Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Sites de relacionamento já deram no saco (sorry). É muita coisa para administrar. Deixei o Orkut em quarto plano. Só não cometo o tal 'orkutcídio' porque tenho informações valiosas lá. Os aniversários de meus contatos, por exemplo. Como o iGoogle traz os lembretes, só acesso o Orkut quando recebo algum scrap. Caso contrário, ele vive no limbo. O Orkut tem um defeito de nascença, uma falha arquitetônica gravíssima em tempos de Web 2.0: não é extensível. Aliás, ele não é uma PLATAFORMA.

O Flickr é só um brinquedinho ocasional. Raramente deposito lá algumas fotos. Aliás, raramente tiro fotos. Mas ele me serve muito como fornecedor de matéria-prima. Sua seção de fotos Creative Commons é imbatível. E como o pessoal "tagueia" legal por lá, é relativamente fácil achar belas fotos com uso liberado.

É engraçado, mas raramente vejo alguém utilizar o Del.icio.us como um site de relacionamentos. Eu mesmo vivo esquecendo desta possibilidade. Mas acho que a falha é do Yahoo. Eles não sabem tirar proveito legal da combinação Portal (personalizável), Flickr e Delicious (acho que agora o nome é este).

Tem outro que uso (muito! - 16.500 faixas desde mai/06) mas não tenho nenhum "contato": a Last.fm. É fantástico e nada intrusivo. Ele "loga" tudo que ouço. E abastece dois dos meus blogs, além do meu novo (quase) vício: o Facebook.



Estou lá há poucas semanas. Aos poucos ele me forçou a acessá-lo, pelo menos, uma vez por dia. Ainda tenho só 14 contatos (sou um cara muito carente... pouquíssimas amizades.. :) hehe.. Mas não entendi porque ainda não aconteceu uma corrida louca do Orkut para ele. Será que é pq não está em português? Hehe.. tem gente gostando da "restrição". Mas o Facebook não corre o risco de virar um desfile de bullshitagens e spams. Ele tem umas travas legais. Tanto que o Mini-Microsoft teve que sair de lá (não pode ser anônimo nem atacar uma pessoa, grupo ou empresa). Ops.. será que corro risco? Não.. uso só o Graffiti para destilar pinga-venenosa... O Facebook tem outros fins.

Mas quais serão? Acho difícil ele alcançar o nível "profissa" do LinkedIn. Aliás, por falar nele, não entendi como nenhum grandão ainda não o comeu. O LinkedIn é ótimo para relacionamentos com fin$.

Mas o Facebook também pode virar. Afinal, ao contrário do Orkut, ele é uma PLATAFORMA. Pra lá de extensível. Todo dia pinta uma nova aplicação, desenvolvida por terceiros. Ou seja, o Facebook pode virar tudo. Ok, 95% das aplicações são bullshitagenzinhas. Mas nada impede usos mais sérios que um jogo de poker ou um SuperHiperWall. Aliás, adorei os "walls". O Graffiti merecia um, hehe..

Minhas músicas da Last.fm já pintam direto no Facebook. Posso gerenciar fotos e vídeos. Posso criar grupos pessoais e profissionais. Posso divulgar eventos e afin$. Resumindo: o Facebook pode matar os serviços "fechados" (como Orkut e equivalentes, mesmo os tupiniquins) e iniciar uma nova época do darwinismo digital. Ia ser uma boa. Porque é muito trampo administrar tanto site de relacionamento. Para um "carente" de contatos então, é uma relação "custo x benefício" que não se justifica...

Ops.. 20h30.. hora de pintar n'outro site de relacionamentos: no boteco da esquina. Pra ver Mengo x Bambi's...

Provocação (graffiare) para este post, de Seth Godin:

Organizing the world's information is a laudable goal.
But we're only an inch down the road.

Seth fala dos mecanismos de busca, e sua ineficácia quando queremos fazer buscas "horizontais" - alternativas, sugestões, conjuntos lógicos. Seth não fala sobre a principal barreira para a implementação de buscas mais ricas: nossas informações são burras. Elas não se conhecem e não se explicam. Sim, estou (de novo!) falando de meta-dados, web semântica e afins. E o Seth acertou no diagnóstico: caminhamos só alguns centímetros nesta estrada de milhares de quilômetros.

Geralmente sou um otimista mas, neste caso, nada abala meu ceticismo. Vou dar alguns exemplos práticos:
  • Quando você ripa um CD, ele busca informações (nome da música, artista, álbum, ano...) em uma base de dados disponível na Web (CDDB, FreeDB...). Não raro, alguma informação vem incorreta. Na realidade, o próprio modelo do banco é falho (discos duplos são um pesadelo que, pelo que eu saiba, só o Amarok soube resolver). Estatística pessoal: de cada 10 CD's que ripo, uns 4 demandam correção de tags.
  • Músicas baixadas então, são um show de desinformação (particularmente aquelas compartilhadas por tupiniquins). Não raro, não há nenhuma tag preenchida.
  • Gosto do exemplo das músicas porque é o tipo de mídia que mais circula na Internet. Se as tags não estão legais, seu iPod ou qualquer media player fica, literalmente, perdidinho. E você também. Mostro o que estou ouvindo até aqui no Graffiti. O "dedo-duro" é a last.fm. Se as tags estão erradas, o serviço simplesmente recusa a faixa enviada. Mas vamos sair das músicas.
  • O MS Office e seu irmão legal, o OpenOffice, permitem a colocação de tags em todos os documentos. Chute: nem 5% dos usuários utilizam o recurso. Então, quando fazemos uma busca por determinado tipo de conteúdo, o mecanismo tem que ralar olhando "dentro" do documento.
  • 5% é um número otimista. Se 5% de todo o conteúdo disponibilizado na web estivesse devidamente classificado, já teríamos algumas buscas mais ricas.
  • Como eu disse em outra oportunidade, nunca haverá um esforço estruturado para "organizar" a web. A coisa acontecerá "de baixo para cima", de forma totalmente voluntária. Del.icio.us, Flickr, YouTube e outros serviços são os melhores exemplos.
  • Mas, saca só minha "nuvem de tags". Mesmo o chato e sistemático aqui conseguiu fazer uma bela zona. Tags são abandonadas. Algumas têm uma grafia só entendida pelo seu autor. Como é algo orgânico (humano) e totalmente livre, eu nunca terei uma "nuvem perfeita".
  • O que não será necessariamente um problema, no dia em que TODO MUNDO tiver sua "nuvem de tags". As ligações entre páginas e tags serão a principal variável dos mecanismos de buscas. Mas quanto TODO MUNDO terá sua "nuvem"?
  • As maiores interessadas deveriam ser as empresas. Alguém aí conhece alguma que tenha seu "del.icio.us" particular?
  • Sem um rico catálogo de meta-dados, falar em business intelligence, data mining e afins, é tão esperançoso quanto querer ganhar o mundial de Fórmula 1 com a Honda e o Rubinho.
.:.

Encerrei o post e pintou uma dúvida: por que o Google não gosta de tags? Uma suspeita: num mundo de informações "organizadinhas", o Google perde muito de seu apelo. Ou seja, a bagunça lhe interessa.

Sinceridade é isso aí

10 agosto 2007

Internal Error

Apologies, it seems something is horribly wrong with our code.

If you keep receiving this message, please send us a message with the offending URL.



Gosto do Del.icio.us por 'n' fatores. Um é a estabilidade. Tanto que, em uns 2 anos, é a primeira vez que vejo uma mensagem de erro deles. "Algo horrivelmente errado com nosso código!?!". Ah, se todos fossem assim tão abertos e sinceros. Lembra o "Mentiroso" do Jim Carrey? Então, se sinceridade máxima fosse norma, numa certa plataforma veríamos mensagens assim:

"Fatal Internal Error
Caraca véio! É a 17ª vez hoje, né? Pedimos desculpas. Acontece que nosso código é tão bugado que fica difícil segurar essa demanda teimosa. Tamo dando conta não de tanto crash. Faz o seguinte: dá um tempinho d'uns 30 dias pra gente. Te mandaremos um email informando a data do próximo Service Pack. Tks!

Btw, hoje é SEXta. Cai fora e diz pro chefão que a culpa é nossa!

Obs: se nosso site de metereologia estivesse funcionando eu até te diria se dava pra pegar uma prainha hj..."