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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
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2009 é realmente o Ano 'A'?

12 fevereiro 2007

Em 28/nov/06 eu afirmei por aqui: 2009 é o ano 'A'! Comentava um artigo do Erik Smith, CEO da Google.

Um dos dois lados da briga acaba de confirmar meu chute: o Windows 7 deve ser lançado em 2009.

Como a MS é péssima em estimativas, melhor eu não contar muita vantagem não. Ainda não. Até porque parece que ninguém sabe o que será o Windows 7. E, aqui em Minas, 7 é conta de mentiroso. Melhor se tivessem mantido o codinome "Vienna".


Obs.: Passa da hora d'eu encerrar a série sobre o SOOS, né? Quem sabe mando umas idéias lá pra cima, hehe.

OscarTorrents is the Oscars as it should be -- everyone can download the year's nominations using the popular BitTorrent service, watch the movies, then use our rating system to choose their favourites. Why restrict the voting to a few bought-off jurors when the whole world can have their say?

Faço minhas as palavras do Cory Doctorow (BoingBoing, d'onde surrupiei o graffiare):

"To all intellectual property landlords: we are aware that OscarTorrents might annoy you -- but contain your righteous indignation for a while, and think: we're only linking to torrents that already exist. Face it: your membrane has burst, and it wasn't us who burst it. Your precious bodily fluids are escaping.

"You haven't beaten us, so why not join us? Think of a new business model that doesn't involve overpriced pieces of plastic and skanky cinemas hawking cheap carbohydrates while relying on $6/hr projectionists who can't keep a film in focus -- not to mention insulting your audiences by (to pick a few examples) surveilling us with nightvision glasses, searching bags, 30 minutes of commercials and bombarding us with ridiculous anti-piracy propaganda. Take a look at yourselves. Is it really any wonder we're winning?"

Engraçado, mas até hoje eu só tinha visto aquele "alerta" do Google sobre a falta de escalabilidade da Internet para entrega de vídeos no Jornal da Globo. Como se trata do tema do Roberto X Cringely nas últimas semanas, lógico que ele comentaria o "alerta". Não se assuste com o título da coluna. É que ele começa falando do Jobs anti-DRM. Mas termina escancarando as segundas intenções do Google quando o assunto é vídeo:

But first Google has to make itself indispensable to European cable companies, to get a toehold in their market. Only when they are totally dependent on Google ad services will the search giant reveal its true video ambitions in Europe.... and the world.


De todas as ondas de convergências, esta (vídeo+web) parece ser realmente a mais dolorida e, de certa forma, nebulosa (tecnicamente falando). Bill Gates fez a abertura da CES (Consumer Electronics Show) mostrando um pouco da estratégia da MS para a IPTV: o XBox vira uma espécie de 'sintonizador'; com a HP eles estão desenvolvendo um home server, um imenso 'gravador'.

As preocupações do Google são totalmente diferentes: eles querem levar a Internet (particularmente sua infra e lógica para geração inteligente de comerciais) para os canais de TV. Experiências parecidas eles já fazem até com emissoras de rádio.

São duas frentes totalmente diferentes. Mas não são paralelas - as visões são conflitantes. O discurso (alerta) do Google na semana passada jogou um pouco de areia nos olhos da MS. Roberto X tratou de devolver um pouco da areia. E, neste início de história, estamos todos com a vista embaçada.

No bom sentido, é claro. E não no modelinho 'jabaculê-driven' que caracteriza um tantão de gente no mundo jornalístico, ok?

Depois de muito tempo patinando e brincando de 'siga o líder' com o Google, o Yahoo disponibilizou um serviço realmente inovador, o Pipes. Ele permite que você construa seus próprios feeds - sem programar (na unha). Preciso arrumar 2 horinhas para fazer umas brincadeiras legais com ele e colocá-las na seção de referências, graffiares & pizzas aí do lado.

Surrupiei a nova do Fragmental, blog do Philip "Shoes" Calçado. Referência obrigatória para quem gosta de sujar as mãos (no bom sentido, é claro, e particularmente com Java).

Para início de conversa, não é "babação de ovo", ok? É que os caras são ágeis* mesmo. Troquei dois emails com o Marco Gomes ontem, e às 5 da matina de hoje recebi as respostas para um breve questionário. 5 da matina! Como eu disse no primeiro post sobre eles, a atenção e simpatia deles é meio dissonante. Explico: os caras da nossa área, particularmente aqueles que ganham um certo espaço, não costumam se caracterizar pelos adjetivos 'simpático', 'modesto', 'atencioso'. Muito pelo contrário.

Tentei respeitar o tempo deles. Mandei 5 pequenos conjuntos de questões sobre 5 temas bem distintos. Foi a forma que eu achei para ampliar um pouco o foco do papo. Meu interesse não é só a ferramenta Boo Box, mas todo o ambiente que a cerca. E o perfil de seus criadores, é claro. Mas vamos ao que interessa.

.:.

Graffiti: Sobre o modelo de negócios: a grana do Boo Box virá exclusivamente das lojas, certo? Qual o modelo? A ferramenta será vendida ou licenciada de alguma forma para elas? Qualquer tipo de loja pode participar? As negociações são individuais com as lojas?

Raphael Vasconcellos: Nosso modelo de negócio prevê o licenciamento como uma das formas, mas não será a única. Temos outras frentes de monetização que já estamos trabalhando. Com relação às lojas, pretendemos ser muito seletivos com as que participação do projeto boo-box. Não queremos quantidade, e sim qualidade, que satisfaça tanto o blogueiro como o consumidor, principalmente em quesitos como variedade na oferta de produtos, qualidade no serviço de entrega e reputação.

Graffiti: Vocês chegaram até aqui sem nenhum investidor? E de agora em diante? Imaginam a entrada de sócios "capitalistas" ou a venda dos direitos sobre a ferramenta?

RV: Estamos começando a estudar esse assunto e as propostas que já recebemos. Por enquanto, ainda estamos contando com um time poderoso de colaboradores, mas em breve esperamos que os "capitalistas" estejam conosco.

Graffiti: Vocês falaram na entrevista para o Celso Junior que algumas de nossas "grandes" lojas estão 5 anos atrasadas. É pré-req da ferramenta que a loja exponha seus estoques via API's, certo? Vocês devem estar gerando uma grande demanda por desenvolvedores de web services.

RV: Nos referimos ao atraso de 5 anos de uma maneira simbólica, e não apenas no aspecto da tecnologia, mas também em quesitos como look-and-feel, navegação nas lojas e até mesmo a falta de integração inovadora com a "blogosfera". Acreditamos que a disponibilização dessas APIs seja apenas uma questão de tempo, já que as lojas só têm a ganhar com isso. Esperamos, sim, que essa demanda por desenvolvedores de web services esteja acontecendo. Seria bom para todos que trabalham com web no país.

Graffiti: Qual a maior dificuldade no processo (de oferta da ferramenta)? É técnica ou cultural? Qual a desculpa (dada para recusar o uso da ferramenta) mais absurda (ou ridícula) que vocês já ouviram?

Marco Gomes: A dificuldade técnica existe sim, e já esperávamos isso, é normal e aceitável. Mas nos deparamos com coisas bem mais absurdas, como um cara que disse que não usa a ferramenta por que ela não tem potencial pra receber "cliques acidentais", ora, o objetivo é exatamente o contrário: acabar com cliques acidentais e vender apenas o que o usuário quer realmente comprar!

Graffiti: Vocês usam algum processo de desenvolvimento? Podem falar um pouco sobre ele? Tipo, tem um pouco de XP ou afins?

MG: Usamos o Getting Real, a programação é "Orientada à Gambiarras com Ajustes Posteriores" e trabalhamos sempre nas madrugadas.

Graffiti: Esta última eu gostaria que vocês respondessem individualmente: quais suas maiores musas? Quem os inspira? Qual a melhor e a pior coisa da web e da blogosfera?

MG: Agora você me pegou, eu não sei se consigo responder assim de supetão, mas vou tentar listar o que eu mais tem me empolgado no tema "internet":
  • jQuery (biblioteca JavaScript)
  • Last.fm
  • APIs (Web Services mais simples)
  • O poder dos blogs e comunidades virtuais influenciarem o mundo real
  • O poder de pessoas unidas moverem montanhas na Internet

RV: Musa pra mim é Juliana Paes ;-) Fora ela, a inspiração vem da vontade de fazer uma web melhor. Pode parecer meio (ou muito) utópico, mas eu trabalho assim. Mais do que a inspiração, o projeto boo-box veio de uma visão, de acreditarmos e gostarmos do que fazemos (web!), mas o que sustenta mesmo é o suor do trabalho, da mão na massa (aaaaah, Juliana Paes... hehehe).

O que eu gosto da web são os vídeos, música, piada, tudo que é divertido. Uma coisa que eu gosto muito é assinar RSS! (mas nem sempre ler tudo). Gosto de descobrir blogs, acompanhá-los, e hoje eles já são minha principal fonte de informação.

.:.

Taí. De novo, meus agradecimentos para a dupla. Em quase 3 anos, esta é a primeira "entrevista" do Graffiti! Não é por nada não, mas por essas praias é difícil achar quem mereça, hehe!

Marco e Rapha também são blogueiros, lógico. São deles o marcogomes.com e o propaganda interativa. Além do Boo Blog.

* Ágeis no bom sentido, e não no sentido "xiita-retórico", ok?