Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

Visite a nova versão em pfvasconcellos.net
Mostrando postagens com marcador exame. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador exame. Mostrar todas as postagens

Réquiem dos Pequenos

24 outubro 2008

O título aí é de um somzão dos Paralamas (Severino, 1994). A música me vem sempre que vejo alguém se "apequenar", amedrontar... acovardar:

te falta o gesto largo, a ébria poesia
TE SOBRA A PEQUENEZA, AS PEQUENAS CERTEZAS
como agenor dizia


Seth Godin falou sobre a mesma coisa no último domingo, comentando efeitos colaterais da crise financeira. A EXAME da quinzena apresenta o tema na capa: "Para Onde Ir Agora?". Traz uma pequena pesquisa com 268 empresas tupiniquins, de diversos portes. Eu já disse por aqui: crises assim são boas para que a gente saiba distinguir empresas-joio de empresas-trigo. Parece que temos uns 60% de empresas-joio por aqui...

60% daquelas que responderam que "o cenário de negócios para o próximo ano piorou". Tipo de profecia que força sua realização - questão de estado de espírito. Afinal, se ninguém sabe dizer o que está acontecendo ou o que vai acontecer, como o cenário de negócios pode ter piorado? Detalhe: apenas 2% (5.36 empresas que participaram da pesquisa) disseram que o cenário melhorou. Como fiquei louco para saber quais são elas. Quero comprar delas! Quero fazer negócios com esses 2% de empresas-trigo!!

Porque é esse o estado de espírito necessário em tempos de crise. Crise, lá na China, é Wei-Ji. "Problema + Oportunidade". Ok, todo mundo sabe disso. Mas de que adianta saber se não pensa assim? Só 2% de nossas empresas estão vendo as imensas oportunidades que a grave crise nos apresenta.

Já estou planejando 2009... e já "carquei" ali as mesmas metas que havia colocado para este ano: dobrar tudo! Dobrar o número de eventos, o faturamento, os serviços de consultoria e a audiência do finito. Metas humildes são bobagens! E em julho deste ano eu já havia dobrado toda a audiência que tive em 2007. Não.. hehe.. o faturamento não acompanhou a curva. Mas já fechei a "quota" de 2008. Atenção: não se trata de otimismo "babão / bobão". É tudo uma questão de estado de espírito. Sou um burro que só se move se a cenourinha na minha frente for grande e suculenta.

Mas tem gente que prefere sentar e chorar... 60% de "Hardy Har Har" lamentando: "Ó Céus, ô dia... justo agora que a gente tinha tudo pra crescer... justo agora que comprei aquele carrão de 100k em 100k prestações... justo agora..."

Mais Paralamas:

A VIDA NÃO TE INTOXICA ENQUANTO CONTAS TROCADOS
não vês o anzol e a linha da vida que passa ao teu lado
TE FALTA SUBIR AO MAIS ALTO, TE FALTA DESCER AO MAIS BAIXO
te sobra a maldita prudência, alegrias compradas a prazo

A "Melhores & Maiores", edição anual da EXAME, completa seu 35º ano de vida. Publicação chique, compilação necessária. Existem similares tupiniquins, mas nenhum atingiu o mesmo nível. Fiel retrato do mundo dos negócios (formais) de Pindorama, a "Melhores & Maiores" tropeça exatamente onde nossas empresas tropeçam. Nas mesmíssimas pedras.

A própria EXAME, na edição quinzenal, já dedicou capas e diversas páginas ao tema *Inovação*. Sabe que no século XXI este é um dos principais fatores de sucesso. De empresas e países. Mas seu guia com as "500 maiores empresas do país" simplesmente ignora o tema. Não deveria.

Ela já criou "bônus" para premiar Sustentabilidade e as melhores empresas para 'você' trabalhar. Deveria também inventar uma pontuação extra baseada em indicadores de inovação. Nada complicado: número de patentes registradas; participação de novos produtos no faturamento; coisas assim.

Apesar da fama de criativos, não temos tradição nenhuma de Inovação Empresarial. Quero crer que um primeiro passo já demos: reconhecemos a importância da inovação. O passo seguinte é buscar sua implementação.

Outra 'pedra' que compromete a acuracidade do retrato elaborado pela "Maiores & Melhores" é outro dado que escapa de sua análise contábil: a gestão de clientes. Aqui, mais que bônus, seria mais prática a adoção de uma penalização: quantas reclamações a empresa tem no Procon ou em agência reguladora? Quantos processos judiciais movidos por clientes a empresa responde? Campeãs do não-atendimento deveriam ter sua pontuação reduzida.

São critérios simples, de fácil verificação. Sua adoção pela "Melhores & Maiores" tornaria aquela publicação mais simpática. E, com certeza, mais real e útil.

Buenas e Malas

28 junho 2007

Época de Copa América. Tempo de gastar a mais maldita das línguas latinas: o portunhol. Ontem o nosso querido Galvão confundiu "esquina" com "argentina"... e estamos só na 1ª rodada! Mas o papo não tem nada a ver. Aliás, como o título deste post. Faltou inspiração.

A Exame da quinzena promete: tem Jobs na capa, e "7 lições da Apple"! (Sete?!?*) Chamadinha:

"A chegada do iPhone ao mercado americano é a mais nova tacada de uma companhia que se transformou num ícone do capitalismo. A edição de EXAME que circula a partir desta quinta-feira (28/6) mostra o que aprender com a surpreendente empresa de Steve Jobs."

Surpreendente mesmo. Afinal, não tem muito tempo, a mesma EXAME estava jogando uma pá de cal na empresa do Jobs. Era uma matéria sobre inovação. Aliás, uma varada n'água daquelas da famosa publicação da Abril. Algo como: "inovação não importa". Tsc. Pero, no geral, as matérias da EXAME são bem menos nocivas que aquelas de sua co-irmãzinha, a INFOCorporate (aka "Espelho, Espelho Meu").

Na prévia desta mesma edição tem outra chamada interessante:

"Fábricas de informação: A produção de programas de computação cresce no país e assume o papel das tradicionais linhas de montagem."

Dá-lhe peãozada!! Céus.. Trocaram "programas" por "software", e agora por "informação". Não repararam que o problema tá na palavrinha "fábrica". Mas deixemos o malho para depois da leitura.

.:.

Sete! Já cansei de dizer, 7, aqui nas Geraes, é conta de mentiroso. Tem gente que não entende o 'dito', mas é a pura verdade. Curto causo:

Na virada do século, a "empresa" obrigou boa parte de seus "colaboradores" a participarem de uma série de encontros com um "guru" bem 1/2 boca. O maior charlatão que já vi, depois de alguns políticos e neo-religiosos. E o cara toda hora apresentava uma listinha com 7 itens, bem na cola dos "7 hábitos das pessoas que não têm o que fazer". O cara era tão guru-falso-zen, que de hora em hora pintava no fumódromo. Então eu não conseguia escapar mesmo.

Como é difícil arrumar papo com almas tão altas, perguntei a razão do 7. Deveria ter ficado quietinho. Viajei das pirâmides do Egito até São Bento Abade, passando por teorias matemáticas de deixar Einstein boquiaberto. Tudo na duração de um mísero marlboro...

Como sou um mineiro infiel (que não sabe ficar calado em determinados momentos), falei que tinha lido em algum lugar que o "7" aparece tanto porque seria nossa capacidade "média" de armazenamento (nos nossos surrados cérebros). Pronto... cometi um sacrilégio. E, a partir daquele dia, o "guru" me pegou para "judas". Minha salvação foi um projeto ferrado! hehe.. Senão, não tenho dúvidas, o cara estaria tentando me "converter" até hoje.

Pois bem: hoje nas bancas tem EXAME e as "7 lições da Apple" que todo mundo deveria COPIAR... Não vi a revista, mas aposto que falta uma: a Apple não COPIA!