Chrome :: O Browser da Google [Atualizado]
02 setembro 2008
Sorte que o mecanismo de buscas aqui do Graffiti funciona direitinho. Tá lá em 25 de janeiro de 2005 um dos meus primeiros posts sobre o aguardado (?) browser da Google. Agora, 44 meses depois, não se trata mais de boato. Rolou até história em quadrinhos para justificar a empreitada. Mas duas questões permanecem sem respostas: i) Faz sentido (o lançamento de um novo browser)?; e ii) Se sim, porque a Google demorou tanto?
A Google, nesse meio tempo, virou uma das principais 'distribuidoras' e patrocinadoras do Firefox. Em troca do favorecimento de seu mecanismo de buscas naquele paginador web, a empresa de Brin & Page colocou uma bela grana na Mozilla, organização que o desenvolve. O contrato entre elas só caduca em 2011. Desde o início da parceria a participação do Firefox praticamente dobrou, batendo em 20% de market share. É um crescimento expressivo. Mas, ao que parece, não o bastante para a turma da Google.
Browser é plataforma. Até o Bill Gates percebeu isso, em 2006. Para o modelo de negócios da Google, é a única plataforma (cliente) que interessa. Claro, desde que ele rode em micros (com qualquer sistema operacional), celulares, TV's, carros e secadores de cabelos. Sua independência de plataforma deve ser real - sem gambiarras. Por isso uma característica do Chrome chama tanto a atenção: a Google reescreveu (do zero) a VM Javascript. A Google joga praticamente todas as fichas em aplicações que rodem exclusivamente no browser. Porisso uma VM performática (e estável) é fator crítico de sucesso.
Mas a questão é: faz sentido que ela tenha um browser? A Mozilla não lhe entregaria tudo que ela precisa? O "Não" para a segunda questão justifica o "Sim" da primeira. Apesar do Firefox 3 ser um belo produto, ele está longe de atender todos os requisitos da Google.
O que nos leva para a segunda pergunta lá do 1º parágrafo: por que demorou tanto? Como meu primeiro link lá em cima mostra, em 2005 a Google já contratava especialistas em browsers. Eles não demoraram 44 meses para desenvolver um, né? Acreditando que não, só posso chutar que a demora ocorreu por um excesso de confiança na parceira Mozilla. Esgotada a paciência, agora a Google tem em mãos todas as peças básicas (incluindo o Android).
O desespero que bate em outras praças (de Redmond e Cupertino), quando não motivado pela falta das peças, é fruto do total desconhecimento sobre a localização do tabuleiro, as regras do jogo... enfim, qual é o nome do jogo?
Atualização (03/set): Scott Berkun, que trabalhou no IE entre as versões 1 e 5 e há tempos é um fiel usuário do Firefox, já fez uma breve avaliação do Chrome. Resumo: destacou algumas bobeirinhas mas, no geral, gostou do que viu. O Chrome é leve e apresenta algumas inovações interessantes.
Como o beta só foi liberado para Windows, fico devendo meus pitacos.




