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Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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Furei de novo minha lista de leituras. Tem poucos dias que o Marco "Boo Box" Gomes informou via Twitter* que havia 'vendido' uns 10 volumes de "Por que as Pessoas de Negócios falam como Idiotas". Nem busquei a origem do papo - minha curiosidade já estava devidamente ativada. Explico: por alguma razão (preconceito) qualquer, não esperava ver um título assim recomendado pelo Marco. Um livro de "negócio" que fale para ele muito me interessa.


Entre ontem (incríveis 6 horas no trajeto Vga-Sampa, que tem só 319km) e hoje eu "engoli" o livro. Leitura pesada mas muito agradável. E hilária em muitos momentos - coisa de arrancar boas gargalhadas. Mas é pesada sim, na forma como destrói idiotas. Me vi ali, em diversos momentos. Aliás, revi um monte de idiotas perfeitamente retratados no livro. 

Brian Fugere, Chelsea Hardaway & Jon Warshawsky, os autores, organizaram seus desabafos e dicas em 4 grupos de armadilhas:
  • da Obscuridade: os jargões, siglas e outros enigmas que despejamos diariamente em nossos papos e documentos - particularmente quando precisamos disfaçar nosso não domínio em determinado assunto;
  • do Anonimato: sobre empresas que, ao mesmo tempo em que tentam parecer únicas, insistem em capar e padronizar seus "talentos";
  • da Venda Agressiva: sobre a falta de educação e de bom senso de alguns "vendedores". Do excesso de "Eu", e coisas do tipo;
  • do Tédio: trabalho não é diversão. Mas também não precisa ser algo sem graça e sem cor.
O livro já entrou naquela parte da estante que se chama "Obrigatórios para Todo Mundo". Pense num "Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas" versão 2.0, criado para pessoas do século XXI. Calma! Me permita concluir: "Idiotas" ajuda a desconstruir o mundo de falsidade que "Como Fazer Amigos..." ajudou a criar.

Se você não é um Urtigão e saber se comunicar em uma empresa é uma das habilidades que exigem de ti, tenho outra sugestão: "Obrigado pela Informação que Você NÃO me deu!", de Normann Kestenbaum. É menos desconstrutor e mais prático que o anterior. Na realidade, um complemento perfeito para "Idiotas". 

Normann fala sobre a necessidade de objetividade e simplicidade em nossas comunicações. Que hoje em dia ninguém mais tem tempo (nem saco) para documentos com centenas de páginas e muito menos para apresentações com dezenas de slides. 

Você consegue vender um projeto com, digamos, 6 slides? E que tal um documento de visão ou proposta técncia com apenas 10 páginas? 10 páginas e nada de encheção de linguiça, nada de embromação. Que sonho...

O problema é que muita gente vai morrer de fome se não conseguir embromar mais ninguém...

.:.

* Siga-o! Muito ativo, tem o que falar.

Pensando alto: qual a maior embromação do ano? Podia ter um prêmio assim, né? Já tenho meu candidato: "TUDO quanto é tipo de software para TODO mundo. Soluções para ALAVANCAR a gestão da sua empresa". 

graffiare #470

22 maio 2009


Essa juventude tem que parar de só ficar pendurada na internet. Tem que assistir mais rádio e televisão.


- Hélio Costa, nosso "antenado" Ministro das Comunicações



Calma gente, podia ser pior. Imagina só se ele fosse ministro do Serra: trabalhando a 4 mãos com o Senador Eduardo Azeredo, elaboraria uma lei fixando os horários e locais em que o acesso à grande rede seria liberado. Mas é melhor ficar quieto e não ficar dando ideias pra essa gente não...

A visÃO do estadÃO

13 agosto 2007

Minha mais nova assinatura e blog de cabeceira é o "Favoritos", da Luiza Voll. Chique-simples e de muito bom gosto. Foi lá que fiquei sabendo d'uma absurda campanha do Estadão contra os blogs:



Não sei de nada parecido no mundo inteiro. Existem campanhas veladas. Existem os falsos blogs (que moderam e censuram comentários sem a menor consideração com seus leitores - vocês sabem de quem estou falando). Mas uma campanha assim tão explícita contra os blogs, creio eu, é inédita. Coisa de gente que não gosta de participação, comunicação, relacionamentos...

Pior: é coisa de gente que ainda não entendeu a Internet. Aí batem no YouTube, na Wikipédia, no Facebook, nos blogs e em tudo que ameaça sua visão de mídia e comunicação. Coitados... tentam enxugar gelo. Seguirão tentando até que a água, misturada em suas lágrimas, suma no ralo de sua falta de visão.

Como comunicação é (ou deveria ser) o negócio dos caras, na 1ª aula eles deveriam aprender a equação dos novos tempos:

Relacionamentos -> Conversas -> Transações