Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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graffiare #450

17 março 2008

It has become clear to me that SOA is not working in most organizations.
...
The techies just can’t sell SOA to the business. They have yet to demonstrate how all this infrastructure yields any business value.


- Anne Thomas Manes



Dona Anne confirma aquele que era meu maior temor quando publiquei meu primeiro estudo sobre SOA: TI colocando sua cara e morosa carroça na frente do mansobovino negócio. Como canta o Pearl Jam (em "Crazy Mary"), "That WHAT you fear the most, could meet you halfway".

Até quando TI seguirá, SISTEMATICAMENTE, matando boas novas?

No início do século a vítima foi CRM (Customer Relationship Management). Apesar de centenas de avisos, muitos saíram torrando tufa$ em ferramentinhas que meses antes eram só SFA (Sales Force Automation) ou só uma aplicação(zinha) de help-desk. Como li num lugar esquecido, "'animais' que foram marcados (a ferro) com a sigla da moda, CRM". Resultado: 80% de projetos fracassados.

Agora é SOA que pasta sem gerar a "energia" requerida pelo bovinomanso negócio. Começaram onde? Licenciando ESB's (Enterprise Service Bus), com certeza. E fingindo (ou pretendendo) que aquele amontoado de Web Services é sinônimo de arquitetura. Tsc, tsc...

Empresas sérias começarão a proibir que a área de TI tenha qualquer tipo de iniciativa. Mesmo que seja um happy-hour, amigo-oculto ou um churrasquinho no final de semana. É que começarão pelo orçamento e pelas ferramentas e tecnologias, esquecendo-se do essencial. Do negócio!

M&A Tupiniquim

11 março 2008

Logo que saiu aquela fusão de 'costureiros', há uns 2 meses, eu ameacei chorar aqui que nossa área merecia algo parecido. Na verdade, desde a pré-história do Graffiti eu reclamo que nossa área merece um pouco de consolidação. Breve seleção:

Mas eu comecei 2008 um pouco mais otimista:

... deve haver algum movimento de consolidação de "padocas". Trata-se de um modelo que depende de muita escala, muitos clientes. Como freguês que fala inglês anda difícil, a saída (imaginada por eles) é aumentar a carteira de fregueses tupiniquins. E eles sabem que o atalho é a aquisição de carteiras, não a conquista real. Um atalho que vem antes, a abertura de capital (que gera a grana necessária para bancar aquisições), será tomado. Por poucos. Exigências da CVM espantam muitas "padocas".

Para a minha felicidade, a pequena-mega-fusão noticiada na última EXAME é bem melhor que a que 'previ' acima. E não se trata de padocas! Automatus, Dedalus, Intelekto, Biosalc, Trellis, Visionnaire e Volans são as 7 empresas "fundidas". A união se chama Virtus.Uma combinação jóia de produtos e serviços, inclusive com braços 'especialistas' (no agro-negócio, por exemplo). Ou seja, quase uma fusão integral daquilo que chamo de 'boutiques'.

A primeira vista, a união parece tão eclética quanto aquela fusão de 'costureiros'. Quero crer que a diversidade foi planejada. As unidades permanecerão semi-autônomas por um tempo, o que faz sentido. Resta torcer para a operação funcionar. Assim, quem sabe, outras médias e pequenas empresas tupiniquins se animam a abandonar a solteirice e realizar casamentos que têm tudo para serem mais promissores que Softex e afins.

Pois é, vou começar uma pequena série (sem um número pré-definido de capítulos) para compartilhar minhas experiências como "home worker" (ou "do lar", como queiram... hehe). Há tempos ensaio este ensaio, mas a provocação definitiva veio d'um grupo 1/2 mala, falando da viabilidade da profissão de "consultor". Em uma ou outra mensagem, se bem entendi (li com uma má vontade daquelas), o pessoal estava desencorajando um cara com feições de "?". Tipo: "só se se tornar consultor for a sua última alternativa"! Então vou falar do trampo de "consultor independente", posicionamento, preços, como é o trabalho "do lar", facilidades e dificuldades, investimentos, montagem do escritório etc etc.



Independente?

Nada mais mentiroso, como já comentei aqui. Quando você abre mão de um patrão e de toda a estrutura que uma empresa oferece, você fica ainda mais dependente. Dependente de uma boa rede de contatos, de bons parceiros comerciais. Mas, antes de mais nada, você depende de uma cristalina posição:

  • o que você quer levar para o mercado?
  • por que sua proposição é melhor do que aquelas que são oferecidas por empresas?
  • para quem ela é melhor?
Insisto na criticidade desta definição porque sofri e ainda sofro muito com ela. Alguns serviços que ofereço no finito são um tanto nebulosos para muita gente: "Administração de Ativos (de software)"?!? Sou teimoso (e a teimosia é um defeito necessário), e manterei estranhas ofertas ainda por um bom tempo. Mas seria suicídio manter um portfólio integralmente "estranho". Ofertas "populares" - fáceis de explicar e vender - são fundamentais.

Acredito que um portfólio "perfeito" de produtos e/ou serviços exibe claramente três categorias:
  • Troco: produtos de baixo preço ou serviços de curta duração. O nome diz tudo: eles geram o "troco", aquela graninha pequena bem útil para pagar as contas básicas e fixas. 20% do tempo (e qq outro recurso) é dedicado para esta categoria.

  • Lucro: para ficar "chique", este é o seu "core business" - o conjunto de seus produtos e/ou serviços principais. É daqui que vem a grana boa, o "lucro" real. 70% dos recursos (inclusive o tempo) é consumido aqui.

  • Truco: saca aquele jogo de cartas? Então, esta categoria é sua aposta. Aquela idéia ou projeto que pode "mudar a sua vida". Como é de alto risco e quase sempre complexo, não merece a dedicação de mais do que 10% dos seus recursos.
Se eu fosse um verdadeiro cara-de-pau eu patentearia o modelo acima. Se... Na realidade é uma evolução do mítico-modelito da Google (20% do tempo de seus colaboradores é dedicado a "projetos paralelos e pessoais"). Proponho a divisão 70-20-10. Seu perfil é mais "agressivo" e seu caixa tá legal? Então jogue mais truco. És muito conservador? Brigue pelo troco. As variações vão do gosto ou situação de cada um. Só não aconselho o abandono de uma das categorias - nunca! A menos que você tenha se tornado milionário. Neste caso, não se esqueça dos amigos, ok?


Viável?

Voltemos ao ponto-estopim desta série: vale a pena ser consultor "independente"? Não vou cair naquele velho e monótono papo sobre a irregularidade das receitas, a insegurança e coisa e tal. A questão é: vale a pena?

Uma coleção de "dependes":
  • você bateu no "teto" da vida corporativa? ou
  • simplesmente não tem mais saco para enfrentar o dia-a-dia de uma empresa?
  • enxerga uma série de oportunidades (ou uma muito grande) que não é percebida pelo seu empregador?
  • acredita que pode ser mais produtivo em carreira solo?
  • acredita que pode ser mais lucrativo em carreira solo?
Se respondeu "sim" a qualquer questão acima é um bom começo. Mas, por favor, não faça como o louco aqui que entrou (caiu) de cabeça sem um mínimo de planejamento. Acabei de completar 2 anos em carreira solo, e só agora vejo algum resultado. Tenho certeza de que, com um pouquinho de planejamento, o caminho teria sido bem mais fácil. E onde começa o planejamento? Oras, na definição de um bom portfólio (seguindo ou não as dicas que dei no tópico anterior).

Para encerrar este primeiro capítulo um alerta: se você tem filhos (não os tenho) ou responsabilidades afin$; dívidas (ou responsabilidades afin$); ou qualquer outra coisa que dependa muito de uma remuneração fixa, pense 100 vezes antes de fazer o movimento. E o faça aos poucos, desenvolvendo um site e material de apoio; construindo uma rede de contatos diretamente ligada às suas ofertas; fazendo pesquisas e testes; enfim, conversando muito.

Vou repetir uma dica que dei tratando d'outro assunto: Relacionamentos -> Conversas -> Transações.

Crie Relacionamentos. A melhor forma que conheço é com geração de conteúdo. És especialista em alguma área? Gosta dela? Então crie conteúdo sobre ela (artigos, eventos etc). E gere relacionamentos a partir dela. Deles virão as Conversas. O mercado ficará melhor delineado. As oportunidades serão mais evidentes. Consequentemente, suas chances de gerar Transações serão consideravelmente maiores. Fácil? Se fosse, todos fariam. Não se iluda: é trampo pesadíssimo.

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No próximo capítulo vou falar exclusivamente sobre Preços e Estratégias de Precificação. Se tem uma coisa medonha em nossa área é esse papo de "homem/hora". Dá pra ser melhor, né?

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A imagem utilizada neste artigo fica na minha cara todo dia. É um quadrão com mais de 2 metros de comprimento. Um imenso "cut+paste" de átomos que fiz lá nos tempos de Pearl Jam, Nirvana e Luana Piovani. Bons tempos!

Já o coitado do Graffiti, tsc tsc... Em seus quase 4 anos de idade, ele nunca ficou 3 semanas tão abandonado. Então é hora de tirar aquelas inevitáveis teias de aranha, né?

Antes, uma coisa gozada: apesar do abandono, a grande-pequena média de visitas diárias não mudou. Explicação: o Google adora mandar gente pra cá! As buscas mais estranhas geram visitinhas. Conteúdo estranho e eclético é assim mesmo... Anteontem recebi um email d'um cara me pedindo dicas sobre graffiti's - aqueles que são pintados em muros alheios!! Céus...

Mas, diz aí, o que aconteceu nas últimas 3 semanas? No meio da minha correria, que além dos eventos finito agora envolve também algumas consultorias, fiquei meio desligado.

Pela falta de barulho, sei que o casório MS++Yahoo ainda não rolou. Coitada da MS, além de toda ansiedade natural de um noivo (desastrado e não desejado), ainda tem que ficar brigando com aqueles europeus teimosos que insistem em belicar 5% de seu faturamento bruto. Pior: teve que aguentar o DoJ (Depto de Justiça) estadunidense revelando uma parte bem feia de suas entranhas: aquela gambiarra (reduzindo specs e reqs do Vista) para agradar a coitada da Intel. Para coroar inferno astral tão duradouro, Tio Bill não é mais o 2º homem mais rico do mundo. Dá dó.

Quase tanta quanto a que senti ontem, analisando uma centena de currículos. Um dos meus fregueses precisa d'um gerente bem especial: operações + help-desk (com quedinha por desenvolvimento - alguém que não plane na mayonaise quando o assunto é manutenção, relacionamento com desenvolvedores etc etc). O anúncio foi publicado em dois grandes "sites". O resultado é lamentável. Tem gente que atira para tudo quanto é canto. Tem gente que não aprende que um CV deve ter, no máximo, 3 páginas. Tem gente que não entende que quando o anúncio pede a pretensão salarial é pq tal informação é crucial no processo de seleção. Tem gente que não aprende...

E quer emprego? Quer salário legal? Quer novos desafios? Pôxa... então presta atenção, né?

Mas não são esses que dão dó. São aqueles que mostram no currículo como sentem a falta d'uma bússula, de uma visão de carreira. Gente com 15 anos de carreira errática, tortuosa, indefinida. E aqueles que não duram 3 meses num emprego. E aqueles que fazem curso de tudo, de C++ até CorelDraw.

Há tempos eu não fazia isso. Me fez lembrar da época de gerente: é o 2º pior trampo que existe. Só uma coisa é mais desagradável do que analisar currículos: é despedir por ter analisado errado.

Voltemos aos casórios. Afinal, rolou um com noiva tupiniquim: a Tectoy. O noivo estranho é a Qualcomm. Pois é, aquela. O interesse em questão atende pelo singelo pseudônimo "Jeanie". E, pela enigmática matéria que pintou na Folha do último sábado, parece ser coisa de "gênio" mesmo. Saca só: "A Folha apurou que o objetivo é lançar, no final de 2008, um brinquedo digital que conversará com as diversas tecnologias existentes atualmente". Wow!!

Torço para que não seja um hub(zinho) a la Windows Media Center. Se for, nasce morto. Não há espaço para "centralizadores", ainda mais em residências. O que precisamos é que todos os nossos badulaques modernosos conversem com todos os outros badulaques, e não só com aqueles "existentes atualmente". A tecnologia tá toda aí. É só uma questão de "vontade política". Mas... pôxa... que a Tectoy nos brinde com um produto realmente inovador.

Que salada de assuntos, hem? Sorry... espero recuperar o ritmo normal em breve. Inté!

Grafei errado, acertei no chute. O leilão pelo Yahoo começou. Rupert Murdoch (não Murdock, como escrevi) realmente tem interesse no Yahoo. Interesse lógico e legítimo de quem pagou uma fortuna pelo MySpaces e ainda não sabe direito o que fazer com aquilo.

Gozado mesmo é o comentário do Roberto X: o Yahoo será salvo do terrível dragão (MS) por um tubarão faminto (News Corp). Tem mais: ele gostaria muito de ver uma reunião entre Ballmer e Murdoch. Na verdade, ver quem sairia vivo da reunião! Haha.. Murdoch falaria que agora é adepto do Scrum (não pode ter cadeira na sala).

Eu falei em US$ 35 por ação. Roberto X chuta que US$ 40 é o número "mágico". Enquanto o Ballmer faz contas (em Excel?!?), outra turma da MS prepara a cama. Segundo a Mary "Jo Jo Gunne" Foley, a MS está preparando outra grande "reorg". E o novo (hipotético) desenho foi feito para acomodar a cambada do Yahoo. Certeza da aquisição? Parece que sim.

Mas, como o Antônio Fonseca havia adiantado por aqui - via comentário, a fusão MS+Yahoo mexe em outro vespeiro. Saca só este artigo do Larry Dignan (ZDNet):


Microsoft would give Yahoo technology, but not the type it wants. Almost instantly you’d have a Windows (Microsoft) vs. open source (Yahoo) on the backend technical infrastructure. Who needs those religious wars?