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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Sorte que o mecanismo de buscas aqui do Graffiti funciona direitinho. Tá lá em 25 de janeiro de 2005 um dos meus primeiros posts sobre o aguardado (?) browser da Google. Agora, 44 meses depois, não se trata mais de boato. Rolou até história em quadrinhos para justificar a empreitada. Mas duas questões permanecem sem respostas: i) Faz sentido (o lançamento de um novo browser)?; e ii) Se sim, porque a Google demorou tanto?

A Google, nesse meio tempo, virou uma das principais 'distribuidoras' e patrocinadoras do Firefox. Em troca do favorecimento de seu mecanismo de buscas naquele paginador web, a empresa de Brin & Page colocou uma bela grana na Mozilla, organização que o desenvolve. O contrato entre elas só caduca em 2011. Desde o início da parceria a participação do Firefox praticamente dobrou, batendo em 20% de market share. É um crescimento expressivo. Mas, ao que parece, não o bastante para a turma da Google.

Browser é plataforma. Até o Bill Gates percebeu isso, em 2006. Para o modelo de negócios da Google, é a única plataforma (cliente) que interessa. Claro, desde que ele rode em micros (com qualquer sistema operacional), celulares, TV's, carros e secadores de cabelos. Sua independência de plataforma deve ser real - sem gambiarras. Por isso uma característica do Chrome chama tanto a atenção: a Google reescreveu (do zero) a VM Javascript. A Google joga praticamente todas as fichas em aplicações que rodem exclusivamente no browser. Porisso uma VM performática (e estável) é fator crítico de sucesso.

Mas a questão é: faz sentido que ela tenha um browser? A Mozilla não lhe entregaria tudo que ela precisa? O "Não" para a segunda questão justifica o "Sim" da primeira. Apesar do Firefox 3 ser um belo produto, ele está longe de atender todos os requisitos da Google.

O que nos leva para a segunda pergunta lá do 1º parágrafo: por que demorou tanto? Como meu primeiro link lá em cima mostra, em 2005 a Google já contratava especialistas em browsers. Eles não demoraram 44 meses para desenvolver um, né? Acreditando que não, só posso chutar que a demora ocorreu por um excesso de confiança na parceira Mozilla. Esgotada a paciência, agora a Google tem em mãos todas as peças básicas (incluindo o Android).

O desespero que bate em outras praças (de Redmond e Cupertino), quando não motivado pela falta das peças, é fruto do total desconhecimento sobre a localização do tabuleiro, as regras do jogo... enfim, qual é o nome do jogo?

.:.

Atualização (03/set): Scott Berkun, que trabalhou no IE entre as versões 1 e 5 e há tempos é um fiel usuário do Firefox, já fez uma breve avaliação do Chrome. Resumo: destacou algumas bobeirinhas mas, no geral, gostou do que viu. O Chrome é leve e apresenta algumas inovações interessantes.

Como o beta só foi liberado para Windows, fico devendo meus pitacos.

Lixo de Padrões de Lixo

17 março 2008

Joel Spolsky (JoelOnSoftware), acabou de publicar um excelente artigo sobre Padrões, IE(8), pragmáticos, idealistas e trotskyistas.

Google Maps no IE8. 80% dos sites não "funcionam" no novo browser.

Joel foi muito didático em seu texto, provando que a (tardia) promessa da MS (IE8 finalmente respeitará padrões!) só criará mais problemas. Para ela própria e claro, como sempre, para seus usuários. O texto é longo, mas vale cada frase. Aperitivo:

Almost every web site I visited with IE8 is broken in some way. Websites that use a lot of JavaScript are generally completely dead. A lot of pages simply have visual problems: things in the wrong place, popup menus that pop under, mysterious scrollbars in the middle. Some sites have more subtle problems: they look ok but as you go further you find that critical form won’t submit or leads to a blank page.

These are not web pages with errors. They are usually websites which were carefully constructed to conform to web standards. But IE 6 and IE 7 didn’t really conform to the specs, so these sites have little hacks in them that say, “on Internet Explorer… move this thing 17 pixels to the right to compensate for IE’s bug.”

And IE 8 is IE, but it no longer has the IE 7 bug where it moved that thing 17 pixels left of where it was supposed to be according to web standards. So now code that was written that was completely reasonable no longer works.

A MS pagará caro por não ter respeitado padrões desde sempre. O problema é que todos os seus usuários, como contribuintes, acabarão arcando com os custos. De novo!

Browser 2.0

05 julho 2007



Ligadíssimo na Web 2.0? Curte toda a interatividade? Você bloga, flicka, orkuta e tuba? Então periga que teu próximo browser seja o Flock. Ele tava sumidão, mas pintou com uma versão 0.9 bastante promissora.