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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Há poucos dias, em 2 artigos, Clóvis Rossi questionou e criticou uma "mania" moderna: o chororô virtual. Segundo o articulista da Folha, nos rebelamos contra safadezas e safados (Sarney, por exemplo) de maneira estéril. Nossa revolta registrada em blogs, twitters e afins não traria nenhum resultado prático. Disse que é só na rua que nos fazemos ouvir.

Aí veio aquilo que a penúltima Época chamou de "Irã 2.0": com a mídia tradicional impedida de trabalhar, iranianos revoltados contra o resultado da eleição mostraram tudo (ou quase tudo) que estava acontecendo por lá. Como? Utilizando exclusivamente recursos do mundo virtual.

Clóvis Rossi, um cara que admiro e sigo há tempos, deu o braço a torcer na última terça, 23/jun. Em "O Virtual e o Sangue (Real)" ele repara comentários anteriores. Encerra o artigo dizendo que

Hoje, pode-se até fechar fisicamente um país, mas virtualmente ele está aberto. Felizmente.


Na última sexta (26/jun), apesar da histeria "Michael Jackson", a mensagem que mais girou entre twitters tupiniquins foi um duro e simples "Fora Sarney". E tudo indica que o flashmob virtual ganhará um co-irmão real. Na próxima quarta (1º/jul), pelo menos 6 capitais verão manifestações pela saída do bigodudo. Na rua!

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Não é só o Clóvis, mas toda a mídia tradicional ainda não assimilou bem o significado das redes sociais virtuais e suas estranhas ferramentas. A Globo e seus tentáculos (SporTV, Globo News etc), por exemplo, adoram se limitar ao pior produto do mundo virtual: vídeos imbecis que não falam quase nada para quase ninguém. Ah, o "bola murcha" é engraçadinho e bem sacado? Sim, mas, e daí?

A Abril adora blogs de "faz de conta" e de falar sobre maravilhas modernas: apenas como notícias, nunca como fonte perene. A exemplo do Estadão, só que menos desastrada, a Abril ama detonar o conteúdo que brota na rede. Nem cria a expectativa de colaboração nem dá espaço para tal. Acredita eliminar ferrugens quando estrutura e reestrutura os braços virtuais de suas revistas. Não repara que o buraco é mais em cima.

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Até nosso presidente Lula terá um blog (também de mentirinha, pois não permitirá comentários e será parcialmente abastecido por jornalistas - não se sabe se diplomados ou não). Deve ser lançado em 30 dias.

Sexta (26/jun), no FISL em PoA, nosso comandante soltou a seguinte pérola quando foi comentar a importância dos blogs:

A imprensa não tem mais o poder que tinha. A informação já não é mais uma coisa seletiva, em que detentores podem dar golpe de estado.

Olha só, meu caro Clóvis! Será que agora nós podemos dar golpes de estado? Acho que sim. Se não agora, falta pouco. Muito pouco.

Calma... Não falo de golpes como aqueles do século passado (ou como o absurdo que acabam de cometer em Honduras). Falo apenas do mundo virtual viabilizando uma Democracia 2.0, tão necessária e urgente.

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E por falar em Democracia 2.0. No último sábado nos deixou Goffredo da Silva Telles. Claro, nossa brilhante mídia não lhe concedeu nem 0,01% do espaço que gastaram com Michael Jackson. Goffredo não era "pop", mas foi o cara que deu o primeiro passo para nossa volta para a democracia. Em 1977 ele leu, no Largo do São Francisco, a "Carta aos Brasileiros".

Ele já antecipava a necessidade de uma Democracia 2.0 em seus trabalhos de 1959 e 1963, "Lineamentos de uma Constituição Realista" e "Lineamentos de uma Democracia Autêntica", respectivamente. Há tempos ele já clamava pela participação direta do povo no processo legislativo. Nos deixou no pior momento do poder legislativo desde que os militares largaram o osso. Tristeza...

Nos dias de hoje é assim: você pensa no problema e a solução aparece: A Google, com a Carnegie Mellon (!), tá trabalhando em um mashup de redes sociais. Cool. Mas Yahoo! (leia-se Flickr e Delicious), Facebook, MySpaces e outras vão detestar a idéia.

Claro, será o mesmo efeito dos portais e leitores de feeds: roubarão audiência direta. Ao surrupiar leitores a Google reduz o potencial de publicidade de todos os outros. Ainda é cedo - o projeto está em desenvolvimento - mas podemos esperar algum barulho por aí. O potencial de geração de negócios dessas redes não é nada desprezível.

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Aliás, por falar em mashups, pouco antes de ler a matéria da Info eu estava viajando numa idéia maluca (e recorrente): mashup de blogs. Ok, eu sei que alguns leitores de feeds já possibilitam algo parecido. Mas eu imaginei algo maior e desenhado por editores, não por leitores.

Por exemplo, ando embasbacado com o Zumo. Blog profissional de cabo a rabo. A revisão que eles fizeram do Ubuntu 7.10 é nota 10. Isso sem falar na entrevista com Gerry Carr, o cara que cuida do marketing da Canonical. Foi aí que comecei a viajar. Falta ao Zumo um toque feminino. E o toque ideal poderia vir do Favoritos, da Luiza Voll. Joga ali também uma pitada de humor criativo como o da Jessica Hagy, do Indexed. Pronto: temos o núcleo de um blog-revista que deixaria muita publicação tupiniquim morrendo de inveja.

Mudando de público, dá pra montar também um excelente mashup sobre desenvolvimento de software, gerenciamento de projetos e afins. Eu colocaria o Fragmental, do Philip "Shoes", o José Papo WebLog e, claro, o meu finito. Faltaria aqui um cartunista canhoto* e, de novo, um toque feminino. Taí: nesta seara não conheço nenhum blog tupiniquim escrito por uma mulher. Cadê vocês?

Cada blog permaneceria independente, claro. O blog-revista pode ser montado de forma automática, utilizando vários recursos que já estão por aí (Y!Pipes não me sai da cabeça, apesar d'eu viver adiando seu uso). Por enquanto não pensei muito em grana. Mas sei que o modelo pode garantir as Originais dos finais de semana.

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* E por falar em cartunista canhoto! Caramba, há 4 anos tenho uns personagens aqui só aguardando um desenhista. Personagens e roteiros. A área é rica: desenvolvimento de sistemas. Saca só:

  • Alfredo "Fredo" PittyCock: coordenador de projetos (bem) acima do peso e um tanto estressado. Adora uma cascata e montanhas de documentos. Detesta programadores que usam rabo-de-cavalo e ouvem Radiohead o dia todo. Detalhista e medroso. Tem piriri toda vez que um milestone "foge".
  • Ifidênio Elsébio: programador-júnior-estagiário que acabou de chegar do interior. Frase preferida: "E se...". Não acredita em especificações, duvida do cliente e dos analistas. Só acredita no Fredo. Por ser o único, virou seu braço direito.
  • Anna Listta: simpática, atraente (gostosona mesmo), loira e QI 185. Sente-se discriminada pelo resto da equipe. Na verdade ela não sabe que todos morrem de medo dela. Se não levasse tantas cantadas, o levantamento de requisitos seria mais eficiente.
  • Xistu Prudêncio: o menino do dedo vermelho - ninguém digita mais rápido que ele. Adivinha: tem rabo-de-cavalo e quando não tá com Radiohead no iPod, tá ouvindo Metallica. No último!
  • Marcus III: o dono da "TopDown Systems" e chefe da patota acima. Tem apelido de "Porta", mas não sabe disso. É o único autorizado a precificar propostas. Só não conta seu segredinho: tem uma balança de alta precisão para pesar RFP's: 100 gramas = projeto de 3 meses (R$ 40 mil).
  • Roger Rocket: no LinkedIn aparece que ele é o dono da "TopDown". Não é, mas ninguém sabe o que ele faz (fora puxar o saco do Marcus). É vendedor, coordenador, gerente de infra e organizador de happy hour. Lema preferido: "todo mundo tem seu preço". Ou seja: ele compra mais do que vende.
Céus... quanta bullshitagem para um post só. Explicação: tô adiando algo que não pode ser adiado...

A visÃO do estadÃO

13 agosto 2007

Minha mais nova assinatura e blog de cabeceira é o "Favoritos", da Luiza Voll. Chique-simples e de muito bom gosto. Foi lá que fiquei sabendo d'uma absurda campanha do Estadão contra os blogs:



Não sei de nada parecido no mundo inteiro. Existem campanhas veladas. Existem os falsos blogs (que moderam e censuram comentários sem a menor consideração com seus leitores - vocês sabem de quem estou falando). Mas uma campanha assim tão explícita contra os blogs, creio eu, é inédita. Coisa de gente que não gosta de participação, comunicação, relacionamentos...

Pior: é coisa de gente que ainda não entendeu a Internet. Aí batem no YouTube, na Wikipédia, no Facebook, nos blogs e em tudo que ameaça sua visão de mídia e comunicação. Coitados... tentam enxugar gelo. Seguirão tentando até que a água, misturada em suas lágrimas, suma no ralo de sua falta de visão.

Como comunicação é (ou deveria ser) o negócio dos caras, na 1ª aula eles deveriam aprender a equação dos novos tempos:

Relacionamentos -> Conversas -> Transações