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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
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TI ("T" de Tapete)

02 setembro 2008

Desde o último dia 21 este artigo da ZDNet tá aqui no meu 'Read it Later'*. Título "contumbante", como diria o sumido corinthiano Sérrrrgio: 5 Assuntos 'top' que sua Equipe de TI precisa tratar mas tem medo de te contar. O artigo é curto e direto. E, claro, não gerou o 'bafafá' que deveria. É o tipo de coisa que ninguém quer ver ou debater. Se tem uma coisa que funciona bem em todos os departamentos de TI é seu tapete: escalável, sempre disponível e 100% garantido contra invasões. E dá-lhe "issues" varridas para baixo dele! As 5 listadas pelo Jeremy Chone são as seguintes:

  1. Não há história no código
  2. Não sabemos exatamente quantas aplicações nós temos ou como elas trabalham em conjunto
  3. Estamos ativamente procurando novos 'desafios' (ou empregos)
  4. Você não consegue mostrar o ROI
  5. Você precisa compartilhar sua visão
Lista eclética, não?

História no código! Ele quer dizer que não há documentação. Em 22 anos de carreira, nunca vi uma empresa com seus sistemas documentados. Quando alguma documentação existe, está pra lá de defasada. É uma questão tão cabeluda que merecerá melhor trato em outra oportunidade. No finito, porque é lá que corto cabelos.

O segundo ponto é, em certa medida, consequência do primeiro. Questão que só será resolvida quando as empresas entenderem que um Ativo de Software é um Ativo como qualquer outro. Suas cadeirinhas de R$ 50 merecem uma "plaquetinha de patrimônio", por exemplo. Ativos de software, que representam só o CONHECIMENTO da empresa, nunca mereceram o mesmo tratamento. Atenção: não estou falando de gerenciamento de licenças, ok? Dá um tempo!

Estranhei o terceiro item. Pensava que esse turn-over dinâmico-insano era uma peculiaridade tupiniquim. Ok, o Jeremy fala que lá na América do Bush (countdown: 3 meses) a taxa é de 22%. E acha ruim!?! Por aqui, onde não há medições formais, chuto que beiramos os 50%. Por baixo! Em algumas casas vendedoras de corpos (legais), a taxa ultrapassa os 70%. Problema delas e de seus clientes, certo? Ah, você é cliente ou vendedor de corpos (legais)? Hmm... Para onde irão as taxas agora que o mercado está superaquecido, hem?

Neste ponto o Jeremy destaca outra questão importante: as novas gerações não gostam de tecnologias 'jurássicas'. E a 1ª geração (de verdade) está em vias de se aposentar... Bom, isso deve preocupar menos por aqui. Afinal, temos Universidade "top de linha" que ainda ensina COBOL.

As questões 4 e 5, imho, estão supervalorizadas na lista. ROI é matemática. Ah... e a compreensão do valor que será gerado (ou custo que será economizado) pelo negócio. Acho que aqui é mais uma questão de entender o negócio do que de fazer conta. E esse papo de "compartilhar visão" é paroletion. TI precisa entender o negócio que a banca. Sem isso, não há "visão" que se sustente.

.:.

* O "Read it Later" é a melhor extensão do Firefox dos últimos tempos. Não gaste mais seu "Favoritos" com coisas temporárias. Como ninguém pensou nisso antes?

SOA: Duas Caras

01 outubro 2007

Uma cara tá bem documentada no Flashback do mês. Desatualizada? Então saca só um trecho de um anúncio de um evento tupiniquim sobre SOA:

Em um mercado feito de buzzwords, a palavra da vez é SOA. Nos últimos anos, a popularidade da arquitetura orientada a serviços cresceu dramaticamente e as taxas de adoção também vêm aumentando significativamente. Localização geográfica, porte ou segmento de atuação não interferem, todos querem SOA.


Os negritos não são meus!

A cara tupiniquim tá com uns 2 anos de atraso. Cágados míopes e mancos? Pode ser. Resta torcer para que não repitam o caminho que o Zapthink acaba de comentar em "Who's Killing SOA?". Saca só o trechinho sobre CIO's:

You'd think that every CIO would be all over SOA. After all SOA can reduce integration cost, increase business visibility and agility, increase asset reuse, and ease regulatory compliance. What's not to love? For any organization that faces any or all of these problems, SOA is a no-brainer. And yet, the CIO is rarely the SOA champion for the IT organization.

The reasons for this lack of insight are many and varied. Many CIOs are nontechnical, and as a result don't understand, and often fear, architecture of any kind. Others are so driven by quarterly results that a long-term, iterative initiative like enterprise SOA is out of the question. Still others insist on project-based IT funding to meet the needs of individual lines of business, a funding mechanism virtually guaranteed to slow down any initiative that seeks to reuse assets across the IT organization the way that SOA encourages.

Fortunately, you can recognize clueful CIOs because they understand the business value SOA can provide, they are willing to fund initial SOA iterations, and as the IT organization delivers value with those early projects, the CIO authorizes more of the same. Unfortunately, however, such executives are few and far between.



Enquanto a outra cara falou que "não há espaço para profissional (CIO) eminentemente técnico", saca só o trecho com negrito (meu).

graffiare #412

18 abril 2007

You might have expected, as I had, that most Chief Information Officers wanted to know about the latest trends in technology so they could keep ahead of the curve. Nothing of the sort. CIOs, it turns out, are mostly business people who have been given the thankless job of keeping the lights on, IT wise. And the best way to ensure that they stay on is to change as little as possible.

That puts many CIOs in the position of not being the technology innovator in their company, but rather the dead weight keeping the real technology innovators--employees who want to use the tools increasingly available on the wide-open Web to help them do their jobs better--from taking matters into their own hands.

- Chris Anderson (autor de "The Long Tail")