Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

Visite a nova versão em pfvasconcellos.net
Mostrando postagens com marcador ipod. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ipod. Mostrar todas as postagens

Quem Precisa do iPad?

28 janeiro 2010

Ok, não é nada para me orgulhar. Mas em dezembro eu escrevi que "os Tablets serão o netbook dos anos 2010-2011". Lógico que eu dava como fava contada um tablet da Apple. Assim como é óbvio que eu esperava ver o brinquedinho em todos os noticiários, escalada do Jornal da Globo, primeira página da Folha etc. Desconheço outra empresa que consiga tanta publicidade gratuita de seus produtos. Vou dar um chute aqui: ela ganha, no mundo todo, mais de US$ 200 milhões em exposição. E não é qualquer cantinho de página não. Só na Folha de hoje ela ganhou 2/3 de uma página do caderno Dinheiro. Mas eu abri o post para falar de outra coisa: Quem precisa do iPad?

Vi por aí muita gente reclamando que já tem gadgets demais para carregar. Claro, tem gente que exagera, né? Dois celulares, iPod, notebook, eReader... Desconfio que existam mais viciados em brinquedinhos eletrônicos do que em crack. Bom, quem sou eu para julgá-los? Eles com certeza comprarão uma mochila um pouquinho maior (e mais chique) para hospedar seu novo iPad.

Me interessam os usuários "normais". Eles precisam do iPad? Vou aumentar o escopo: eles precisam de um tablet? Há pouco mais de 6 meses convivo com um, da HP. Por enquanto há apenas uma "killer aplication" que me faz tolerar o Vista e utilizar o brinquedinho: o OneNote, da MS. (Pois é, consegui elogiar alguma coisa vinda de Redmond!). Em 80% do tempo eu vou de Ubuntu mesmo - sem as funcionalidades do Tablet. Neste sentido eu acho que poucas pessoas veriam utilidade em um gadget sem os arcaicos teclado e mouse.

Mas a proposta da Apple é muito diferente. É um iPod Touch com tela de quase 10 polegadas. O iPad não brigará com notebooks. Mas desafiará os netbooks (utilizados exclusivamente para navegação na internet), os e-readers (Kindle) e desconfio que até canibalizará um pouco a demanda pelo iPod Touch. Os preços anunciados (de US$ 500 a US$ 1000) reforçam ainda mais minha suspeita.

Houve um tempo em que eu esperava que celulares e iPods oferecessem aplicações parecidas com aquelas que tenho no laptop ou desktop. Ultimamente ando ansioso para ver portados para estas plataformas algumas aplicações que só vejo no iPod Touch, como a incrivelmente boa e bela "Awesome Note". Ou seja, a Apple merece todo o destaque que recebe da mídia. Seguirá merecendo enquanto continuar reinventando a forma como convivemos com tecnologia. O iPad é outro marco. Previsível e simples. Mas um marco.

Apple, Mon Amour!!

19 setembro 2007

Confesso, sou infiel. Melhor, virei polígamo. Depois de três anos destilando minhas juras de amor - tag: ms_mon_amour - resolvi "me juntar" com outra "parceira": Apple. Minha maçã do amor! Decisão difícil.

Afinal, não foram poucas as vezes que derramei elogios para a empresa de Cupertino. Sigo achando a Apple o melhor exemplo de inovação em TI. Seguirei babando pelo design de seus produtos. Mas não aguento mais as práticas arrogantes e imbecis dos caras.

Quando era só uma questão de DRM, até que tudo bem. Todo mundo erra. Jobs até confessou que se tratava d'uma bela cagada. Mas não fez muito para nos livrar daquele mal. Tudo bem.. relevei.

Chamei o cara de mentiroso, mas bastou ver o iPod Touch para esquecer. Já tava até preparando a encomenda: seria meu presente de aniversário.

Até que o Cory nos contou que os novos iPods não podem se relacionar com meu querido Amarok. Aliás, não funcionarão em nada no Linux. Nasceram com a missão de espalhar ainda mais o tal iTunes.

Eu sei, é o tipo de bobeirinha que logo será driblada por hackers mais espertos. Outra bobeirinha insana. Mais grana no ralo. Mas a questão não é essa.

Não dou um centavo meu para qq empresa que não me deixe usar seus produtos com liberdade. Não dou um mísero centavo para qq empresa que force vendas casadas. Enfim, não torro 1/2 pataca em empresas de 1/2 tigela que não respeitam sua única razão de exitir: o freguês.

Portanto, amada Apple, a partir de hoje és minha nova cônjuge. Apple, mon amour!

2ª Imagem da (curta) Semana

05 setembro 2007


.:.

Bidu! Tava muito fácil acertar essa. Mas, mesmo assim, quando o adivinhão dá uma espiada nos bichinhos, sempre rola um espanto e um sorriso de satisfação. Como esses caras são bons de design, né?



.:.


Quer saber mais? Então vai direto na fonte (Blog.MacMagazine, é claro):

Definindo o SOOS

27 dezembro 2006

ou, "Fogaréu!*"

Parte da série "Fumaça, Faíscas e Fogaréu", que discute o SO do século XXI. O capítulo anterior tentou definir Faíscas e necessidades. Começamos agora a parte que interessa (e compromete...).

Foto surrupiada da Kaylin.


Nossa definição padrão para um Sistema Operacional, generosamente persistida na Wikipédia, é a seguinte:
Um Sistema Operacional (SO) é um programa de computador que gerencia os recursos de hardware e software de um computador. Ele executa tarefas básicas como o controle e a alocação de memória, prioriza processos, controla dispositivos de entrada e saída, facilita a conexão com outras máquinas e gerencia arquivos. Ele também pode fornecer uma interface gráfica para o usuário.
No mesmo artigo da Wikipédia aprendemos que um SO oferece 7 tipos principais de... pasmem... SERVIÇOS! São eles:
  1. Processos
  2. Memória
  3. Discos e Arquivos
  4. Rede
  5. Segurança
  6. Interface
  7. Dispositivos
Então todo SO já é, por definição, orientado a serviços? Não. Não no conceito "novo" de orientação a serviços (que ainda mostrarei em algum ponto desta série levemente acoplada). Todo SO *oferece* ou *executa* uma série de serviços. Talvez eu devesse batizar essas idéias aqui compiladas de SOOU: SO orientado a Usuários! Mas soaria (sorry) demagogo e estranho demais.

Afinal, todo SO existe para funcionar como uma ponte entre a máquina e seus usuários. Essa é e deveria ser a única razão de sua existência. Mas nossos SO's preocupam-se mais com as máquinas do que conosco. Reparem novamente na listinha de 'serviços' acima. E na definição mais acima. Cadê o Usuário? Ele é opcional...

Podemos dividir a lista acima em três grandes grupos de serviços (anéis):
  • Auto-gestão: Processos, Memória, Discos e Arquivos
  • Conexão: Rede e Segurança
  • Interação: Interface e Dispositivos
Optei por 'Auto-gestão' como nome do primeiro anel justamente para indicar que no novo SOOS se trata de ir um pouco além dos Processos, Memória, Discos e Arquivos. O SO do século XXI incluirá dois novos Serviços neste primeiro grupo:
  • Gerenciamento do Estado: como uma pessoa adulta, o computador (ou iPod, celular, TV, geladeira...) saberá dizer o que está sentindo. Sempre que se tratar de algo que ele mesmo não possa cuidar. Caso contrário, ele não deve incomodar seu proprietário. Vale para baterias vazias ou discos cheios, aquecimento de mais ou carinho de menos. O computador, assim como um robô do Asimov, deve proteger sua própria existência (lógico, desde que isso não represente nenhum tipo de problema para o seu usuário).
  • Conhecendo e Aprendendo com o Usuário: uma máquina, assim como um cachorro, deve conhecer seu dono. Na nova geração de SOs, os serviços básicos de aprendizado e de conhecimento do dono devem ficar no núcleo do SO. Num primeiro momento, a máquina deve conhecer seu usuário: sua voz, rosto, impressão digital, forma de uso do teclado e do mouse (é canhoto?) etc. Simultaneamente ele também deve aprender e memorizar os hábitos de uso de seu proprietário: horários, dias, duração das sessões, perfil das sessões por horário e dia, períodos de 'hibernação', e um imenso etc. Cada nova interação é uma nova oportunidade de aprendizado. E depois de um certo tempo, o computador (ou iPod, iTV, celular, liquidificador...) deve ser um amigo íntimo de seu dono. Deve conhecê-lo até mais que o próprio esposo ou amante. Aliás, o computador saberá da(o) amante)! Brincadeirinha...
    O importante aqui é indicar que a próxima geração de SO's deve tornar nossos equipamentos menos passivos, menos estúpidos. A tecnologia tá toda aí. Só falta implementar.
    Reparem também que se trata de um serviço básico. As interfaces seguem em outro anel. Aqui a máquina está preocupada em conhecer e aprender com seu usuário. Mas não é esse serviço que "conversa" com o usuário. A "conversa" segue no terceiro anel, que será apresentado mais tarde.
É neste primeiro nível (anel) que a MS apresenta uma inovação de gosto e eficácia muito duvidosos em seu recém-lançado Windows Vista. A parte que trata de discos e arquivos inclui agora mecanismos de proteção de propriedade intelectual genericamente chamados DRM (Digital Rights Management). Este estudo do Peter Gutmann (citado no graffiare de hoje) fala do "suicídio" que tal implementação pode representar. Engraçado é que não tem muito tempo que o próprio Bill Gates disse que DRM é um grande erro (em outras palavras, mas disse). Gastaram tempo e uma fortuna implementando uma 'inovação' que não foi solicitada por nenhum usuário - só pelas grandes gravadoras e estúdios de Hollywood. E não gastaram um mísero cent nos dois tipos de serviços apresentados acima.


Falarei sobre o segundo (conexão) e terceiro (interação) anéis nos próximos capítulos da série.

===

* Fogaréu é o apelido que escolhi para o SOOS. Além da brincadeira com a 'Fumaça' e as 'Faíscas', ele tem um sentido: Seja num palito de fósforo ou num grande e tenebroso incêndio, o fogo é sempre fogo. É assim que eu vejo o SOOS, um carinha que mantém suas características fundamentais esteja ele num micro, iPod, TV, freezer etc. Não precisa ser o MESMO SO. As características básicas é que devem ser iguais ou compatíveis. Além, obviamente, dos protocolos de comunicação. Mas este é assunto do próximo post.

===

Update (28/dez): O IDGNow! de hoje fala sobre o mesmo estudo do Gutmann que citei acima. E toca num ponto que eu ignorei, mas que pode ser ainda mais representativo: o sistema de proteção do Vista (aka DRM) também afeta drivers (ou motoristas, hehe). De uma forma que pode comprometer o funcionamento de vários periféricos e componentes centrais (como as placas de vídeo, por exemplo). Até o IDGNow! sugeriu o seguinte: as 'brincadeirinhas' da MS...

..."podem se provar um catalisador contra a Microsoft para aumentar a popularidade de sistemas como o Linux ou o Mac OS, da Apple, entre desktops domésticos".

Somando DRM, WGA (Windows Genuine Advantage) e os novos requisitos de hardware, não é difícil fazer algumas previsões 'nebulosas' sobre o futuro do Vista. Mas o perigo real e imediato é outro, ainda distante do Linux e da Apple: o XP terá vida longa, especialmente nas empresas. Para desgosto da turma de Redmond.