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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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22 Anos

01 maio 2008

O 11 (onze) me segue. Nasci às 11 e tantos da noite de 11/11. Há 11 anos eu preparava o encerramento de meu 1º ciclo profissional, zarpando de Minas para Sampa. Hoje comemoro 22 anos de carreira, agora quase cigano mas com a raiz bem afundada nas Geraes.

Pois é, comecei a trabalhar exatamente no dia do trabalho. É que, aos 16, eu estava ajudando meu pai numa correria danada para fechar uma contabilidade e entregar o imposto de renda. Era serviço de digitação, num dos únicos lugares que tinha micros aqui em Vga. O cara da empresa foi com minha cara. Ficou sabendo que eu tinha começado o curso de Técnico em Processamento de Dados e me chamou para um estágio. Era feriado e acho que ele gostou de minha disposição.

João foi meu 1º guru (no melhor sentido da palavra, se é que ele existe). Engenheiro doidão, tinha acabado de voltar de Sampa. Estava no abortado projeto d'um Mac Tupiniquim. A Apple forçou o aborto e o cara caiu por aqui, para trabalhar com um irmão e dirigir um Corcel laranja 1976. Primeiro trampo que me passou? Aprender tudo sobre o processador 6502 da Motorola, aquela maravilha de 1Mhz que a Apple usava em sua linha Apple II. Dois passos ou meses depois eu já estava mergulhado n'outra maravilha, em um nível (tks God!) muito mais alto: dBase II. Máquinas de 8 bits, nada de interfaces gráficas, disquetes de 5 1/4, impressoras barulhentas e um modo de trabalhar muito, mas muito diferente do que vemos hoje. Engraçado, nossos problemas parecem os mesmos! Promessas e mentiras idem. Meu gosto pela área, apesar de tudo, não mudou nada. Aliás, mudou sim: as facilidades e desafios de hoje são bem melhores que aqueles da 2ª metade dos anos 80.

Dino com memória tem histórias e histórias para contar. E, vocês sabem, não controlo minha verborragia. Aliás, ultimamente só pinta post kilométrico por aqui, né? Aliás ii, vale lembrar, não por acaso, em 4 dias o Graffiti comemora seu 4º ano de vida digital. Sim, digital. Como conceito e projeto ele tem exatos... 11 anos! Seu co-irmão doidão, o BlueNoir, pasmem!, vai completar 18 anos! 4 como um bloguinho. Sobrou para o caçula virar meu "ganha-pão": o finito tem só 5 anos, 4 como blog. Sorry... viajei... vou voltar...

Era 1986, ano da Copa do México e do 1º "boom" de micros em Pindorama. Empresas pequenas e médias podiam ser informatizadas agora, com "cérebros eletrônicos" que custavam, chuto eu, algo em torno d'uns US$ 5k! E eu queria trabalhar com PC's, com máquinas de 16 bits. Logo comecei o doentio ciclo de trocar de trampo a cada 6 meses ou menos. Em maio de 87 eu venderia meu primeiro projeto, história que merece outro post.

Ok, parece auto-babação-de-ovo ou algo do tipo. Não era minha intenção. Só queria deixar esses continhos e continhas registrados em algum lugar.

graffiare #445

04 novembro 2007

A cena musical como a vejo hoje é pouco diferente de quando eu estava crescendo. Os percentuais são aproximadamente os mesmos: 95% de lixo e 5% puro. Contudo, os sistemas de marketing e distribuição estão no meio de uma enorme guinada, e por volta do final desta década creio ser improvável que qualquer uma das atuais gravadoras ainda esteja no negócio. Com todo respeito a todos os envolvidos, isso não seria uma grande perda. A música sempre vai achar um caminho até nós, com ou sem negócios, política, religião ou qualquer outra baboseira ligada a ela.

- Eric Clapton (em sua Autobiografia)

Saca só:

"Of course," he says, "we have no idea, now, of who or what the inhabitants of our future might be. In that sense, we have no future. Not in the sense that our grandparents had a future, or thought they did. Fully imagined cultural futures were the luxury of another day, one in which 'now' was of some greater duration. For us, of course, things can change so abruptly, so violently, so profoundly, that futures like our grandparents' have insufficient 'now' to stand on. We have no future because our present is too volatile. ... We have only risk management. The spinning of the given moment's scenarios. Pattern recognition."

- William Gibson (em "Pattern Recognition")


O melhor livro de 2003 deve virar o melhor filme de... 2008.
O resto eu conto no BlueNoir.