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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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O mês ou as novas? Ambos! E o Graffiti merece 1% do meu tempo.

Jobs: Open, Open, Open em Carta Aberta

Como é estranho ver o Steve Jobs falando sobre "padrões abertos". Mas ele diz a pura verdade em sua carta aberta: Flash é tecnologia proprietária, insegura e dos tempos do PC (leia-se teclado+mouse). Antes, fez questão de lembrar o quanto já foi bom o relacionamento da Apple com a Adobe. O fato é um só: a Adobe dormiu no ponto e perdeu o bonde (da mobilidade). RIP Flash! Já vai tarde.


HP salva a Palm ou vice-versa?

Boa a pergunta da ZDNet. Ok, a HP tá longe de precisar de salvação. Mas, há tempos - desde a época da Carli (aquisição da Compaq, lembram-se?) - ela precisa de um safanão. Êta empresa paradona (apesar dos bons produtos). Mas, sei não. Acho que a aquisição da Palm acontece com uns 3 ou 4 anos de atraso.

Ballmer no Brasil...

... Para anunciar um produtinho (Messenger) que estará disponível sabe-se lá quando?!? E com "diferenciais" que estão no Digsby há tempos!?! O povo de Redmond arrumou um jeito de tirar Ballmer do caminho por uns tempos. Só pode ser isso.

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Não que eu mire o cargo de "mãe dinah" do nosso mercadinho, mas não é que meus chutes começaram bem em 2008? Ok, não é coisa que se realizou (ainda). Mas minhas apostas ganharam um reforço e tanto: Roberto X (ou Robert X. Cringely) "colou" em duas de minhas principais apostas para o ano que acabou de começar:

Dia 4/jan ele escreveu o seguinte:
"Not only will Bill Gates be retiring from Microsoft in 2008, CEO Steve Ballmer will, too. No word yet on his successor."

Quem acompanha o Graffiti, já tinha lido aqui no dia 21/dez:
"... o Ballmer não passa deste ano fiscal..."

No último 11/jan, Roberto X dedicou uma coluna inteira para explicar uma provável fusão da Apple com a Adobe:
"Folks a lot smarter than I have wondered over the years about potential Apple mergers and acquisitions driven by Steve's bloodlust. Apple-Disney, Apple-Google, Apple-TiVo, even Apple-Sun come to mind, but the only one that makes any sense to me at all is Apple-Adobe.

...

"What I DO see happening is Apple buying Adobe, which would give it effective dominance of digital content creation and distribution on a global scale."


No mesmo 21/dez eu já tinha escrito:
"A Apple corre do Flash como o demo foge da cruz. Mas desconfio que uma aproximação (ou fusão) com a Adobe esteja anotada num cantinho da agenda do Jobs."


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Por fim, um acerto que não merece muito crédito: comecei aquela coluna de "previsões" dando como certa uma recessão nos EUA:

"O hemisfério norte vai sofrer um bocado com a crise da economia estadunidense. Bush (finalmente!) será substituído. E é muito provável que ele ouça de um candidato democrata o mesmo que seu pai ouviu do Clinton: "É a economia, estúpido!". Agora é tarde. E os impactos de uma recessão batem quase que de imediato no mercado de TI (somos eternos supérfluos, apesar de tudo)."

Não, não é o Brasileirão. Há tempos esperava por algo parecido, mas não, também não é/será o Mundial de Fórmula 1. Também não serão os bilionários campeonatos europeus de futebol, ou a Eurocopa que rola ano que vem. O melhor torneio do biênio 2007/2008 tá rolando longe das massas, mas afetará a vida de todo mundo (que interage com micros, mais precisamente com a Web).

Desde que o Graffiti nasceu sou meio obcecado pelo tema: Tecnologias para a criação de interfaces Web. Já tem um tempinho que não falo nada. Estava só observando a maturação do AJAX, o ocaso do Workplace (IBM), o nascimento do Silverlight, os sustos da Sun e a consolidação do casório da Adobe com a Macromedia.

Ok, o Workplace é um estranho no ninho acima. Acontece que lá atrás, logo depois de seu lançamento, eu coloquei algumas fichas nele. Acontece que a IBM parece não gostar mais desse tipo de coisa (investimento em pesquisa, particularmente em software). A base do Workplace é o Eclipse. Atualmente ele é oferecido como um substituto do Lotus Notes. Só... ou quase só. Mas não importa. Vamos estreiar o "quadrante pichado" para dar uns chutes:

O Silverlight acabou de nascer. Como diz a lenda, as coisas na MS começam a funcionar só na versão 3. Acontece que não vai dar tempo. Mais grana mal gasta em Redmond. Eu disse, lá em jan/05*: briga pra comprar a Macromedia. Agora não adianta chorar.

O AJAX não é de ninguém. Então é de todo mundo. A Google o adora. Até lançou um kit de desenvolvimento para ele, o Google Web Toolkit. Aliás, todo mundo o fez. Talvez seja por isso mesmo que ninguém coloca a mão no fogo de vez. Google colocou? Que nada.. rola um boato quente que ela anda interessadíssima na Adobe.

Um movimento que jogaria a Sun (de novo!) no colo da MS. Coitada da Sun. Tem Java em tudo quanto é canto. Mas ainda não faz grana legal com ele. Deveria aprender um pouco do "efeito por causa de", mas essa é outra história. Pela enésima vez a Sun vai lançar algo especial para interfaces. E o Java 7 deve ser bem mais leve e inteligente e coisa e tal. Seguirá faltando alguma coisa...

Uma coisa que a Macromedia (sem querer?) desenvolveu e a Adobe papou: ubiquidade sem estardalhaço, portabilidade sem dor, presença sem briga (ainda) com a MS. O Flash tá em mais de 90% dos computadores ao redor do globo! O Flash é multimídia fácil (Youtube!). O Flash é elegante e relativamente leve. IMHO, o Flash só tem um probleminha sério: é proprietário. Mas não importa: ele tá na frente nessa bela corrida.

Quem corre por fora ou tem condições de influenciar (a la Edilson) o resultado? Apple e Google. A primeira falando sério sobre o padrão que adotará nas futuras versões do iPhone, iPods e Macs. A segunda decidindo se casa (com a Adobe) ou deixa a fila andar.

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Hmm.. ok, fui bem nerd em minha escolha. É claro que o campeonato de F1 (tanto 2007 quanto 2008) será bem mais divertido. Mas a corridinha aí tem seu apelo sim. E, como eu disse, afeta mais gente que qualquer bicampeonato do Massa.

* Ok, muitas varadas n'água em minhas previsões. Não imaginei a aquisição da Macromedia pela Adobe. Mas acertei no enredo (na importância de ambas). E sigo acreditando que dificilmente elas seguirão... "virgens". Google? Quem sabe. Mas se eu morasse em Redmond não gostaria nem de imaginar tal possibilidade.

No mundo dos foguetes reais isso não seria possível. Como no mundo do software (quase) tudo pode, a Adobe liberou na noite de sábado a primeira versão pública (alpha) do Apollo.



Infelizmente, por enquanto, ele rodará só em Windows e MacOS. A versão Linux tá esperando um versão melhorada do Flash Player.

Curiosidade: foi só desabilitar o plugin Flash que o meu Firefox ficou bem mais comportado. Desabilitar não é o termo correto. Na verdade, instalei um add-on que impede a execução de propagandinhas e afins baseados no Flash. Pode? Um addon que barra um plugin! hehe.. Ê mundo!

Seguindo com o Apollo, d'uma forma bem simplificada: ele é um executor de programinhas. Será invisível para usuários 'normais', assim como é o Flash Player ou o Java (run time). Como ficou subentendido 2 parágrafos acima, ele será multi-plataforma. Outra característica básica: ele rodará aplicações Web (escritas em HTML, JavaScript, Ajax ou Flex) em modo off-line!

Tá aí aquela que pode ser a principal característica do Apollo: rodar RIA's (Rich Internet Applications) mesmo quando não estivermos conectados. E sem precisar de um browser também.

Aí podem perguntar: quem precisa d'um troço desses?

Well, acho que um monte de gente. Enquanto a conectividade total e sem fio não estiver disponível em cada metro quadrado de nosso planeta (Antarctica incluída), aplicações off-line farão sentido. Serão necessárias.

Hoje vejo várias áreas onde o Apollo poderia ser experimentado: Vendedores que trampam na rua, corretores de seguros, prestadores de serviços gerais (ciganos), vistoriadores de qualquer coisa, etc. Vantagem: se esses usuários, quando conectados, recebem a mesma aplicação (via browser ou não), eles serão mais produtivos. Não têm que aprender uma coisa 'off' e também como lidar com um site na web. As aplicações serão, para o usuário, a mesma coisa. Uma aplicação bem feita saberá fazer o sincronismo dos dados. O Lotus Workplace, da IBM, tem algo parecido com isso.

Para o desenvolvedor há um ganho considerável também: a interface é uma só. A mesma. O mesmíssimo código! Quanta redundância...

E uma percepção que torço para ser falsa: a Adobe tem uma bela oportunidade na mão. Mas, assim como a IBM (e seu Workplace), parece que não tá ligando muito. Se é a MS, a Google ou a Apple lançando algo parecido, veríamos mais estardalhaço.