Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Para evitar o Chororô

30 novembro 2009

Nós, bravos tupiniquins, temos a triste mania de ignorar debates quando ainda temos chance de participar; e de chorar depois, reclamando de tudo e todos.

É certo que a maioria nem sabe que alguns debates acontecem. Nossa grande mídia faz questão de não divulgá-los ou tratá-los como notas de rodapé. Sabe-se ou desconfia-se bem de suas razões.

Bão, exatamente neste momento rolam duas "consultas" que podem mexer muito com nossas vidas, a virtual e também a real. A primeira e mais impactante trata do Marco Civil da Internet (leia-se: Nossos Deveres e Nossos Direitos na Grande Rede). É sério, não acha? Se sim, saiba mais no link abaixo (o prazo para o chororô preventivo se encerra no próximo dia 17/dez):

http://culturadigital.br/marcocivil/

A outra não é bem uma consulta pública, mas merece igual atenção. Trata-se da proposta do MinC (Ministério da Cultura) para alteração da lei de Direitos Autorais. Um resumo também pode ser conferido no site Cultura Digital.

É nítida a intenção de flexibilização da lei. O fair use é ampliado e formalizado de diversas maneiras. Chama a atenção algumas sugestões que, em minha opinião, são de difícil implementação. Por exemplo: a taxação de cópias (citam o termo xerox no resumo). Coisas assim, impossíveis de serem fiscalizadas, costumam gerar mais barulho do que resultados. Mas, no geral, as propostas são boas e coerentes com o mundo atual.

Há um detalhezinho meio perdido ali que vai mexer com muitos apresentadores (falsos jornalistas) e emissoras de rádio e TV: a proibição do Jabá! Agora eu quero ver como que artistas de 5ª categoria ganharão visibilidade.

graffiare #473

15 setembro 2009

The people who make desktop software are making themselves obsolete. When you start developing on the web, your default is to be smart, to interact and to be open (with other software and with your users). Desktop software (like Word) is insanely unaware of what I do, why I do it and who I do it with. Right now, the desktop folks have the momentum of the incumbent. Not for long. Time to hurry.

- Seth Godin, em "The End of Dumb Software"

Telhado de Acrílico Barato

10 setembro 2009

Saca só um trechinho surrupiado da última Super Interessante, do artigo "O Futuro (e o fim?) do Livro":

Digamos que você está lendo esta SUPER enquanto descansa numa paradisíaca praia do Nordeste. Você se interessou pela entrevista com Don Ariely e resolveu comprar o livro Previsivelmente Irracional, de autoria dele. Basta tirar o Kindle da mochila, navegar com ele pelo site da Amazon e fazer a compra na hora. Em coisa de um minuto, você terá o livro inteiro disponível no aparelho. Não é feitiçaria, é tecnologia...

Já reparou como a Editora Abril analisa o mundo como se não fizesse parte dele? O artigo em questão, em tom alarmista, fala sobre o impacto da tecnologia no mundo dos livros. Oras... pq eu não estaria lendo a SUPER (!) no próprio Kindle? Pq os átomos da Abril estariam isentos dos impactos da tecnologia? Parece bobeira, mas são coisinhas assim que derrubam impérios do século passado.

Cabecinhas e Cabeçudos

04 setembro 2009

Tem gente que ainda não sabe o que é a Internet, não é mesmo? Por exemplo: como um profissional razoavelmente sério pode ostentar em um site de relacionamentos qualquer que 'odeia acordar cedo' ou 'detesta seu chefe'?


Como uma pessoa minimamente dotada de neurônios pode acreditar que "ô benzinho, as fotos são só pra mim - vai, vira de lado..."?

Como pode um sujeito ainda acreditar naquelas mensagens do tipo "clique aqui para atualizar seus dados" ou "veja nossas fotos no motel"?

Quão beócio, esbodegado e liliputiano* precisa ser um meliante para copiar alguma coisa e, sem mexer numa vírgula, expô-la na vitrine da Internet como se fosse sua?

Ora veja, dirão os sábios, estulto e detranquê é quem se deixa copiar. Catecúmeno casmurro, tu nasceu ontem, foi?

A Internet nasceu ontem. Práticas que eram tão comuns até bem pouco tempo atrás, em mesas de bar, quartos semi-iluminados e micros desplugados, hoje são "acidentes aguardando seu acontecimento", como "cacos de vidro na areia da praia"**.

Mas nada justifica tantas cabecinhas e cabeçudos, né?

.:.

* Ferramenta obrigatória em dias de fúria: "Dicionário Brasileiro de Insultos", de Altair J. Aranha (Ateliê Editorial, 2002). Ou você achou mesmo que eu iria explicar o significado de cada palavrinha?

** Frases indevidamente surrupiadas e traduzidas de "Who's Gonna Ride Your Wild Horses", fantástica música do U2 lançada em "Achtung Baby" (1991).

Btw, bom lema para o tema em questão (sic-hehe):

Achtung Baby!!

Porque, como já dizia o mineiro Poeta Drummond, "debaixo desse angu tem carne".


Há poucos dias, em 2 artigos, Clóvis Rossi questionou e criticou uma "mania" moderna: o chororô virtual. Segundo o articulista da Folha, nos rebelamos contra safadezas e safados (Sarney, por exemplo) de maneira estéril. Nossa revolta registrada em blogs, twitters e afins não traria nenhum resultado prático. Disse que é só na rua que nos fazemos ouvir.

Aí veio aquilo que a penúltima Época chamou de "Irã 2.0": com a mídia tradicional impedida de trabalhar, iranianos revoltados contra o resultado da eleição mostraram tudo (ou quase tudo) que estava acontecendo por lá. Como? Utilizando exclusivamente recursos do mundo virtual.

Clóvis Rossi, um cara que admiro e sigo há tempos, deu o braço a torcer na última terça, 23/jun. Em "O Virtual e o Sangue (Real)" ele repara comentários anteriores. Encerra o artigo dizendo que

Hoje, pode-se até fechar fisicamente um país, mas virtualmente ele está aberto. Felizmente.


Na última sexta (26/jun), apesar da histeria "Michael Jackson", a mensagem que mais girou entre twitters tupiniquins foi um duro e simples "Fora Sarney". E tudo indica que o flashmob virtual ganhará um co-irmão real. Na próxima quarta (1º/jul), pelo menos 6 capitais verão manifestações pela saída do bigodudo. Na rua!

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Não é só o Clóvis, mas toda a mídia tradicional ainda não assimilou bem o significado das redes sociais virtuais e suas estranhas ferramentas. A Globo e seus tentáculos (SporTV, Globo News etc), por exemplo, adoram se limitar ao pior produto do mundo virtual: vídeos imbecis que não falam quase nada para quase ninguém. Ah, o "bola murcha" é engraçadinho e bem sacado? Sim, mas, e daí?

A Abril adora blogs de "faz de conta" e de falar sobre maravilhas modernas: apenas como notícias, nunca como fonte perene. A exemplo do Estadão, só que menos desastrada, a Abril ama detonar o conteúdo que brota na rede. Nem cria a expectativa de colaboração nem dá espaço para tal. Acredita eliminar ferrugens quando estrutura e reestrutura os braços virtuais de suas revistas. Não repara que o buraco é mais em cima.

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Até nosso presidente Lula terá um blog (também de mentirinha, pois não permitirá comentários e será parcialmente abastecido por jornalistas - não se sabe se diplomados ou não). Deve ser lançado em 30 dias.

Sexta (26/jun), no FISL em PoA, nosso comandante soltou a seguinte pérola quando foi comentar a importância dos blogs:

A imprensa não tem mais o poder que tinha. A informação já não é mais uma coisa seletiva, em que detentores podem dar golpe de estado.

Olha só, meu caro Clóvis! Será que agora nós podemos dar golpes de estado? Acho que sim. Se não agora, falta pouco. Muito pouco.

Calma... Não falo de golpes como aqueles do século passado (ou como o absurdo que acabam de cometer em Honduras). Falo apenas do mundo virtual viabilizando uma Democracia 2.0, tão necessária e urgente.

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E por falar em Democracia 2.0. No último sábado nos deixou Goffredo da Silva Telles. Claro, nossa brilhante mídia não lhe concedeu nem 0,01% do espaço que gastaram com Michael Jackson. Goffredo não era "pop", mas foi o cara que deu o primeiro passo para nossa volta para a democracia. Em 1977 ele leu, no Largo do São Francisco, a "Carta aos Brasileiros".

Ele já antecipava a necessidade de uma Democracia 2.0 em seus trabalhos de 1959 e 1963, "Lineamentos de uma Constituição Realista" e "Lineamentos de uma Democracia Autêntica", respectivamente. Há tempos ele já clamava pela participação direta do povo no processo legislativo. Nos deixou no pior momento do poder legislativo desde que os militares largaram o osso. Tristeza...

Somos Todos Culpados

16 junho 2009

Agorinha mesmo o presidente do senado, Zé "O Eleito*" Sarney, discursou. Por mais de 30 minutos. Tagarelou e tagarelou, num monótono monólogo, mas não disse quase nada. Claro, soltou tradicionais besteiras sobre seus 50 ou 60 anos de vida pública. E disse que NINGUÉM pode julgá-lo. Pelo que sabemos, nem as urnas do Amapá. E por que eu tô trazendo esse papo chato para o Graffiti? Porque nosso ilustríssimo presidente do senado federal descobriu um culpado para a zona toda que é aquela "alta" casa: NÓS.

Segundo o Zé, o mundo todo vive "uma crise da democracia representativa". Em suas palavras, a MÍDIA ELETRÔNICA, além d'outras cositas, colaboram com tal crise. Traduzindo: nossa facilidade de comunicação coloca em cheque esse secular pilar das sociedades ocidentais: a democracia representativa.

Salvo grave engano, um dia o Bill Gates apareceu sugerindo a inutilidade de vereadores, deputados e senadores em tempos de Internet e suas redes sociais, facebooks, twitters, orkuts e afins. Concordo com ele. Uma pequena casa de "representantes", com a única finalidade de transcrever nossas decisões, é tudo o que uma sociedade moderna precisa. Mas não me iludo... Nunca verei algo do tipo.

Me espanta o fato de ser o segundo político em cargo relevante, em curtíssimo tempo, a atacar indiretamente a Internet. Isso sem contar aquele perigosíssimo projeto do Eduardo Azeredo. Não sou paranóico, mas a gente devia prestar mais atenção no que acontece lá no DF. Afinal, como disse o Zé, somos todos culpados. Ou seja: podemos todos pagar um preço bem caro por isso.

.:.

*Creio que uma parcela bem representativa de minha 1/2 dúzia de leitores ainda não tinha nascido quando Lobão homenageou o Zé com a música "O Eleito", no longínquo 1988. Segue a letra do bom Lobo Mau e Bernardo Vilhena:

Ele é esperto e persistente
Acha que nasceu pra ser respeitado
Ele é incerto e reticente
Acha que nasceu pra ser venerado
O palácio é o refúgio mais que perfeito
Para os seus desejos mais que secretos
Lá ele se imagina o eleito
Sem nenhuma eleição por perto
Ele é o esperto, ele é o perfeito
Ele é o que dá certo, ele se acha o eleito
Seus ternos são bem cortados
Seus versos são mal escritos
Seus gestos são mal estudados
A sua pose é militarista
Ele se acha o intocável
Senhor de todas as cadeiras
Derruba tudo pra ficar estável
Ele não está aí para brincadeira
E o tempo passa quase parado
E eu aqui sem a menor paciência
Contando as horas como se fossem trocados
Como se fossem contas de uma penitência
E tudo parece estar errado
Mas nesse caso o erro deu certo
Foi o que ele disse ao pé do rádio
Com a honestidade pelo avesso

graffiare #470

22 maio 2009


Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão.


- Hélio Costa, nosso "antenado" Ministro das Comunicações



Calma gente, podia ser pior. Imagina só se ele fosse ministro do Serra: trabalhando a 4 mãos com o Senador Eduardo Azeredo, elaboraria uma lei fixando os horários e locais em que o acesso à grande rede seria liberado. Mas é melhor ficar quieto e não ficar dando ideias pra essa gente não...

Velho?

03 abril 2009

Ufs... quase passa batido. O Cluetrain Manifesto acaba de completar 10 aninhos...



... e talvez nunca tenha parecido tão atual. E necessário.

graffiare #466

10 dezembro 2008

The internet isn't full, but we are.

- Seth Godin, aqui.

... em festa do queijo e da cerveja.

O tema, sério e rico que é, merecia um artigo melhor elaborado. Mas não tenho mais tempo nem paciência pra seguir represando impressões que me incomodam há tempos. Fatos soltos e não ordenados:

  • Depois de um tempão construindo a marca "Globo.com", aquela empresa simplesmente resolveu migrar boa parte de seu conteúdo para algo insípido e pouco explicativo chamado "G1". Não desorientou apenas os "favoritos", mas principalmente anunciantes e público, que não mereceram uma mínima explicação plausível;
  • Aliás, a surra que a Globo toma da Internet é caso que ocuparia um livro inteiro. Há 10 anos, quando o Galvão Bueno disparava uma "enquete" via web no meio de suas transmissões, tinha que pedir desculpas poucos minutos depois: "Caiu... tá fora do ar. Vocês sabem, internet é assim mesmo...". É? Demoraram 10 anos para ter coragem de colocar enquetes ao vivo de novo;
  • Na Folha do último domingo o excelente ombudsman, Carlos Eduardo Lins da Silva, tratou em seu tema principal a surra que aquele periódico toma da Internet. Tratou, citando ex-assinantes, do imenso desconforto que é ler a Folha na web. E teve que se contentar com a promessa de um projeto "para implantar uma versão com reprodução fiel das páginas do jornal, que seja prática, de fácil navegação e principalmente leve, ou seja, que possa ser consultada a partir de qualquer navegador ou tipo e velocidade de conexão". Só isso tudo! Quem pediu "reprodução fiel das páginas do jornal"? Farão promoção conjunta de monitores de 32 polegadas?!? Outra coisinha: UOL e leve parecem ser termos mutuamente excludentes.
  • Com frequência um tanto irritante apresentadores e comentaristas da ESPN Brasil falam sobre como sua interação com os "fãs de esporte" melhorou depois que adotaram blogs em detrimento dos emails. Blogs estão aí já tem uma década! Mas eles podem sim se achar inovadores, afinal sua maior concorrente, a SporTV (Globo!), ainda está na era dos emails.
  • Aliás, o máximo de interatividade que a Globo conseguiu foi o engraçado quadro "Bola Cheia / Bola Murcha". Em um universo de milhões de celulares e câmeras disponíveis por aí, até agora a Globo só conseguiu um brinquedinho perdido no meio do Fantástico. Mas pode dizer sim, que está na frente de suas concorrentes (abertas e fechadas).
  • A Band, por exemplo, só consegue pensar em mensagens SMS (devidamente comissionadas pelas telcos). É fato que não há ninguém lá dentro pensando nos telespectadores.
  • E minha amada Editora Abril, que viu a venda de algumas de suas vacas leiteiras despencar mais de 60%, segue impassível, conservadora como ela só. Um dia cada publicação tinha sua unidade web. Depois juntaram tudo. Redesenhos e redesenhos que não significaram nada, nadica de nada para seus assinantes e leitores. Dizem ter blogs, mas moderam e censuram comentários. Dizem-se inovadores, promovem eventos para discutir a Web, mas não sabem como proteger as peladonas da Playboy da pirataria. Aliás, acreditam que as protegem ao publicar as fotos digitais apenas quando a edição impressa completa 30 dias nas bancas. Maravilhoso, não? Deve ser caso único no mundo, em que os átomos chegam 30 dias antes dos bits. Protegem algo? Claro que não. Apenas tratam mal seus clientes, só isso.
Eu poderia seguir listando absurdos dos nossos grandes grupos de mídia. Quero crer que os exemplos acima sustentam meu chute: há um universo imenso de oportunidades aí fora. Mesmo considerando que a Google abocanhará boa parte dele, ainda sobrará muita coisa. Tô falando só de Brasil. E tô falando que os nossos grandes grupos de mídia, pelo toque da carruagem, não terão a menor condição de aproveitar a chance.

Net, Oi e Telefonica estão, neste exato momento, olhando para a mesma imensa janela. Não possuem histórico que me faça cravar fichas nelas. Mas, cá entre nós, é bem melhor do que ficar esperando por criativade de empresas como Globo, Abril, SBT, Band, UOL, Folha...

A Vida Começa aos 40?

29 outubro 2008

Se sim, então devemos esperar belas novas no dia 29 de outubro de 2009. Nossa querida, indispensável, ubíqua, instável, temida e mal entendida Internet estará completando seu 40º aniversário.

Sim, hoje é aniversário da Internet. Não vi velinhas, mas não posso deixar de registrar. Da mesma forma que o fiz tempos atrás. Mostrando sua certidão de nascimento (o primeiro log)...



... e o primeiro retrato:

Diz aí, não era uma gracinha?

Hoje, balzaquiana, segue bonitona. E indispensável, ubíqua, instável... promissora. Ninguém mais saberá viver sem ti, adorável coroa!

Lixo de Padrões de Lixo

17 março 2008

Joel Spolsky (JoelOnSoftware), acabou de publicar um excelente artigo sobre Padrões, IE(8), pragmáticos, idealistas e trotskyistas.

Google Maps no IE8. 80% dos sites não "funcionam" no novo browser.

Joel foi muito didático em seu texto, provando que a (tardia) promessa da MS (IE8 finalmente respeitará padrões!) só criará mais problemas. Para ela própria e claro, como sempre, para seus usuários. O texto é longo, mas vale cada frase. Aperitivo:

Almost every web site I visited with IE8 is broken in some way. Websites that use a lot of JavaScript are generally completely dead. A lot of pages simply have visual problems: things in the wrong place, popup menus that pop under, mysterious scrollbars in the middle. Some sites have more subtle problems: they look ok but as you go further you find that critical form won’t submit or leads to a blank page.

These are not web pages with errors. They are usually websites which were carefully constructed to conform to web standards. But IE 6 and IE 7 didn’t really conform to the specs, so these sites have little hacks in them that say, “on Internet Explorer… move this thing 17 pixels to the right to compensate for IE’s bug.”

And IE 8 is IE, but it no longer has the IE 7 bug where it moved that thing 17 pixels left of where it was supposed to be according to web standards. So now code that was written that was completely reasonable no longer works.

A MS pagará caro por não ter respeitado padrões desde sempre. O problema é que todos os seus usuários, como contribuintes, acabarão arcando com os custos. De novo!

Boo Box: Caixa Aberta

24 outubro 2007

Sou fã do boo-box desde o dia em que conheci o projeto. Grafitteiros de longa data sabem que a entrevista com os dois criadores, Marco e Rafael, foi a única que pintou por aqui. E o Marco, vira e mexe (e pula), deixa umas pichações por aqui. Mas tenho que confessar: quando pintou a notícia de que eles haviam recebido um "aporte de capital", fiquei meio cabreiro.

Claro, a notícia é boa. Um projeto com os objetivos e ambições do boo-box carece de grana. Muita grana. Mas, por outro lado, eu sei o quanto um "sócio capitalista" pode ser nocivo para um projeto criativo. Conhecendo um pouquinho o perfil da dupla dinâmica, particularmente o Marco, temi por um choque cultural daqueles.

Mas eis que pinta a seguinte notícia: boo-box abre API para desenvolvedores. Caros, que alívio!

Há poucos dias, falando do Facebook e similares, eu disse que o primeiro tem uma grande vantagem por ser uma PLATAFORMA. Quero dizer, não é uma caixinha fechada (como o Orkut, por exemplo). Uma plataforma (um serviço Web que expõe serviços - ou API's, interfaces programáveis) é como um Lego. Você "ganha" várias peças. E pode combiná-las com uma liberdade incrível. Pra quê? Oras, para criar novos serviços, novos brinquedos. Hoje a gente chama isso de "mashups". Eu preferia que o termo fosse "remix". Mas não importa.

E agora aparece o boo-box oferecendo suas peças de Lego. Que coisa mais moderna para nossa travadinha Pindorama! Saca só: até Submarino e Americanas, meio antiguinhas, serão beneficiadas pela iniciativa da boo-box.

Aí pergutaram para o Marco que tipo de coisa (aplicação) ele espera que surja agora. Nasceu um graffiare:

Não pensei no que usuários podem fazer com a API. A massa de desenvolvedores é muito mais criativa que eu.


Acredito muito na criatividade dos programadores brasileiros. Em pouco tempo a gente deve testemunhar o nascimento de muita coisa jóia. Graças à caixa aberta do boo-box. Parabéns meus caros. Pela visão e pela realização.

eCommerce

03 outubro 2007

Em três anos e meio de Graffiti, acho que é a primeira vez que uso o termo eCommerce. Será que sua sensação é a mesma que tive? O termo envelheceu: decrepitude acelerada. Resultado de seu uso abusivo. Ficou gasto.

No meio daquele 'boom' eu mergulhava em referências. Ainda guardo aqui algumas relíquias como "Clientes.com", da Patricia Seybold, "Loyalty.com", de Frederick Newell e "Cyber Rules", do Tom Siebel. Fora uma série de artigos sobre "a nova era dos negócios". Tudo envelheceu. Tudo menos o "Cluetrain Manifesto".


Acabei de dar uma olhada em "Fast Forward", uma compilação de artigos que tem a intenção de ensinar como lidar com as "constantes mudanças". A publicação começa lembrando que já temos mais de uma década de "Internet comercial". É voltado para design, da forma mais ampla possível. Então discute hábitos de consumo, tecnologia, consumidores-produtores de conteúdo e um tanto de etc.

Cumprirá sua promessa (de nos ensinar a lidar com as mudanças)? O tempo dirá. É mais fácil ele figurar, daqui uns 5 anos, no meio daquela listinha de livros que citei ali em cima. De qualquer maneira, é leitura obrigatória para todos interessados na Web, marketing, consumo e lucros.

Surrupiei o gráfico acima por causa da provocação: quando pesquisando um produto, quem te influencia mais? Saca só o gráfico! Dá pra fazer uma tese só com ele: experts (21%), iguais (55%).

E o Estadão (expert pra c******) jogando ovos e tomates.. hehe.

Vou sumir...

20 agosto 2007

... mas não precisa comemorar. É só por alguns dias. Nada de férias. Pelo contrário, é trampo pesado. Aliás, como as 6 1/2 dúzia de leitores já devem ter reparado, o Graffiti anda menos atualizado. Não é falta de assunto - só falta de tempo mesmo. E de agora até dezembro, a coisa deve seguir assim.

É uma pena. Por exemplo: eu deveria gastar um tempinho para escancarar e denegrir os sites de hotéis. Que serviço mais 1/2 boca!! De todos, sem exceção. Em pleno século XXI, na maioria dos casos, tive que apelar para um invento do século XIX para saber se haviam vagas.

Tinha que explicar também um post "fantasma" que só assinantes do meu feed receberam. Quase passei muita vergonha. Mas não tanto quanto nossa mídia tradicional. A cobertura do terremoto no Peru foi sofrível. Tão ruim que quase levei um drible daqueles. Os que receberam (e leram) meu post fantasma sabem do que estou falando. E dá-lhe estadinho...

Outra, que merecerá uma análise mais detalhada quando eu tiver tempo: AMD Athlon 64x2 + Kubuntu 64 (joga aí 1gb de RAM, um bom disco SATA, uma plaquinha de vídeo e um monitor legal). Pois bem: é a melhor relação custo benefício que existe, tanto para desktops quanto para laptops. Com uma performance de deixar qq Me2 a milhas de distância (tropeçando na língua).

A visÃO do estadÃO

13 agosto 2007

Minha mais nova assinatura e blog de cabeceira é o "Favoritos", da Luiza Voll. Chique-simples e de muito bom gosto. Foi lá que fiquei sabendo d'uma absurda campanha do Estadão contra os blogs:



Não sei de nada parecido no mundo inteiro. Existem campanhas veladas. Existem os falsos blogs (que moderam e censuram comentários sem a menor consideração com seus leitores - vocês sabem de quem estou falando). Mas uma campanha assim tão explícita contra os blogs, creio eu, é inédita. Coisa de gente que não gosta de participação, comunicação, relacionamentos...

Pior: é coisa de gente que ainda não entendeu a Internet. Aí batem no YouTube, na Wikipédia, no Facebook, nos blogs e em tudo que ameaça sua visão de mídia e comunicação. Coitados... tentam enxugar gelo. Seguirão tentando até que a água, misturada em suas lágrimas, suma no ralo de sua falta de visão.

Como comunicação é (ou deveria ser) o negócio dos caras, na 1ª aula eles deveriam aprender a equação dos novos tempos:

Relacionamentos -> Conversas -> Transações

Se a moda pega...

12 julho 2007

G1: James Blunt diz que 'vendeu' irmã no eBay

Já pensou? Vai ter promoção de sogras. Com cunhados indo de brinde. E o molecão esperto pode colocar um anúncio mais ou menos assim:

Pacotão exclusivo: vendo minha mãe e meu pai, e minha irmãzinha vai de brinde. São usados, mas estão em perfeito estado de conservação (mamãe usa Botox e papai é um atleta - joga bocha e não brocha!). Minha irmãzinha tem futuro como advogada assistente, secretária executiva de distribuidoras de bebidas ou tocadora de harpa. Sem custo de frete: eles vão na mini-SUV 1994, diesel. Outro brinde. Troco tudo por um pastor alemão novo (máximo 5 anos - adestrado) ou por uma guitarra Fender verde-limão.

Há tempos falam que a DoubleClick será vendida. Nada de profecia. Empresa comandada por fundo de investimento é assim mesmo: vive "oferecida". O Wall Street Journal esquentou o papo, falando de US$ 2 bi e num eventual interesse da MS. AOL e Yahoo também salivaram. Esqueceram de perguntar se a Google ia deixar. Ninguém invade assim seu mercado sem pedir licença.

Agora, ou a Google compra a DoubleClick (US$2 bi por ela é pouco se compararmos com o US$ 1 bi e pedrinha pago no YouTube); ou detona o mercado. Como? Tornando os serviços (GoogleClick) gratuitos. John Battelle ainda lembra: "Como a MS acabou com a Netscape?".

Hehe... "faz aqui, paga aqui". A MS deveria se casar logo com o Yahoo! e acabar logo com esse chove-não-molha. Não é tempo de comer pelas beiradas.


ps: Vai outra frase feita aí?

Offline (ainda) Importa

21 março 2007

Parece que o tema subiu nas paradas nesta semana. Teve o lançamento do Apollo, que já comentei aqui. Ontem pintou uma suspeita (bem suspeita mesmo) de que a Google estaria preparando uma versão 'off-line' de seus pacotinhos de produtividade (Docs e Spreadsheet).



Agora aparece um debate sobre o MDE (Mozilla Desktop Environment). Diferente de seus pares, ele seria totalmente baseado no browser. Um BBDE (Browser-Based Desktop Environment). Grande questão técnica: seu funcionamento offline.

Quem vive no centro dos grandes centros não vê muita utilidade nisso. Quando não está em sua rede local, está a poucos metros d'um hotspot. Minha querida Varginha tem 120k habitantes. Uma das 10 maiores arrecadações de ICMS de Minas. Um respeitável pólo industrial (Walita, Samsung...). E, se não fosse pelas 3 lan-houses no centro da cidade, ficaríamos totalmente offline quando em trânsito. Imagina o que ocorre em outros cantos menos afortunados!

Não é só por isso, mas a modalidade offline é simplesmente obrigatória. Seguirá assim pelos próximos 5 anos, no mínimo.

[A foto é do D'Arcy.]

Sorry pessoal. Mas a virada de mês foi terrível para meus blogs. Ontem foi o Yahoo, com todos os seus serviços apresentando instabilidade e uma lentidão daquelas. Delicious e Flickr ficaram fora de ar por um tempão. Como se não bastasse, hoje foi a vez da Google: o Blogger simplesmente parou de funcionar para milhares de blogs (Graffiti e finito inclusos). Justo hoje, que eu esperava fazer um grande lançamento... tsc, tsc

O único lado gozado da coisa é o grupo Blogger Help: globalização é isso aí, hehe. Pedidos desesperados de socorro escritos em espanhol, português, japonês... E um tanto de gente nas últimas - desespero puro. Enquanto na Google uma calmaria só. Saca só o feedback do pessoal do suporte:

Some users see the error code bX-vjhbsj when trying to view a blog. We have identified the source of this error and will push the fix to the site shortly. In the meantime, hitting Refresh in the browser may workaround the problem. We apologize for the inconvenience.

Update 10:50AM(PST): The issue has been fixed. Unfortunately pushing out the new build involved a few minutes outage. We apologize for trouble.

Posted by Pal at 08:20 PST


Few minutes?!? Quanta cara de pau. O primeiro SOS pingou no Blogger Help às 8h26 da matina. O problema só foi sanado lá pelas 17h10. Até o relógio da Google é diferente... que coisa!

.:.

Update (1/fev): Pelo menos 1 apagão foi explicado.

Como a Google investe quase US$ 1,5 bi em pesquisa e desenvolvimento, tá na hora deles colocarem um item no topo da lista: Como atualizar serviços on-line sem afetar a vida de seus usuários? Não se trata apenas de um perfeito gerenciamento de configuração e mudanças. Acho que o maior problema agora é tecnológico. Principalmente para a Google, que lida com milhares ou milhões de usuários.

50% da grana da Google vem diretamente de seus parceiros comerciais (via AdSense). Metade dos mais de US$ 3 bi que eles registraram no último trimestre. Continha de padaria: as 9 horas de instabilidade registradas ontem custaram para a Google a bagatela de US$ 6,5 milhões. Vale ou não vale a pena investir um pouco na estabilidade dos serviços e em transições 'sem dor'?