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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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O CEO da SAP, Mr. Henning Kagermann, deu uma entrevista muito esclarecedora prá Business 2.0 desse mês.

Ele detona o lado 'winner' de caras como Larry Ellison e Bill Gates. Diz não entender pq a Oracle quer tanto a Peoplesoft. Admite ter conversado com a MS sobre uma eventual junção (fala que só ouviu. Q a iniciativa foi da MS, tanto de propor quanto de retirar a proposta).

Até aí rolou legal, né?

Mas aí o cara me solta uma pérola: "O negócio vem em 1o lugar. As pessoas em 2o.". Qdo o R/3 não funciona é sempre culpa das pessoas. Flexibilidade é algo indesejável em software: o cliente tem q se submeter a "regras e processos" rígidos. E por aí vai...

Trata-se da 2a maior empresa de software do mundo... Tamo bem de líderes...

3 responses to "Explica muita Coisa"

  1. Pensamento típico de empresas alemãs. Todas elas são assim. Na minha humilde opinião, não estão errados. Podem não ser os melhores exemplos em se tratando de relações humanas, mas inegavelmente são os melhores em tudo o que eles resolvem fazer. A posição de segunda empresa do mundo de TI é um indicativo muito claro disso. Pense em qualquer coisa, e você vai achar os alemães entre os melhores produtores de tal coisa. You name it: carros, barcos, companhias aéreas, distros Linux (SuSE), a lista é interminável. Se quiser falar em serviços, as três maiores companhias de tranportes do mundo são alemãs (KN, Panalpina e Schenker). Será que eles estão errados ?

    Fabio Torre

  2. Peraí, não questionei a competência germânica. Mas vc concorda com a visão dele sobre software? Sobre flexibilidade das soluções? Peraí mano, uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa totalmente diferente... hehe

    Paulo Vasconcellos

  3. Em se tratando de ERP, especificamente, pra mim isso não soa absurdo. Nem pra mim nem pra ninguém que, como eu, acompanhou de perto implementações do R/3 ou de qualquer outro concorrente.

    Não é novidade pra ninguém: Processos Flexíveis Demais + Falta de Estratégia + CEO's perdidos + Maldito Jeitinho Brasileiro = Implementação Desastrosa de R/3. Quase todas, diga-se de passagem.

    Vi isso na Riachuelo, na Pirelli, na Johnson & Johnson, na Antartica e na Deicmar. Todos se enrolavam no mesmo ponto: o cliente hoje tá aqui, amanhã quer ir pra lá. O cliente não tem um processo lá muito bem definido, mas também não quer usar o sugerido. A famosa estratégia do dia. E tome nego de ABAP no Change Management. O módulo de tributação é um show à parte, que sofre com essa nossa carga tributária estapafúrdia, pra dizer o mínimo.

    Resumindo a história na visão da SAP: Não querem se submeter à "regras rígidas" ? Sehr gut. Vamos ver em quanto tempo enxergo o fundo do seu cofre.

    Fabio Torre

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