Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Este post deveria ser só um graffiare. Mas as provocações ficaram grandes demais para caberem num único graffiare (e serem desconsideradas por todos os assinantes e leitores que fogem de citações e séries). Até deu uma certa vontade de surrupiar o título (sub-slogan) de uma coluninha da revista Trip. Tipo: "O Graffiti deu antes!" hehe. Deix'eu explicar:

Cena 1 - Novela das 7 na Vênus Platinada
Juliana Paes: "Ai que saudade da época que tinha loja e a gente podia reclamar pra gente de verdade. Esse negócio de telefone é um saco."
[Pouco antes da frase (da) gostosa, um ator peito-peludo-passageiro imitava com precisão constrangedora as opções proferidas por uma URA (Unidade de Resposta Audível). A cena ocorreu num dia qualquer da última semana.]

Cena 2 - No Fantástico Show da Vida
Uma série de matérias mostrou Fregueses, Procons e afins malhando os serviços de telemarketing. Foi um pouquinho antes da Juliana Paes. Tendência ou campanha?

Cena 3 - IT Forum, em Comandatuba
Marcelo Menta (executivo da Cisco): "As empresas têm de se preparar. E-mail é coisa do passado."
[Uai: mandar extratos por email não é coisa de banco que não é basicão? Se e-mail é passado, o que dizer de quem ainda é basicão? Surrupiei a frase do caderno 'Dinheiro' da Folha de ontem (dom, 15/abr)].

Cena 4 - Coluna do Stephen Kanitz, na Veja da semana
Stephen Kanitz: "Odeio ligar para empresas que têm mais de 3000 funcionários, mas não têm como contratar uma única telefonista. Você é tão insignificante que falar com você foi considerado um serviço não essencial. Você foi terceirizado para outra empresa."
[Na velha tática belisca-assopra da citada publicação, 19 páginas depois você se depara com um belo "infográfico" que te lembra que um operador de telemarketing recebe R$ 530 por mês].

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O que o Graffiti deu antes?
  1. Em 'n' oportunidades eu falei que e-mail não deveria amparar nenhum processo de negócio, particularmente aqueles que envolvem relacionamento com clientes. Há tempos não toco no tema porque é chato e obsoleto. Mas eis que o executivo da Cisco e o banco que não é basicão recolocaram o tema na pauta. Ainda bem.
    Bill Gates não sabe o deserviço que prestou quando colocou o e-mail como peça "vital" no "Sistema Nervoso Digital" das empresas. Não estou dizendo que e-mail não presta. Ele não deveria ser usado como 'muleta' de processos de negócios, só isso (tudo).

  2. "O Novo Jogo dos Negócios", livro de Shoshana Zuboff e James Maxmin. Esconda o risinho por causa do nome do casal (de verdade). Perdoe a Campus por ter escolhido um título tão infeliz (o original, em inglês, é "The Support Economy"). Trata-se do livro mais importante do século (até agora e depois de Drucker, particularmente "Desafios Gerenciais para o Século XXI"). Já citei o livro aqui tratando do mesmo assunto: Gestão do Relacionamento com Clientes (CRM para os letrados-adoradores-de-sopas-de-letrinhas). Tudo que a Globo e a Abril/Veja atacam agora está escrito lá desde 2002.
    Detalhe: tenho quase certeza de que a Exame não fez uma crítica muito boa do livro quando a Campus o lançou por aqui.
    Detalhe 2: o livro anda tão em baixa que tá sendo vendido pela metade do preço no site da Campus. Aproveite!

  3. Precisa falar do Cluetrain Manifesto, publicado em 1999?

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O assunto é bão e longo. Logo eu publico a 2ª parte. Enquanto isso, pense no seguinte: Globo / Abril / Veja estão sendo sinceras ou existiriam outros interesses na atual tendência / campanha? Ok, sou 1/2 paranóico e pré-conceituoso... kkk

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