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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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O mês ou as novas? Ambos! E o Graffiti merece 1% do meu tempo.

Jobs: Open, Open, Open em Carta Aberta

Como é estranho ver o Steve Jobs falando sobre "padrões abertos". Mas ele diz a pura verdade em sua carta aberta: Flash é tecnologia proprietária, insegura e dos tempos do PC (leia-se teclado+mouse). Antes, fez questão de lembrar o quanto já foi bom o relacionamento da Apple com a Adobe. O fato é um só: a Adobe dormiu no ponto e perdeu o bonde (da mobilidade). RIP Flash! Já vai tarde.


HP salva a Palm ou vice-versa?

Boa a pergunta da ZDNet. Ok, a HP tá longe de precisar de salvação. Mas, há tempos - desde a época da Carli (aquisição da Compaq, lembram-se?) - ela precisa de um safanão. Êta empresa paradona (apesar dos bons produtos). Mas, sei não. Acho que a aquisição da Palm acontece com uns 3 ou 4 anos de atraso.

Ballmer no Brasil...

... Para anunciar um produtinho (Messenger) que estará disponível sabe-se lá quando?!? E com "diferenciais" que estão no Digsby há tempos!?! O povo de Redmond arrumou um jeito de tirar Ballmer do caminho por uns tempos. Só pode ser isso.

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EstrataGeMaS

07 abril 2009

ou Gemas das Estratégias da MS:

Segundo Mary "Jo Jo Gunner" Foley, a nova campanha publicitária da MS tá "dando nos nervos" (de MacManíacos). Estranho pequeno grande detalhe: a campanha não fala de Windows, só de PC's. Dell, HP, Lenovo, Positivo e CCE agradecem a generosidade da firma de Redmond.

Só não consigo entender porque "MacManíacos" continuam dando tanta importância para esse tipo de provocação. Tudo o que a MS espera receber é barulho mesmo. Claro, não do tipo que aquela desastrada campanha com Gates & Seinfeld geraram.

Reparem amigos MacManíacos que por aqui passeiam: a MS torrou US$ 300 milhões para não falar do Windows! Tipo de barulho fácil de responder: com silêncio. Assim o Macho-Ballmer perde a cabeça. E pode até arriscar uma campanha derradeira: "PC's são de Marte, Macs são de Vênus", hehe.. Em Pindorama ele pode até arriscar uma tropicalização: "Corintiano que se presa compra PC's! Macs são coisa de sãopaulino..." Sem preconceitos, please!

Responder a provocação faz menos sentido ainda quando percebemos que a própria MS se contra-ataca: ela já admite o downgrade do Win7 para WinXP!?!

Quer maior propaganda negativa do que essa?

Aliás, já que estamos em tempos de "transparência total", HP e MS deveriam esclarecer logo se a primeira realmente ganhou carta de alforria da segunda para comercializar maquininhas com XP até 2010. A clientela agradecerá a atenção dispensada.

Revendo 2008 / Prevendo 2009

23 dezembro 2008

Não sei porque insisto em publicar minhas "previsões" todo final de ano. Previsões com aspas porque a grande maioria é mais uma lista de desejos do que qualquer outra coisa. Cansei de "prever" a queda do Ballmer e a aquisição da Adobe pela Apple. Cansei de pedir um movimento de consolidação das distros Linux. Cansei de imaginar a aquisição do Yahoo pela MS. Ou seja, cansei de dar varada n'água. Se acertei um chute no final de 2007 foi apenas a crise financeira. Meio acerto, porque achava que só o hemisfério norte sofreria com a recessão nos EUA. A crise é bem maior do que eu esperava. E ela muda muita coisa.

Analistas estão falando que TI, apesar de tudo, crescerá no mundo todo. Algo em torno do dobro do PIB de cada nação. Não sei se são irônicos ou bobinhos: quanto é o dobro de zero? Porque zero será o crescimento médio do primeiro mundo, EUA e UE.

O PIB de Pindorama, apesar do Meirelles, deve ficar mesmo entre 3% e 4%. Então nossa turma de TI pode trabalhar com números entre 6% e 8% de crescimento. Pode? Não acredito.

O perfil da maioria de nossas médias e grandes empresas, quando o assunto é TI, é muito conservador. Em tempos de crise então, espere racionamento até no "feijão com arroz". Esqueça upgrades e projetos big bang. 90% do orçamento de TI irá exclusivamente para manutenção. E os 10% restantes formarão uma "poupancinha"... grana que só será gasta lá no final de 2009, se tudo estiver "sob controle".

Pouquíssimos fornecedores têm chance de ganhar alguma coisa neste tipo de cenário. Só 5 letrinhas pintaram na memória: IBM e HP, necessariamente nesta ordem. MS, Dell, Lenovo, Sun e afins são aquelas que mais perdem. Sem upgrades a vista (sem trocadilhos), é de se esperar quedas em receitas de até 50%. Tô brincando não.

Tanto que até me animei a um novo chute do tipo "quem come quem": a Cisco, para quem a crise parece ser só marolinha, pode se reposicionar. Parece besteira, mas quem tem US$ 26bi em caixa pode pensar em uma bela aquisição. De uma Sun, por exemplo. Monopólio cansa, e a Cisco deve estar louquinha por oxigênio e dólares novos. E a Sun tá uma pechincha. Acho que tem tudo a ver. Aliás, Apple e Adobe também tem tudo a ver e não dá em nada... Então, deixa pra lá.

Por falar em Apple: 2009 deve ser um ano difícil para a empresa de Cupertino. Não só nas vendas que devem cair, mas parece inevitável que a Apple comece a tratar do problema chamado "Jobs". A Apple precisa provar que a sua criatividade não se limita ao departamento de design.

Encerro a parte internacional com a maior barbada de 2009: a Google seguirá sendo a Google. Com as sementes (Docs e Android, principalmente) devidamente plantadas, chega a hora da colheita. Momento melhor impossível. Se em Redmond, nem uma caixa inteira de Lexotan me daria 15 minutos de sono...

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E o mercadinho de Pindorama, como ficará em 2009? Monótono, como sempre. Se dependermos só dos malvados chatos de plantão para dar uma bela mexida, seguiremos como nerds em raves - uns postes.

Ok, preciso mirar melhor meu azedume: na redação do parágrafo acima pensei exclusivamente nas nossas "grandes" empresas de TI, ok? Depois de tanto tempo descendo a lenha nelas, deveria gastar meu tempo com um único veredicto: deviam baixar as portas, vender suas carteiras de clientes para papões de fora e jogar sua carteirinha de produtos em algum aterro sanitário. Geração perdida é isso aí!

Ar novo tá no interior. Está também em pequenas e médias empresas que bravamente sobrevivem. E heroicamente resistem ao canto de sereias malvadas. Mas elas não ganham um mísero espaço em nossa prensa especializada. Não merecem sacos de bondades dos governos de plantão. Mas não é hora de bancar as "coitadinhas".

É hora de um pouco mais de ousadia. É hora de parar de olhar para nossas grandes empresas de TI como se elas servissem de modelo. Não servem. Esqueçam PMI, CMMI, MPS.br e besteiras afins. É fácil: basta lembrar que Google, Apple e outras do mesmo naipe não dão a mínima para essas coisinhas.

É hora de criar um mercado totalmente novo. Temos uma nuvem tupiniquim totalmente virgem por aí. Não sei se repararam, mas a "nuvem" muda tudo. E quem tá correndo atrás? Nossas "grandonas" mal conseguiram portar seus produtinhos para um ambiente SaaS. Produto fraco e antigo seguirá fraco e antigo, mesmo com uma roupinha nova.

Resumindo: há um imenso oceano azul de oportunidades aí fora. Não vê quem não quer. Não aproveita quem tá esperando bóias sinalizadoras e coletes salva-vidas.

Business Drivers*

26 janeiro 2007

2006 foi um ano meio fraquinho em "Fusões & Aquisições". Particularmente no hemisfério norte. Nem se compara com a semi-orgia de 2005. Se a turma do norte tiver uma superstição esquisita como a minha - "anos ímpares são melhores!" - podemos esperar muito de 2007. Motivações (e drivers) não faltam.

Dois alvos eternos da MS, Yahoo e SAP, apresentaram resultados financeiros decepcionantes. Sem um PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) ou algo semelhante, seu valor de mercado cai. Traduzindo: elas ficam mais baratinhas - convidativas para uma fusão.

Na MS, 4 de suas 5 divisões de negócios apresentaram resultados inferiores aos de 1 ano atrás. Luz amarela, ficando alaranjada. Para eles, meio 2007 já foi embora (o ano fiscal inicia em julho). Ballmer, com o zu(ne) na mão, parece precisar d'algo estrondoso. E ele não tem criatividade para fazer nada que não seja uma fusãozinha. Básica.

O problema é decidir o que a MS quer ser. Colocando de outra forma: decidir com quem a MS quer brigar. Se for com os grandões (IBM, Oracle), ela tem que papar a SAP. Se o inimigo for o maior candidato a grandão (Google), seu alvo-comida deve ser o Yahoo. Ó dúvida cruel. Como alento só a percepção de que as três empresas possuem um mínimo denominador comum: lucros decadentes.

E por falar em similaridades, algo aproxima a HP da Oracle. Espionagem (muito mal feita) é com elas mesmo! Céus.. o mundo corporativo nunca esteve tão perto do circo. (Com todo respeito aos circos).



* Please.. não confunda com motoristas!