje dei de cara, de novo, com a "economia da abundância". Uma definição do JP "Confused of Calcutta". Ele tá falando do "efeito porque" (ou "por causa de" - because effect), e surrupiou de Doc Searls a definição:


When something that was originally scarce starts becoming abundant, something strange happens. You find that you start making money because of that thing rather than with that thing. That’s the Because Effect.


Eu sei, os conceitos não são antagônicos. Mas exigem um 'mind set' diferente. Ou uma seqüência estratégica formada de passos bem diferentes. A Apple faz grana com o iPod ou por causa do iPod? As operadoras de telefonia móvel deixaram de fazer grana com os aparelhos, e agora fazem por causa deles. Qual caminho seria mais fácil? Buscar uma estratégia de diferenciação (explorando algo escasso) ou um tipo de aprisionamento (que é o modelo mais claro de abundância que veio na minha cura)?

Como o Seth falou que "honestidade e respeito" são algumas das coisas mais escassas dos tempos atuais, acho que sua alternativa ainda é mais promissora.

graffiare #436

27 agosto 2007

So what's scarce now? Respect. Honesty. Good judgment. Long-term relationships that lead to trust. None of these things guarantee loyalty in the face of cut-rate competition, though. So to that list I'll add this: an insanely low-cost structure based on outsourcing everything except your company's insight into what your customers really want to buy. If the work is boring, let someone else do it, faster and cheaper than you ever could. If your products are boring, kill them before your competition does.

Ultimately, what's scarce is that kind of courage--which is exactly what you can bring to the market.

- Seth Godin (Fantástico!, pra variar).

Ótimo X Bom

14 agosto 2007

A provocação do Seth Godin, agora na prática:

Sim. Mas, segundo Seth Godin, não da forma "pragmática-mediana" que a gente costuma ver por aí. Saca só:

In response to projects, many organizations figure out the resources they've got and then work hard to do something good enough. On time, within budget. Meeting spec, after all, is your job.

You end up, if you're talented, with something good enough.

Is that enough? Is good enough enough to win? To change the game? To reinvent your organization and your career? In a crowded market, when all the competition is good enough, not much happens.

Good enough is beyond reproach. It's safe at the same time it represents quality. Good enough demonstrates effort and insight and ability. People rarely get fired for good enough, which is a shame.

If you redefined the objective to be, "makes some people uncomfortable, changes the entire competitive landscape and is truly remarkable in that many of the key people we reach feel compelled to talk about it," what would happen?


Leia o artigo completo
. Ou você achou o trecho good enough?

A visÃO do estadÃO

13 agosto 2007

Minha mais nova assinatura e blog de cabeceira é o "Favoritos", da Luiza Voll. Chique-simples e de muito bom gosto. Foi lá que fiquei sabendo d'uma absurda campanha do Estadão contra os blogs:



Não sei de nada parecido no mundo inteiro. Existem campanhas veladas. Existem os falsos blogs (que moderam e censuram comentários sem a menor consideração com seus leitores - vocês sabem de quem estou falando). Mas uma campanha assim tão explícita contra os blogs, creio eu, é inédita. Coisa de gente que não gosta de participação, comunicação, relacionamentos...

Pior: é coisa de gente que ainda não entendeu a Internet. Aí batem no YouTube, na Wikipédia, no Facebook, nos blogs e em tudo que ameaça sua visão de mídia e comunicação. Coitados... tentam enxugar gelo. Seguirão tentando até que a água, misturada em suas lágrimas, suma no ralo de sua falta de visão.

Como comunicação é (ou deveria ser) o negócio dos caras, na 1ª aula eles deveriam aprender a equação dos novos tempos:

Relacionamentos -> Conversas -> Transações