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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Short Cuts

18 setembro 2007

Para quem não sabe, é assim que o Graffiti tira o atraso: com rapidinhas. Vamos lá (a semana até que foi razoável):

Torço para não ter entendido nada mas, se entendi direito, o WU (Windows Update) fuça na sua máquina independente de sua vontade. Mais trampo para a área que mais trabalha em Redmond: Relações Públicas. "A gente entende que precisa ser mais transparente". Hehe.. Nunca na atual administração. Transparência quebraria a firma do Bill.

Por falar em quebradeira, o parceiro-tácito acaba de pedir um tipo de concordata. Abandonado, surrado, desprezado, humilhado e agora quebrado. Parece a história do Timão com a MSI. Mudam os atores, mas o enredo é idêntico! Tomara que, pelo menos aqui, alguém pare na cadeia.

Outro parceiro-tácito anda prestando excelentes serviços para a MS. Quero crer que seja sem querer, mas a Dell tá ferrando com o Ubuntu. Queimei a língua. Mas seguirei insistindo no modelo: só a distribuição em massa (promovida por um SÉRIO vendedor de ferro), pode levar o Linux para outro patamar (comercial). Lenovo? HP? Positivo e CCE? hmm...

A Sun tá fora - virou parceiro-explícito! Imagina, a Sun vendendo Windows! Outro engano meu: juro que um dia acreditei que o Schwartz era sério. Dá um belo tiro no pé e desagrada toda a comunidade Solaris (que, pensando bem, não é lá essas coisas).

Casório mais estranho é aquele da Google com a Cap Gemini. Os últimos, não tem muito tempo, treinavam parceiros-explícitos da MS. Traição pequena é bobagem: agora ajudam a Google a vender um "complemento do Office". Quem caiu no papo do "complemento" não entendeu nada. A MS entendeu.

Agora pegando leve, para relaxar e encerrar. E aqui passo a bola para as meninas, imbatíveis. A blogosfera tupiniquim tem duas feras. Viciei no Favoritos, da Luiza Voll. Funciona melhor que o StumbleUpon! Apesar daqueles posts bem "clube da Luluzinha". E a coleguinha Lu Schmoeler, do Blog.MacMagazine, deu uma agradável aula sobre o símbolo da Apple. Provas definitivas de que aquela campanha do Estadão (contra blogs e blogueiros) já pode ser considerada a maior varada n'água de 2007!

Ótimo X Bom

14 agosto 2007

A provocação do Seth Godin, agora na prática:

É o que está dizendo o Adrian Kingsley-Hughes (que logo logo vai merecer um apelido), da ZDNet. Uma de suas grandes preocupações (devidamente tropicalizadas): "Noooossa, mas o Ubuntu da Dell não vai tocar MP3, MPEG, WMA, Quicktime..."

Tsc, tsc. Como um paciente leitor do Adrian lembrou, bastam 3 cliques no Ubuntu (7.04 - Feisty Fawn), para que você instale codecs "proprietários". O mesmo vale para drivers não abertos, como os da NVidia, por exemplo. Ou seja, o Adrian não sabe do que está falando. Ou tá fazendo muita força contra. É o que parece, quando sugere que as maquininhas tenham um estranho tipo de backup: instalação automática do Vista?!?! hehe... Como o Carrol(chinha), o Adrian deve tá querendo entrar na folha de pagtos de uma empresa de Redmond. Vai levar um belo apelido, de lambuja.

Agora uma breve explicação sobre a atitude da Dell: ela não é boba nem nada. Com tanta bobagem em torno de patentes e copyrights, lógico que ela não vai "colocar o dela na reta". Mesmo que os riscos pareçam insignificantes. Dependendo do estrago, ela sabe que pode atrair muitos "sentimentos ruins". É só por isso que MP3 e outros formatinhos e drivers não serão distribuídos no pacote padrão. Como, aliás, não o são no pacote padrão do Ubuntu.

De toda a história, só resta uma questão que pode detonar a iniciativa da Dell: o preço.

As questões técnicas estão muito bem resolvidas. Aliás, o Ubuntu 7.04 merece uma série de posts só para ele. Quanta estabilidade! Que performance animal!! E o tanto que fica chique e charmoso com o Beryl!!! Acho que não gostava tanto assim de um SO desde os tempos do OS/2... ou do CP/M...

graffiare #419

22 maio 2007



Sigo acreditando que a iniciativa da Dell será um marco importante na história do Software Livre e do Linux em particular. Pelo esforço que a Dell está dedicando, não restam dúvidas de que ela realmente acredita na viabilidade deste mercado que ela 'redescobre'. Já merece destaque um dos primeiros efeitos colaterais: fabricantes de periféricos estão sendo 'convidados' pela Dell para desenvolver ou melhorar os drivers open source.

.:.


Adrian Kingsley-Hughes, da ZDNet, lista hoje 5 coisinhas "cruciais" que a comunidade Linux não entenderia sobre os "usuários médios". Meus pitacos (em cima da listinha do Adrian):
  1. No geral, os usuários não estão assim tão insatisfeitos com o Windows: realmente. Mas existe alguma pesquisa que diga o nível de insatisfação? Usuários corporativos não têm alternativas: usam o que a empresa fornece. Os usuários caseiros "médios" conhecem (ou podem adquirir) alternativas? Dedico os parênteses para a Apple. E acho que a iniciativa da Dell começa a mexer um pouco nesta questão.

  2. Muitas Distribuições: ou seja, muitas opções. Concordo, elas criam uma certa confusão. O que precisa ser entendido é que elas são necessárias. É mais fácil extrair qualidade de uma grande quantidade. Outra conseqüência positiva da amplitude de ofertas: Concorrência! Boas idéias brotam de vários lugares. Pelo espírito da comunidade, elas são compartilhadas, copiadas, melhoradas. Inovação boa e relativamente barata. Para o usuário médio não existirão mais do que 3 ou 4 alternativas. É questão de maturidade. E o Ubuntu larga com considerável vantagem.

  3. As Pessoas querem garantia de que software e hardware trabalharão bem em conjunto: será que o Adrian acha mesmo que a Comunidade Linux não sabe disso? Será que ele percebe a má vontade de grande parte dos fornecedores de hardware? Bom, de qualquer maneira, o casal Dell+Ubuntu começa a colocar um ponto final nesta questão.

  4. Linhas de Comando - o terrível Terminal: tenho mais de 6 meses de Kubuntu. Vez ou outra, guiado por dicas encontradas em fóruns de discussão, optei pela linha de comandos. Ciente de que, na maioria das vezes, existia uma opção "gráfica". Um usuário médio, tenho certeza, nunca precisará do temido terminal. Faltam melhores livros (que ignorem as linhas de comando) e usuários "helpers" que entendam que essa é realmente uma questão que afasta usuários "médios".

  5. O Linux é muito "geeky": pois é, e nunca deixará de ser. Cada produto tem, de certa forma, a cara do dono, não? Isso deixa de ser problema quando surgem opções como o Ubuntu. Uma opção que não condena outras distros, voltadas para os usuários "acima da média".

Lista meio bobinha, mas ajuda na discussão. O maior problema é que o Adrian não cita aquela que é, IMHO, a principal questão a ser debatida na comunidade: revolucionar a forma como usamos os computadores. Parar de copiar o 'look & feel' de Wins e Macs, e propor novas formas de manuseio. Que sejam incrivelmente mais fáceis e naturais. Seria um estouro.

Escolheu o Ubuntu para equipar seus desktops? Linda, maravilhosa, astuta Dell!

Pega carona na "parceria" MS-Novell?!?! Que que deu na Dell?

Tucanô. Só que vida em cima de muro é curta.
Que o digam Sun, Geraldo, SCO, Novell, Humpty Dumpty...

Era só chute e "wishful thinking", mas agora a coisa é oficial: a Dell vai começar a vender, no final de maio, PCs com o Ubuntu 7.04 (ou "Feisty Fawn").

Como diz um analista do IDC no artigo da ZDNet, "a Dell normalmente não dá varada n'água - não entra em um negócio se o volume não for grande". A Dell vinha perdendo mercado para a HP. Resolveu ouvir seus consumidores através da iniciativa-site IdeaStorm. Segundo seu pessoal de marketing, 80% dos clientes pediram Ubuntu!! Uai.. antes o pessoal de marketing só falava "pediram Linux". Ou esconderam o jogo para facilitar a negociação ou é mais uma jogada. Não importa. A Dell ganha (já que está atendendo seus fregueses). A comunidade Ubuntu pode ganhar ainda mais.

Ah... agora só falta uma "coisinha". Volto ao tema ainda nesta semana.