Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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E por falar no Hamilton, saca só o último post dele:

Hiring is nearly impossible

whatahellsgoinon?

Nossa, a oferta é alta?

07 agosto 2007

Assim o sumido Jonas concluiu seu comentário ao post "PJ, CLT ou CLT-flex?". Tive a oportunidade de (des)coordenar o Jonas por breves momentos. Jonas é um programador de mão cheia e cabeça insaciável. Cético, há poucos meses foi buscar trampos n'outros cantos. Para ser mais exato, no outro canto do mundo: Nova Zelândia! Jonas não crê em ofertas altas em solo tupiniquim.

Mas, caro Jonas, elas estão realmente altas. A primeira parte do "Bom Dia Brasil" de hoje praticamente só falou disso: chororô de empresários que não conseguem encontrar programadores que dominem um pouquinho de inglês. Para todos, dominar programação não é um problema. Quase me senti um neozelandês, neoburguês, neoinglês... Que mundo diferente!

Mas é um tanto distante, caro Jonas, o mundo das Fábricas! Lá todo bebê bebe OO desde os tempos da mamadeira. MVC vê que patterns são impressos em torradas.. porque tempo é dinheiro. E na corrida contra o clock, não é que esqueceram de estudar inglês? JavaEE .Net Ruby Castle são barbadas. Fáceis como surrupiar doce de mão de criança. Agora, o tal inglês...

Na conta dos fabricantes pós-modernos, a brecha é de 20 mil programadores!! No país das contas que nunca precisam ser fechadas, outro falou que precisaremos de 100 mil até 2010. Senão não fecharemos a conta de US$ 5 bilhões em exportações... Será que não fechamos os US$ 2 bi prometidos por falta de programadores? Parece... falta de programadores que dominem o tal inglês!

Levi Strauss ficou rico na corrida do ouro. Vendendo calças. Na corrida do outsourcing offshore, quem vai faturar mesmo serão as ccaa's, new yorks e new englands da vida.

Jonas, como amigo te dou um conselho: não volte!

PJ, CLT ou CLT-flex?

06 agosto 2007

Didático e direto artigo do Yuri sobre a trinca acima e nossa (mercado de TI) complexa relação Capital X Trabalho.

Tão complexa que chega a ser um "versus" mesmo, em grande parte das vezes.

TI oferece um número de possibilidades muito grande quando falamos de profissões e planejamento de carreira. Apesar de tudo, o horizonte é bonito. Eu aposto muito em especializações, como ponto de partida ou ponto de virada. Oportunamente, no finito, eu falarei um pouco mais sobre algumas especializações possíveis. Aqui, eu vou mesmo é fazer um cadinho de propaganda.

O alinhamento de TI com o negócio é outro dos estranhos e duradouros tabus da nossa área. Colocando d'outra maneira: é difícil explicar - e mais ainda justificar - pq desalinhou. Pior: em muitos casos, nunca houve alinhamento. TI era (ainda é) uma imensa, cara e impenetrável "caixa preta". Daí que o livrinho aí do lado, lançado no último dia 11, vira best-seller fácil fácil. Ainda mais, como bem notou o André Wolff da Tempo Real, copiando a capa d'outro fenômeno editorial: Freakonomics.


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"Antes tarde do que nunca". Esse papo todo sobre alinhamento gerou duas tendências muito fortes e relativamente bem fundamentadas: SOA (Services-Oriented Architectures) e BPM (Business Process Management). Esse papo todo praticamente (re)lança duas (novas) profissões na área: o Analista de Negócios e o Arquiteto Corporativo. O segundo, como os PMs (gerentes de projetos) no final do século passado, ainda sofrerão com um job description amplo demais. IMHO, 4 arquitetos especialistas fazem mais sentido do que um Super-Arquiteto-Aranha. Como eu disse ali em cima, outro dia, no finito, falo mais sobre o mais novo integrante dos X-Men. Tô enrolando, mas aqui eu vou mesmo é fazer um cadinho de propaganda.


No último dia 20, eu apresentei em Sampa o workshop "Formação de Analistas de Negócios", pela Tempo Real Eventos. Foi muito legal - com lotação esgotadíssima e a turma aguentando minha verborragia por mais de 7hs. Nesta página tem outras fotos e, mais importante, alguns depoimentos da turma que participou.

O Analista de Negócios (AN) é uma "especialização" do tradicional analista de sistemas. Seu foco é a análise do problema. Melhor: o correto entendimento do problema. Para tanto, ele deve dominar dois conjuntos de disciplinas: Modelagem de Negócios e Engenharia de Requisitos. O workshop dá uma visão geral de ambas, além de mostrar como o trabalho do AN se encaixa na organização e em projetos para desenvolvimento de sistemas.

Já está programada para o próximo dia 2/ago (quinta) uma 2ª turma do workshop. Leitores do Graffiti e do finito merecem um "mimo": desconto especial* para incrições feitas até o dia 13/jul. Para tanto, basta informar o código promocional: cpvfan.


* Válido só para 20 das 10 1/2 dúzias de leitores. E dá-lhe letrinhas miúdas!! hehe.. sorry.

É fato raro: o Jobs contou um dos segredinhos do sucesso da Apple. Pouca gente entende, pq faz tempo que esse tipo de 'mantra' é gritado aos quatro ventos e quase nada de novo acontece. No discurso fica bonitinho dizer que, sendo uma empresa de serviços, "nosso principal ativo são as pessoas". E na prática? Terceirizam o RH. Empurram a batata quente. Esquecem o seu 'core business'. Contratam PJ's e brigam pela manutenção da tal Emenda 3. Tsc, tsc..

Mas existe o outro lado. Sim, aqui em Pindorama. Vou mostrar dois exemplos fantásticos que mostram como empresas MODERNAS contratam. Saca só:

Exemplo 1

A idéia nesta equipe é um grupo pequeno e coeso de profissionais com grande conhecimento em tecnologia e desenvolvimento de sistemas. O trabalho exige um conhecimento acima do feijão-com-arroz que estamos acostumados a ver no mercado, e este tipo de profissional é difícil de ser encontrado.

Por isso estou colocando este post aqui, acho que quem se dá ao trabalho de ler este blog ao invés de um site de notícias ou tutorial sobre a última ferramenta da moda tem o perfil que estamos buscando. Este é possivelmente o maior anúncio de oportunidade de emprego que você já viu.

Temos uma vaga para o Rio de Janeiro. Nesta equipe, os profissionais são responsáveis por levantar requisitos técnicos, determinar arquiteturas e implementar sistemas de alto desempenho, com literalmente milhões de acessos em horários de pico (e milhares nos horários normais). Não existe a divisão entre analista/projetista/programador/arquiteto, esta equipe trabalha de maneira ágil com profissionais capacitados em todas estas áreas. A equipe utiliza metodologias ágeis no desenvolvimento: foco nas pessoas e não em especificações técnicas de trezentas páginas.

Basicamente a pessoa em questão precisa ser altamente proficiente em Java, pois é linguagem mais utilizada pela equipe. Acontece que não é a única, então conhecimento em outras linguagens é muito apreciado. C#, Ruby, PERL, Python, C++ ou Common Lisp são ótimos atrativos extras, mas não requeridos, apenas desejáveis.

Se você lê este blog então imagina que conhecimento Orientação a Objetos é essencial, não? Sim, você está certo. Conhecimento profundo do básico de OO: classes, herança e polimorfismo é o mínimo esperado. Conhecimento em Domain-Driven Design, métricas e Padrões (de Projeto e Arquiteturais) são vantagens.
...
Acho que a principal vantagem que alguém com o perfil que procuramos verá é trabalhar com liberdade para criar, numa equipe de alto nível, utilizando metodologias ágeis e tecnologias de ponta (onde mais você iria usar memcached, rest, selenium…?). O horário é bem flexível também, e você não tem que trabalhar vestido de pinguim.

A posição é como CLT de uma das maiores empresas do mundo no seu segmento, com os benefícios (e impostos, não se iluda) esperados nesta posição. É um lugar para fazer carreira ou pelo menos para ficar um boooom tempo e não simplesmente participar de um único projeto.


Exemplo 2

We have just hired Monoman (aka Rafael Teixeira). He’s a mono evangelist and has contributed to many efforts there. Hopefully he would be able to improve Castle experience on mono-land.

But we need to hire another mighty developer. So if you’re in Brazil, and willing to move to São Paulo (enjoying the thrilling experience of getting mugged every now and then), then why not apply with us?

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Sim, são anúncios de emprego. Divulgados em blogs. Com certeza as duas vagas já foram preenchidas. Mas quem ficou curioso pode ver e começar a acompanhar o trabalho de duas empresas bem diferentes:

Exemplo 1: Fragmental
Exemplo 2: Castle Stronghold

Como eu previ aqui, o debate de ontem (entre Jobs e Gates) foi tudo, menos um debate. Uma reuniãozinha informal de compadres. Tão sem sal que o G1 destacou uma besteirinha: o Gates é 10x mais rico que o Jobs...

Mais útil e divertida foi a entrevista individual do Jobs. Tá na íntegra no Engadget.

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Para compor um graffiare disfarçado (com um dos melhores momentos da entrevista do Jobs) preciso antes mostrar uma notícia de Pindorama. Deu na Info Online: "Contratar em TI é difícil, diz pesquisa". Quase 1 em cada 3 empresas enfrenta muitas dificuldades, diz a pesquisa realizada pelo CGI.br (comitê gestor da internet no Brasil). Saca só o que diz o Jobs sobre contratações:

Pergunta: Eu li que você ainda pega o telefone e contrata pessoas...

Jobs: Nosso negócio, tudo que somos são nossas idéias, tudo que somos são as nossas pessoas. É isso que nos faz vir trabalhar todo dia. Eu sempre achei e hoje tenho ainda mais certeza de que contratações são o coração e a alma do que fazemos.

O RH e a Sua Vida Digital

29 março 2007

O assunto é meio antigo mas vive requentado: sua Persona Digital - todas as informações que existem sobre você na Web - pode afetar sua empregabilidade real. Segundo o G1 (que colou na ZDNet), 25% da turma do RH já vetou contratações baseando-se em informações obtidas na grande rede. Ainda daquela pesquisa, um número ainda mais interessante: 60% dos executivos também usam a Internet (Google?) para completar o currículo e as referências apresentadas por um candidato.

Os vetos são pura besteira. Não dos departamentos de recursos humanos, mas dos ingênuos candidatos. Tem gente que parece usar a Web como um psicólogo-free (as in beer). E escancara intimidades que só costumam aparecer depois do 13º chopp num happy-hour desastrado. Compromete. Alguns RH's exageram mas, no geral, estão só evitando saias justas (nos sentidos figurado, literal e coisa & tal)

O que mais me incomoda é o outro lado da moeda. Em "Reconhecimento de Padrões" (William Gibson), a protagonista pergunta logo no início do livro: "Se eu procurar pelo seu nome no Google, o que é que eu vou achar?". Todo *Trabalhador do Conhecimento* deveria se preocupar em deixar boas pegadas na Web. Mais do que isso, deveria vê-la como uma bela, imensa e (quase) gratuita Vitrine. Artigos, teses, TCC's, blogs, redes de contato... Há espaço para tudo. Há muito espaço para se criar uma bela e rica extensão do currículo. Mas, por incrível que pareça, depois de mais de 10 anos de Internet comercial, ainda tem muita vitrine vazia. Parece shopping mal planejado.

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Enquanto você pensa em sua empregabilidade uma piadinha: uma empresa anunciou vagas para pessoas que, entre outras coisas, deveriam ter muita experiência em Internet. Dos 50 candidatos, 30 se apresentaram usando contas do Hotmail. A empresa recusou os 30: "você não pode ser especialista em Internet e ter uma conta no Hotmail ao mesmo tempo!".

Surrupiei do Catorze (em espanhol).

graffiare #388

16 janeiro 2007

The main goal of Jackson Fish Market is to build a home for passionately creative, super intelligent people who want to ship software, have impact, constantly improve, make good money, and not be screwed with. Being extremely profitable and creating an ever-growing audience of loyal and ecstatic customers is just part of the fun along the way.


A Jackson Fish Market é a nova software HOUSE de Hillel Cooperman, outro ex-manager da MS. O graffiare acima é só um trecho de sua página que anuncia vagas para desenvolvedores. Ah.. como eu gostaria de ver anúncios assim por aqui...

Alberto Araújo, presidente da Bull para a América Latina, soltou o verbo numa entrevista para o IDGNow. Gosto quando alguém do andar de cima resolve falar sem medo de ser feliz. Saca só algumas pérolas e britas que ele atirou:

Sobre o perfil do profissional que anda em falta no mercado:

“Não é apenas tirar dados de um repositório e colocar em outro, é ser capaz de trazer sistemas de informação de uma realidade para outra”.

“Estamos falando de um profissional capaz de levar áreas de negócio ao uso intenso de tecnologia”.


Sobre CIOs:

“Os CIOs são dinossauros”.


Sobre crescer através de fusões com outros prestadores de serviços:

"Para ele, há uma série de empecilhos na escolha: empresas que estabelecem preços de venda muito acima do que de fato valem; oportunidades fabricadas por consultores, que não condizem com a realidade; e empresas com problemas na saúde financeira. 'A chance de uma fusão dar errado é muito grande; 95% dos casos são de fracasso. Por isso estamos avaliando com muita cautela. Não temos pressa'".


PV (rapidinho):

  1. Ou espera sentado (por aquele tipo de profissional) ou começa a formá-los.
  2. Na matéria completa ele fala que os CIOs são muito conservadores. Concordo.
    Sobre os dinossauros? haha.. ele exagerou. Mas foi engraçado.
  3. Por isso que há 8 anos ou mais fala-se em consolidação do mercado e nunca acontece nada. Empresas supervalorizadas ou super-encrencadas são a norma. Como a chance de fracasso é de 95%, porque fundir? É mais fácil crescer pelas próprias pernas, não? Receita minuto bem baratinha:
    • Ofereça salários 30% acima da média de mercado;
    • Não contrate PJ's! Todo mundo CLT e com bons benefícios;
    • Lance 2 ou 3 produtos (serviços empacotados) bem criativos por ano;
    • Seja agressivo no marketing e selvagem nas propostas;
    • Mas não passe por cima dos CIO's.
    Assim ele não precisa 'fundir' um concorrente. Ele destruirá todos os 'supervalorizados' e 'super-encrencados' numa tacada só. Não sem antes atrair os melhores talentos que andam perdidos nessas empresas perdidas.

graffiare #383

05 janeiro 2007

Eu já falei isto algumas vezes por aqui: o profissional de TI teve uma redução salarial de mais de 70% entre 1993 e 2006, enquanto no mundo ocorreu crescimento salarial. Existem diversos artigos publicados dizendo que existem mais de 17 mil vagas de TI não preenchidas por falta de qualificação profissional e há mais de três anos que escuto este número de 17 mil que não mudou até hoje...Mas mesmo com excesso de vagas o salário não vem aumentado... será que a lei da oferta e demanda não vale para TI no Brasil?

- Ricardo Mansur (no grupo de discussão CMM-Brasil)

Contratando Gente Criativa

14 setembro 2006

Este post é um filho bastardo da série "Gerenciando o Trabalho Criativo", que estou publicando no Finito.
Queria muito tratar o assunto mas não quis mexer na estrutura original da série. Porisso ele caiu aqui no Graffiti. Trata-se de um 'cross-posting', hehehe.



"There is something that is much more scarce, something finer far, something rarer than ability. It is the ability to recognize ability."
- Elbert Hubbard

Na última parte publicada no Finito eu falei sobre a formação de Equipes Criativas. Dei atenção quase exclusiva para o aproveitamento das pessoas que já trabalham na organização. Motivo: entrosamento e comprometimento. É mais provável que uma equipe formada por pessoas que já se conhecem - que já desenvolveram projetos em conjunto - seja mais ágil no desenvolvimento de um trabalho criativo. Mas sei que em solo tupiniquim, com os altíssimos índices de turn-over que caracterizam nossas empresas de TI, é muito difícil falar em 'longevidade' de equipes. Independente disso, por bons ou maus motivos, devemos estar preparados para ir buscar no tal 'mercado' os 'recursos'* que um projeto demande. Na última década eu contratei dezenas de pessoas. Devo ter entrevistado mais de uma centena. Sempre foi a parte mais difícil do meu trabalho como gerente ou coordenador de projetos. Independente da eterna boa vontade das 'meninas' do RH.

Tudo começa com a identificação e a correta definição da necessidade. Realmente não há ninguém na organização que possa preencher aquela vaga? Verificamos os cronogramas de todos projetos em andamento? Trocamos idéias com os outros coordenadores? Sim, sim e sim. Não há outra alternativa que não seja buscar aquele alfinete no mercado-palheiro. Defina o alfinete: cabeça arredondada? Pequeno ou grande? Quando nosso projeto está bem definido a necessidade é bem clara. Caso contrário veremos aqueles maravilhos anúncios que pedem, por exemplo, "bons conhecimentos em Java, .Net, Visio, Rational, RUP, UML, PMI, Delphi, CMMI, BI, SQL Server, VB, SAP... noções de ITIL, SOA e Flash serão considerados um plus a mais!!" Arrgh... sic mil vezes.

Acho um pouco exagerado o Joel Spolski quando ele diz que os caras bons "nunca estão no mercado". Lá no 1º mundo pode até ser, mas aqui em Pindorama não. Pq? Tenho certeza de que a culpa é dos nossos draconianos 'vínculos empregatícios'. Mais da metade de todo mundo que eu entrevistei estava empregado!:

"Estou buscando novos desafios." [Trad: tô ganhando pouco]
"O projeto tá acabando." [Trad: e a empresa não sabe quando venderá outro]
"O projeto tá enrolado." [Trad: estão trocando desenvolvedores por advogados]

Ou seja: pelo menos por aqui não é assim tão difícil achar gente boa no mercado. Facilita muito se soubermos onde procurar. Um dos piores lugares são as empresas 'de alocação'. Daquele tipo que se banalizou com o advento da Internet. Elas atiram para todos os lados e não sabem nada de projetos e tecnologia. Os melhores lugares são nossos ensaios de Comunidades de Prática, particularmente os Grupos de Discussão e associações como a SouJava. Mesmo assim, nos melhores casos, temos 4 'joios' para cada 'grãozinho de trigo'. Isso acontece independente da quantidade de 'pré-requisitos' que você coloca no anúncio da vaga. Faz parte. E cuidado para não tratar mal aquele 'joio' que pode não servir para o projeto atual, mas que pode ser de grande utilidade em empreendimentos futuros. Estando do outro lado, como 'candidato', já vivi algo parecido. Uma empresa recusou meu currículo por uma série de questões que qq dia tomo coragem pra contar aqui. Foi seca e muito mal educada. Um mês depois queria contratar meus serviços de consultoria pagando 5x mais o que eu ganharia como funcionário. Quase tive peninha deles.

Voltando. Então você recebe um pacote de currículos. Não há coisa mais triste e arriscada do que fazer triagem de currículos. Apesar do tempo ser sempre curto, é recomendável que a gente só desvie para a sexta seção (aka Lixo) aqueles que forem comicamente ruins. Todo currículo é muito ruim. Digo, ruim para a avaliação de um profissional. Lembro sempre de uma amiga que avalia casos judiciais: "atrás daquela folhinha de papel tem uma pessoa". Não há nada mais covarde do que a eliminação de um candidato com base apenas na leitura de seu currículo. Uma covardia inevitável, infelizmente. Minha 'generosidade' na seleção de currículos nunca me causou grandes problemas. Me ajudou muito uma tática conhecida pelo horrendo pseudônimo "dinâmica de grupo".




Atualização em 06/12/07:

Índice para as outras 4 partes do artigo






* Recurso. Um 'recurso' pode ser qq coisa. Me lembro de uma piada do Gerardinho que se referiu ao freio d'uma bike como um "ricurso di minguá toada". No trabalho criativo as pessoas são a principal 'matéria prima' e os principais 'recursos'. Por isso o termo 'recurso' é tão ruim.
E inapropriado.