Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Tem idéia ruim que gruda feito superbonder, né? Uma é aquela que permite que nossos representantes, deputados e senadores, votem secretamente. Show imbatível. Outra besteira sem tamanho e dura de matar é o tal DRM (Digital Rights Management).

Bill Gates já apareceu aconselhando todo mundo a comprar CDs, ripá-los e colocar as músicas (DRM-free) onde a gente bem entender. Desde que respeitemos as leis, é claro.

Agora é a vez do Steve Jobs calçar a 'aura':

The third alternative is to abolish DRMs entirely. Imagine a world where every online store sells DRM-free music encoded in open licensable formats. In such a world, any player can play music purchased from any store, and any store can sell music which is playable on all players. This is clearly the best alternative for consumers, and Apple would embrace it in a heartbeat. If the big four music companies would license Apple their music without the requirement that it be protected with a DRM, we would switch to selling only DRM-free music on our iTunes store. Every iPod ever made will play this DRM-free music.


Baixou o espírito do John, né? "Imagine all the people...", hehe. Legal. Antes tarde do que nunca. A ZDNet explica as motivações do Jobs. Tenta. A razão é uma só: DRM é um mecanismo anti-consumidor. Um desvio totalitário e nonsense em tempos de ultra-capitalismo. Enfim, uma idéia ridiculamente burra. Jobs sabe que perde dinheiro com DRM.

E o que junta Jobs e Gates é a mesma coisa que junta PT e PSDB: $money$! Por isso agora parece que todo mundo é contra uma coisa que eles mesmos ajudaram a criar.

Ops... quase todo mundo. Porque o John Carroll, funcionário do Bill e da ZDNet, insiste em algum tipo de proteção. "Marca d'água" é o DRM 2.0 dele. Tsc, tsc...

Pior é sua justificativa:

"What is more important, however, is raising the complexity level high enough such that the vast majority of people won't bother to access pirated media. That mostly works in developed nations where consumers can generally afford media prices, but breaks down in developing nations, where pirated copies of most major music, video and software CDs / DVDs are readily available in street markets for anyone to purchase."


Agora a culpa é do terceiro mundo? Céus... D'onde aparecem os brinquedinhos que quebram proteções de CDs e DVD's? Onde foi fundado o Partido Pirata? Onde fica a 5ª Avenida?

Aumentar o nível de complexidade? Hehe. Aqui nós temos filhotes mal desenhados do Paulo Francis. Lá no tal 1º mundo eles geram cópias (bem pioradas) do John "VacaLouca" Dvorak. Ok, ok. Ele merece:

Pseudônimo inaugural do Carroll: MAGDA!

1 response to "DRM: Ainda tem gente do contra?"

  1. A EMI, uma das "big four" já está pensando em vender músicas sem DRM.

    Eduardo Marques

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