Uma Idéia Quase Perfeita
20 abril 2007Quando cheguei na metade do artigo do Roberto X de hoje, pensei estar testemunhando o batismo do mais novo "killer service" da Web. Ele tá falando de vídeo na Web, e sobre como uma empresa israelense, a Hiro Media, parece ter descoberto o modelo de negócio definitivo. (Nota: entenda que "definitivo", nos novos tempos, pode durar uma década.. hehe).
A Hiro pega o óbvio e implementa: "se não pode vencê-los, junte-se a eles". Traduzindo: usa todo o ferramental e cultura dos "piratas" (redes P2P, Torrents, eMule e afins) para promover a distribuição de vídeo. Por que os donos do conteúdo não reclamariam? Estariam faturando com vendas de espaços de publicidade da mesma forma que o fazem na TV aberta.
Com uma vantagem indiscutível: os 'reclames' não repetiriam como acontece na TV aberta. Haveria uma inteligência mínima que tentaria indicar o melhor comercial para aquele determinado momento. (Pensou Google? Acertou).
Se é tudo tão lindo e maravilhoso, por que o "quase" do título? Resposta em três letrinhas: DRM. Roberto X não tratou do assunto, mas no site da Hiro eles falam de um tal "DRM Positivo". Céus: nossa área adora oxímoros. Não existe DRM positivo. Parece que a Hiro perdeu os últimos 3 meses de história (com Bill Gates e Steve Jobs detonando o DRM).
Eles chegam a destacar como características do produto as seguintes possibilidades:
- Bloqueio do conteúdo por região geográfica (alguém já tentou isso nos DVD's e passou vergonha);
- "Bomba relógio": o conteúdo torna-se indisponível após determinado número de exibições ou depois de um certo tempo (copiaram o DRM do Zune).




