Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

Visite a nova versão em pfvasconcellos.net

Dizem que a continuação do Poderoso Chefão é melhor que o primeiro. Empatam. Mas você só entenderá este post se ler a primeira parte antes. Shit... quanta obviedade e enrolação... Vamos lá:


Como um Garrincha, que sempre achava espaços, nosso herói Ballmer consegue jogar golfe em sua micro sala! Reparem bem: ele tem uns 50cm entre a bola e a caçapa... Caçapa!?! Ok, sei nada de golfe. Melhor deixar pra lá. Vamos para os segredinhos e dicas.

Detalhe surrupiado em seu white board [1]: GREAT JOBS!!! Isso sim é que é mensagem subliminar. Quando o Gates o visita, ele diz que tá tratando de "grandes trabalhos". Mas, quando isolado (90% de seu dia útil), ele vive babando pelo Grande Jobs: "aquilo sim é que é inovação, criatividade!". Duvida?

Então vamos direto para a evidência nº 3: quem é o bonequinho*? Elvis? Maradona? Tarcísio Meira? Que nada.. é o próprio Jobs. Saca o estilo e o penteado. Não tem erro.

Não satisfeito? Então saca a prova nº 4: um Ipod Shuffle?!? Pois é. Acabamos de descobrir que não é só o Jim das Selvas que é fã da Apple lá nos cafundós de Redmond. Ballmer, Ballmer...

Para encerrar, mais dois detalhes (agora sem demo): quando assumiu a presidência, o Fernando Collor adorava "passar mensagens" através dos livros e revistas que carregava debaixo do braço. Ele nunca lia nada. Bastava aparecer numa foto com aquela edição da Exame sobre nossas "carroças" e pronto.. a mensagem tava passada. Saca só o livrinho [2] na mesa do Ballmer. "SIMPLICIDADE". Vai dizer que foi acidental? Bullshit!! E o Mini deve ter adorado. E o alerta vermelho só vai soar quando pintar um Lair Ribeiro ou Deepak Chopra naquela mesa. hehe...

Eu não aguentei. Tenho que perguntar: o que que o Datena tá fazendo ali?!?!

.:.

* Bonequinho na mesa é coisa de Otávio Mesquita, né? Que coisinha mais anos 90... e infantil...

O Ballmer é pop. Se fosse tupiniquim, estaria direto na 'Caras'. Daria entrevistas exclusivas para a Ana Maria Braga. O Ballmer é um show-man. Foi num post da coleguinha Luciana que descobri a matéria bem "você s.a." que o New York Times fez com o Ballmer. É uma pena que o slideshow fastfood do NYC não aproveitou a oportunidade para analisar melhor o cotidiano e os segredos do grande Steve. Sorte sua que existe o Graffiti, né? Aqui o demo não fica escondido nos detalhes. A gente escancara ele. Saca só:


Todo mundo reparou e comentou: "caramba, que escritório mais pititinho!" Legal né? O que diria aquele ex-chefão de um grande portal da internet tupiniquim que tinha uma sala com uns 100m2? Mas nossa preocupação aqui são os detalhes e os segredos. Mesmo na solidão de sua micro-sala, nosso querido Ballmer vive rodeado de sorrisos [1 e 2]. Btw, quem é o sujeito na foto 2? Roberto Leal? Peter Frampton? O próprio Ballmer?!?

Como a sorrisoterapia não é 100% eficaz, será que o Ballmer mantém um etílico plano de contingência? Dá uma sacada no detalhe #3. Será um belo vinho californiano? Ou uma garrafa de dreyer? Deu duro? Se ele fosse tupiniquim, poderia ser uma garrafa de jurubeba também... Segredos!

Uma coisa que não dá pra esconder é o site que ele tá visitando [4]. "Pô, as ações caíram de novo!?!?" A solução para quando ele tá beirando um ataque de nervos o pessoal de Redmond já encontrou: cadê as cadeiras? Nas outras fotos do NYC você vai reparar que elas foram trocadas por poltronas que pesam 200kg. E ficam soldadas no chão!

Por fim um brinquedinho que ele rapidamente escondeu na primeira gaveta [5]. Mas ele garante que não revela o nome da persona non grata nem no spa de Guantanamo. Quem será? Page ou Brin (Google)? Ozzie? O Mini-Microsoft? Ninguém nunca saberá. Mas eu posso garantir que o Steve Jobs não é. No próximo capítulo eu explico.

Tem idéia ruim que gruda feito superbonder, né? Uma é aquela que permite que nossos representantes, deputados e senadores, votem secretamente. Show imbatível. Outra besteira sem tamanho e dura de matar é o tal DRM (Digital Rights Management).

Bill Gates já apareceu aconselhando todo mundo a comprar CDs, ripá-los e colocar as músicas (DRM-free) onde a gente bem entender. Desde que respeitemos as leis, é claro.

Agora é a vez do Steve Jobs calçar a 'aura':

The third alternative is to abolish DRMs entirely. Imagine a world where every online store sells DRM-free music encoded in open licensable formats. In such a world, any player can play music purchased from any store, and any store can sell music which is playable on all players. This is clearly the best alternative for consumers, and Apple would embrace it in a heartbeat. If the big four music companies would license Apple their music without the requirement that it be protected with a DRM, we would switch to selling only DRM-free music on our iTunes store. Every iPod ever made will play this DRM-free music.


Baixou o espírito do John, né? "Imagine all the people...", hehe. Legal. Antes tarde do que nunca. A ZDNet explica as motivações do Jobs. Tenta. A razão é uma só: DRM é um mecanismo anti-consumidor. Um desvio totalitário e nonsense em tempos de ultra-capitalismo. Enfim, uma idéia ridiculamente burra. Jobs sabe que perde dinheiro com DRM.

E o que junta Jobs e Gates é a mesma coisa que junta PT e PSDB: $money$! Por isso agora parece que todo mundo é contra uma coisa que eles mesmos ajudaram a criar.

Ops... quase todo mundo. Porque o John Carroll, funcionário do Bill e da ZDNet, insiste em algum tipo de proteção. "Marca d'água" é o DRM 2.0 dele. Tsc, tsc...

Pior é sua justificativa:

"What is more important, however, is raising the complexity level high enough such that the vast majority of people won't bother to access pirated media. That mostly works in developed nations where consumers can generally afford media prices, but breaks down in developing nations, where pirated copies of most major music, video and software CDs / DVDs are readily available in street markets for anyone to purchase."


Agora a culpa é do terceiro mundo? Céus... D'onde aparecem os brinquedinhos que quebram proteções de CDs e DVD's? Onde foi fundado o Partido Pirata? Onde fica a 5ª Avenida?

Aumentar o nível de complexidade? Hehe. Aqui nós temos filhotes mal desenhados do Paulo Francis. Lá no tal 1º mundo eles geram cópias (bem pioradas) do John "VacaLouca" Dvorak. Ok, ok. Ele merece:

Pseudônimo inaugural do Carroll: MAGDA!

Now that Vista has shipped I think that Apple should be the one starting the photocopiers.

- Jason D. O'Grady (no "The Apple Core" da ZDNet)



Comentário meio surpreendente, né? Ainda mais vindo do 'representante da Apple' no plenário da ZDNet. Jason brinca com uma declaração do Steve Jobs, uma justificativa que ele apresentou para manter bem guardados os tais "segredos" do Leopard (Mac OS 10.5).

A breve avaliação do Jason foi feita com olhos (e conhecimento?) de um usuário final. Tá (muito bem) impressionado com o novo visual do Vista. Nem passou perto de questões mais técnicas, como o firewall (melhor não tê-lo?) e o anti-vírus. Peças centrais do novo SO da MS que deveriam mirar seu maior calcanhar-de-aquiles: a Segurança.

Ainda assim, vale a provocação do Jason. Que pega pesado:

"Mac OS 10.5's Time Machine, Spaces and VoiceOver look amazing and the much-needed improvements to Mail, iCal, iChat, Dashboard and Spotlight should breathe new life into the OS, but is it enough? Where are all the "top secret" Leopard features that Apple promised in Leopard? I hope that they're good or Apple risks losing their position in the great OS race."

Enfim! Enfim uma iniciativa web bem criativa e brasileira. O Boo Box coloca na Internet, particularmente nas mãos de blogueiros, uma forma diferente de se fazer propaganda (e grana!). A idéia lembra um pouco aquela que muitos disseram que seria o padrão em nossas futuras TVs digitais. Viu um produto e gostou? Clica nele e cai direto no site de vendas.

Simples, simples: um verdadeiro "ovo de Colombo". O barulho todo não é por acaso.

Mas o Boo Box tem uma coisinha que, para os olhos de muitos (investidores principalmente), será um bug: seu modelo de negócios. Eles não geram receitas! Não cobram comissões ou afin$, como a Google por exemplo. Curioso e estranho. Se a ferramenta pegar (e/ou mudar de mãos), a probabilidade do modelo sofrer consideráveis alterações é grande.

De qualquer forma, taí uma idéia que pode ser jogada na minha cara toda vez que eu reclamar da (falta de) criatividade em Pindorama. É pouco, mas conta. É uma exceção, mas prova que podemos ser criativos de verdade.

.:.

Update [19hs]: Quem é antenado, é antenado e pronto!

Não é que o Marco Gomes, um dos dois criadores do Boo Box, já pintou por aqui para corrigir uma informação equivocada que passei? Pois é, passou. Deixando um comentário. Sua educação e atenção são tamanhas que ele fez por merecer a correção aqui mesmo. E um futuro post mais detalhado sobre sua cria.

Erro? Oras, os caras estão nesta para ganhar dinheiro sim! Não dos blogueiros, mas das lojas. Na entrevista que o Marco e o Rapha Vasconcellos (não é parente) deram para o Celso Junior, o modelo de negócios tá um cadinho melhor explicado. Vou surrupiar um trechinho da fala do Marco:

E nós queremos sim ganhar dinheiro, mas não queremos o dinheiro do blogueiro. Nós somos blogueiros, sabemos que não precisamos do dinheiro do blogueiro, quem tem dinheiro mesmo é a loja, elas são as maiores interessadas em vender, é delas que virá o dinheiro (se vier).

Virá! Nem que seja de fora, mas virá.