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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Ao comentar o lançamento do Google Chrome cometi o velho engano das metáforas misteriosas: jogo, tabuleiro, regras?!? Pra que tanto enigma, não é mesmo?

"Organizar todas as informações do mundo" é a missão da Google. O "todas", que um dia imaginamos que seriam apenas (!) aquelas disponíveis nos zilhões de web sites, ficou maior de uns tempos pra cá. Agora engloba também nossos vídeos, textos, planilhas eletrônicas, fotos, amigos, colaboradores, espirros & puns... Uma baita nuvem. E, de repente, "organizar as informações" deixou de ser suficiente. Ou, colocando de outra forma, a organização não faz sentido se não facilito o acesso a elas. Entra o Chrome. O browser que terá uma íntima relação com todos os serviços da Google - coisa que ela não conseguiria com nenhum outro.

Serei meio redundante, mas preciso reproduzir as palavras de Jason Perlow (ZDNet):
Instead of taking Internet standards and making their own proprietary extensions to try to control a platform, Google is going to do with Chrome what Microsoft is doing with .NET and Silverlight — create a web-based application deployment platform that is fully optimized for use with Google’s online services, such as their core search engine, their Google Office suite, GMail, Google Maps, Google Base, and Google Everything Else. In effect, Chrome will become the new computing platform to compete with Windows, the Mac and even iPhone. So in essence, they are “Extending” their own online platform to a browser platform which they can have full control over and optimize for use with their own online properties — such as with the built-in Gears functionality. The ultimate expression of eating your own dog food.
Não fui o único a apontar que o Chrome não mira apenas a MS. Acerta a Apple também. Aliás, acerta todo mundo. E deve ter um efeito colateral indesejado (por este que vos escreve e, talvez, pela própria Google): ele roubará share do Firefox. É inevitável. Quem usa o Firefox já experimentou outros browsers. E vai experimentar o Chrome. Aqueles que usam e abusam dos outros serviços Google não sentirão saudades de ninguém. E ficarão com o Chrome. Em definitivo! Chute meu: O Chrome terá, no mínimo, 10% de share em menos de 6 meses!
Hmm... chutei baixo. Mas considerei que o Firefox tem só (!) 20%.. e a versão 3 é animal.

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Comentei ontem a reescrita da VM Javascript. Alguns comparativos já foram publicados:


Só uma construção do zero permite tamanho ganho de performance. E velocidade é uma característica da Google desde seus dias de bebê. Me lembro bem da cara de espanto de alguns colegas da B&F, em 98, quando lhes mostrei o mecanismo de buscas Google. A diferença de performance, comparando com Yahoo, Altavista e Exciter, devia ser a mesma que o gráfico acima ilustra (entre Chrome e IE7). E, lembrem-se: trata-se de uma versão beta!

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Ok, foi um post "entusiasmado". Começando pelo título. É claro que a Google não é a nuvem. Mas que deseja sê-la, disso não tenho dúvidas. Conseguirá? Só o tempo dirá... O fato é que a Google é a única empresa que demonstra entender bem seu tempo e seu horizonte.

ps: Surrupiar Gilliard é imperdoável!

1 response to "Aquela Nuvem que Passa lá em Cima sou Eu, Google"

  1. É isso mesmo. Acertou na veia!

    antoniofonseca

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