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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

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Pé Torto (de novo!)

09 outubro 2007

Graffiti (jan/2005): "A mesma lógica levará a MicroStrategy prá bocarra da IBM. DB2, Oracle e SQL Server falam que são boas plataformas para BI. Mas nenhuma oferece a riqueza de recursos presentes nos produtos da MicroStrategy (a melhor), BO e Cognos. BI tá na lista de prioridades de muita gente. Tem um mercadão aí, principalmente de serviços. Não estranharei se na sequência do movimento da IBM a BO parar na mão da Oracle e o Cognos virar uma oferta MS. Ou algo parecido."

ZDNet (out/2007): "SAP took a page out of Oracle’s grow-by-consolidation playbook in acquiring business intelligence leader Business Objects for $6.8 billion (42 Euros per share). SAP CEO Henning Kagermann positioned the acquisition as part of his company’s strategy to rapidly grow its customer base. SAP wants to have 100,000 customers by 2010, more than doubling from its current base of about 41,200."

Eu pareço o coitado Finazzi (do Timão). Raramente recebe um passe que presta. Quando recebe, chuta fora. Nas raras vezes que acerta o gol, o juiz anula... assim não dá.

Mas desta vez não passei muito longe não. Ainda mais se levar em consideração a "proximidade" da Oracle com a SAP. Minha sorte é o uso doentio da "saída estratégica pelo centro", também conhecida como "a arte de caetanear". Saca só a forma como encerrei o parágrafo lá em cima: "Ou algo parecido"... hehehe...

É que minha bola de cristal líquido tem baixa resolução.
E meu pé esquerdo é torto mesmo...

Da série Flashback (ou "Graffiti - Ano III").

Esse negócio de previsões, particularmente no mundo de TI, é muito bom. Principalmente pq parece que ninguém cobra suas realizações. Então tem empresa aí que vive de "chutes". Renova-os diariamente, sem que ninguém se preocupe em validar a "pontaria".

Em outubro de 2004, no Gartner Symposium, disseram que SOA atingiria "massa crítica" em 2007. Meu comentário só teve uma palavrinha: "Exagero". Mas eu juro que não esperava ter que usar o binômio "cágado míope" para criticar a lenta adoção daquela proposta.

Na mesma época a InfoCorporate falou sobre BI e BPM. Em sua tradicional linha "jabá-quase-sem-querer" ou "engana-que-cio-gosta":

"O amadurecimento do BI e a chegada do BPM vão se tornar a mais nova aposta do mercado para conseguir justificar os investimentos em TI e fazer a tecnologia, finalmente, falar a língua dos negócios. Não é exagero dizer que o BI e o BPM devem se transformar quase em redentores dos CIO's, uma vez que prometem aumentar a performance operacional enquanto maximizam o valor dos sistemas já existentes nas empresas."

Saca só o trechinho em itálico. Ainda hoje, 3 anos depois, não consigo segurar a gargalhada. Redentores de CIO's?!? É o fim. Ou melhor, deveria ser.

Mas, como coerência e pontaria são raríssimas em nossa área, também em outubro de 2004 rolou o seguinte papo (na mesma InfoCorporate*):

  1. O depto de TI como o conhecemos deixará de existir;
  2. Infraestrutura de TI é commodity;
  3. TI deixa de ser área de suporte aos usuários;
  4. Não há mais espaço para profissional eminentemente técnico; e
  5. Ou o CIO torna-se um "executivo de processos de negócios" ou segue gerenciando ativos de TI, tornando-se, assim, um ser em extinção.
1.095 dias depois, o que mudou?

.:.

* Uma coisa mudou: parei de ler a InfoCorporate...