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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
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O Graffiti mudou!

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Há uma semana planejo este post. Ia se chamar "2007 bytes", e travei numa brincadeirinha boba: escrever um post com 2007 caracteres. Desisti. Agora meu temor é outro: que o resumo leve a crer que 2007 foi um ano "pequeno". Não foi. Mas foi um tanto estranho. E com mais decepções do que a média dos últimos 3 anos.

Uma decepção que não é minha mas é de muita gente atende pelo nome "Vista". Antes de experimentar o "(good) look and (bad) feel" do novo sistema operacional da MS eu já antecipava a decepção: seria o último de uma linhagem de SO's que não faz mais sentido. Gordo, lento, burocrático. Estranho é que o ano também não foi bom para a Apple. Seu "Leopardo", além do atraso microsoftiano, também apresenta vários problemas microsoftianos. Conseqüência do crescimento, falta de foco ou outra coisa? Sabe-se lá.

O fato é que o Linux nunca fez tanto sentido. Mais no confronto com o Windows do que com o MacOS. Mas, como sempre, o universo Linux tropeça. Não houve uma esperada consolidação de distros. Desperdiça-se muito esforço e tempo. O Ubuntu, com empurrões cada vez mais entusiasmados da Dell, consolida-se como a distribuição ideal para desktops e leigos. Mas ele também foi uma decepção.

Explico: meu desktop é Gutsy (7.10), a última versão. É Kubuntu. A evolução na performance e algumas coisinhas como conectividade e compatibilidade melhoraram bastante. Mas, se comparado com a versão do ano anterior (6.10), a evolução não é tão grande. Não há nada de realmente novo. Para piorar: meu note se recusou a rodar Gutsy. Problemas com a conexão wireless, Compiz e outros me fizeram voltar para o 7.04. Aproveitei o retorno e resolvi experimentar o Ubuntu. Tá uma maravilha, com cubos e altíssima performance numa máquina que tem só 512mb de RAM. Mas, voltando ao ponto: a consolidação de distribuições (umas 3 principais seria o número ideal) daria outro ritmo para o desenvolvimento do Linux. Minha lista? Ubuntu (desktop), Red Hat (servidor) e Mandriva (ambos). O resto não faria falta (né Novell?).

Outra grande decepção é o XO, o laptop que custaria US$100 da OLPC (One Laptop per Child). Não o produto, mas sua aceitação. Ontem rolou um leilão do governo federal e a Positivo largou na frente: com uma derivação do Classmate (Intel) que deve custar a bagatela de R$950. O orçamento para a aquisição de 150k maquininhas é a metade disso... Tem coisa muito errada no processo. Quem paga? A criançada e Pindorama.

Aliás, Pindorama é mesmo um caso sério. Nunca se vendeu tanto micro e notebook abaixo da linha do Equador. Movimento tão grandioso deveria gerar milhares de negócios periféricos. Escolas, oficinas e micro-empresas dos mais diversos tipos. Alguém viu? E o que esse povo todo está fazendo com tanto poder computacional? Orkutando e fofocando?

Sobre o movimento, outro causo que só pode acontecer em terras tupiniquins: Um grande varejista fugia do tal e-commerce como o demo corre da cruz. Aí, depois de vender toneladas de micros, reparou que podia estar transferindo clientes para sua concorrência mais antenada. Agora corre contra o tempo para ter uma "lojinha virtual". Sorte daquela turma de TI (ralando em época de festas) que o grande varejista pode mudar de mãos em breve. Deve ir para alguém que sabe e gosta de vender pela web.

Por falar em turma de TI ralando em tempo de festas... tem gente adorando o fim da CPMF. Equipes inteiras dedicadas a mudar em 15 dias aqueles belos e mastodônticos sistemas bancários. Run, Forrest, run! Faltam 10 dias e 10 horas... hehe.

Breve listinha com outras decepções:

  • Second Life: fez que veio, não veio e acabou fondo;
  • TV Digital: prova de que esse papo de "corta escopo e mantém o prazo" é um perigo. Pô, cadê 80% do escopo original?
  • Cisco / Mude: pô, cadê 80% do imposto original?
Pindorama encerra mais um ano insistindo numa estratégia "feijão com arroz" quando o assunto é exportação de produtos e serviços de TI. Representada por aquelas empresas que chamei de "Padocas de Periferia". O déficit na balança comercial passa de US$ 1 bi. Com a receita comprando licenças de MS Office (!) e outras bobeiras, até o final do governo Lula estaremos enviando toneladas de soja e óleo e batatas para pagar caixinhas impagáveis. É o fim?

Talvez não. No post sobre "2008" eu volto ao tema. Mas o fato é que a gente, num esquema bem Martinho ("devagar, devagarinho"), tá aprendendo a criar boutiques. O Boo-box é um belo exemplo. A Castle Stronghold também. O P3D apareceu até na última Exame. Temos boas idéias. Grana boa também. Falta o último empurrão. Aposto nele começando em 2008.

Se inspirando nos melhores exemplos de 2007:

A Google segue seu ritmo. Ações a US$670 (3.4 salários mínimos tupiquins). Fidelidade ao seu "business": propaganda. E passos certeiros: Vídeo, celular... Onde a Google vai parar? Existe alguém para parar a Google? A questão mais importante (para nós tupiniquins) deveria ser outra: o que podemos aprender com o maior fenônemo do século?

Do outro melhor exemplo (inspirador) de 2007 vou colocar só um ícone (a IMAGEM DO ANO):

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