Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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As novas tecnologias digitais são essenciais à consolidação bem-sucedida dessa nova lógica empresarial. No passado, as empresas eram, em alguns aspectos, forçadas a ignorar os indivíduos, pois não possuíam tecnologias capazes de gerenciar a complexidade individual. Na verdade, a maior parte das tecnologias comerciais dedicava-se ao objetivo da simplificação. Seu foco era eliminar a complexidade no sentido de tornar as coisas sempre mais eficientes, de forma que um número cada vez maior de pessoas pudesse comprar mais, e mais barato. Hoje, porém, há uma infra-estrutura tecnológica totalmente nova, baseada nas informações. O mundo físico dos átomos se traduz em dígitos, onde pode ser coordenado e comunicado com graus quase infinitos de complexidade e detalhes. As redes que ligam pessoas ao redor do mundo continuam a se desenvolver em termos de velocidade, inteligência, precisão e amplitude. As novas tecnologias da informação reformularam os processos de negócios em muitos setores. Até o momento, entretanto, submeteram-se aos propósitos do antigo consumo, de acordo com os princípios do velho capitalismo. Continuaram a ser usadas para fazer mais e de forma mais eficiente. Se há uma certa decepção com o que produziram, esse é o motivo.

- Shoshana Zuboff e James Maxmin (em "The Support Economy")




A parte I de "Canais Carnais" tá aqui. Ainda não terminei.

Este post deveria ser só um graffiare. Mas as provocações ficaram grandes demais para caberem num único graffiare (e serem desconsideradas por todos os assinantes e leitores que fogem de citações e séries). Até deu uma certa vontade de surrupiar o título (sub-slogan) de uma coluninha da revista Trip. Tipo: "O Graffiti deu antes!" hehe. Deix'eu explicar:

Cena 1 - Novela das 7 na Vênus Platinada
Juliana Paes: "Ai que saudade da época que tinha loja e a gente podia reclamar pra gente de verdade. Esse negócio de telefone é um saco."
[Pouco antes da frase (da) gostosa, um ator peito-peludo-passageiro imitava com precisão constrangedora as opções proferidas por uma URA (Unidade de Resposta Audível). A cena ocorreu num dia qualquer da última semana.]

Cena 2 - No Fantástico Show da Vida
Uma série de matérias mostrou Fregueses, Procons e afins malhando os serviços de telemarketing. Foi um pouquinho antes da Juliana Paes. Tendência ou campanha?

Cena 3 - IT Forum, em Comandatuba
Marcelo Menta (executivo da Cisco): "As empresas têm de se preparar. E-mail é coisa do passado."
[Uai: mandar extratos por email não é coisa de banco que não é basicão? Se e-mail é passado, o que dizer de quem ainda é basicão? Surrupiei a frase do caderno 'Dinheiro' da Folha de ontem (dom, 15/abr)].

Cena 4 - Coluna do Stephen Kanitz, na Veja da semana
Stephen Kanitz: "Odeio ligar para empresas que têm mais de 3000 funcionários, mas não têm como contratar uma única telefonista. Você é tão insignificante que falar com você foi considerado um serviço não essencial. Você foi terceirizado para outra empresa."
[Na velha tática belisca-assopra da citada publicação, 19 páginas depois você se depara com um belo "infográfico" que te lembra que um operador de telemarketing recebe R$ 530 por mês].

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O que o Graffiti deu antes?
  1. Em 'n' oportunidades eu falei que e-mail não deveria amparar nenhum processo de negócio, particularmente aqueles que envolvem relacionamento com clientes. Há tempos não toco no tema porque é chato e obsoleto. Mas eis que o executivo da Cisco e o banco que não é basicão recolocaram o tema na pauta. Ainda bem.
    Bill Gates não sabe o deserviço que prestou quando colocou o e-mail como peça "vital" no "Sistema Nervoso Digital" das empresas. Não estou dizendo que e-mail não presta. Ele não deveria ser usado como 'muleta' de processos de negócios, só isso (tudo).

  2. "O Novo Jogo dos Negócios", livro de Shoshana Zuboff e James Maxmin. Esconda o risinho por causa do nome do casal (de verdade). Perdoe a Campus por ter escolhido um título tão infeliz (o original, em inglês, é "The Support Economy"). Trata-se do livro mais importante do século (até agora e depois de Drucker, particularmente "Desafios Gerenciais para o Século XXI"). Já citei o livro aqui tratando do mesmo assunto: Gestão do Relacionamento com Clientes (CRM para os letrados-adoradores-de-sopas-de-letrinhas). Tudo que a Globo e a Abril/Veja atacam agora está escrito lá desde 2002.
    Detalhe: tenho quase certeza de que a Exame não fez uma crítica muito boa do livro quando a Campus o lançou por aqui.
    Detalhe 2: o livro anda tão em baixa que tá sendo vendido pela metade do preço no site da Campus. Aproveite!

  3. Precisa falar do Cluetrain Manifesto, publicado em 1999?

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O assunto é bão e longo. Logo eu publico a 2ª parte. Enquanto isso, pense no seguinte: Globo / Abril / Veja estão sendo sinceras ou existiriam outros interesses na atual tendência / campanha? Ok, sou 1/2 paranóico e pré-conceituoso... kkk