Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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graffiare #192

08 novembro 2005

"This is integrated innovation loaded into the cylinder and blowing a big hole in Microsoft's foot."
- Mini-Microsoft (comentando o lançamento do VS2005)



pv: Ontem (7/nov) a MS lançou o novo Visual Studio e o SQL Server 2005. Festas, foguetes e mais show do Ballmer.

Em agosto e setembro eu mostrei como a MS consegue ignorar por completo seus 'fregueses' e uma coisinha chamada 'bom senso'. E não é só o Mini-Microsoft (pra quem não sabe, um funcionário 'anônimo' do Bill Gates) que destila toda sua insatisfação. Tá em toda parte, na imprensa marrom da nova era, a Blogosfera.

Roy Osherove, citado nos dois links acima, é um respeitado MVP (Microsoft Most Valuable Professional). Deixo com ele a conclusão deste extenso graffiare:

"It's completely amazing to me that VS.NET 2005 RTM, after a big cycle of testing, alphas, betas and LOTS of community feedback, can be this buggy."

Do depto de pesquisas da MS:

"Singularity is a research project focused on the construction of dependable systems through innovation in the areas of systems, languages, and tools. We are building a research operating system prototype (called Singularity), extending programming languages, and developing new techniques and tools for specifying and verifying program behavior.

Advances in languages, compilers, and tools open the possibility of significantly improving software. For example, Singularity uses type-safe languages and an abstract instruction set to enable what we call Software Isolated Processes (SIPs). SIPs provide the strong isolation guarantees of OS processes (isolated object space, separate GCs, separate runtimes) without the overhead of hardware-enforced protection domains. In the current Singularity prototype SIPs are extremely cheap; they run in ring 0 in the kernel’s address space.

Singularity uses these advances to build more reliable systems and applications. For example, because SIPs are so cheap to create and enforce, Singularity runs each program, device driver, or system extension in its own SIP. SIPs are not allowed to share memory or modify their own code. As a result, we can make strong reliability guarantees about the code running in a SIP. We can verify much broader properties about a SIP at compile or install time than can be done for code running in traditional OS processes. Boarder application of static verification is critical to predicting system behavior and providing users with strong guarantees about reliability."




Quem conhece um pouquinho de SO (não é muito meu caso) sabe que este papo de microkernel, SIPs e afins rola faz tempo em outras praias. Meno male: a MS vai aos poucos confirmando um dos meus chutes: o "Vista" será o último rebento de sua geração. Basta a turma de pesquisa do 'Singularity' parar de reinventar a roda, além de evitar o "ciclo de inovação em câmera lenta" que caracteriza a MS nos últimos tempos (25 anos?).

Tem uma definição legal na Wikipedia. (?!?)

ou "Uma SOA que transpira" (sic 100k-x!!) hehe

Saca só!:

"When we think of interfaces between human beings and computers, we usually assume that the human being is the one requesting that a task be completed, and the computer is completing the task and providing the results. What if this process were reversed and a computer program could ask a human being to perform a task and return the results? What if it could coordinate many human beings to perform a task?"

Escorregada viajante numa maionese elétrica?

Não. O papo é sério e é da Amazon: conheça o Amazon Mechanical Turk.

"O mesmo engano que nas fases iniciais de um projeto custa 1 tostão, pode valer 1 milhão se detectado tardiamente."
-PV (depois de 1 milhão de derivações da mesma conclusão)

Google Everywhere

04 novembro 2005

Hehe.. o Braga reclamou ontem que não agüenta mais ouvir falar no Google. Tá difícil 'seu' Braga!

O Hélio Gurovitz pegou carona em "A Busca...", livro de John Battelle, e naquele videozinho que divulguei aqui há alguns meses para estampar a dupla dinâmica que fundou o Google na capa da Exame desta quinzena.



Se vc quiser conhecer melhor a história, com detalhes sórdidos & cômicos (hehe), aconselho a leitura do material original: "A Busca: Como o Google e seus competidores reinventaram os negócios e estão transformando nossas vidas".. ufa! John Battelle é editor/fundador da Wired e idealizador(?) do HotBot - ou seja: ela sabe muito do q está falando).

Mirando no Google e na "Busca" de uma forma geral, Battelle acaba contando boa parte da história da Internet e da grande bolha. Tem histórias curiosíssimas desde a época em que o Google era só um trabalho de escola de Page e Brin. Tem depoimentos de vários 'atores', ex-funcionários e concorrentes inclusive. Leitura fácil, gostosa. E, de certa forma, obrigatória pra quem quer entender (e PARTICIPAR) do novo jogo que se desenha na Web. R$59 contos honestos.

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update: O New York Times tbém fala do Google. E do medo do Wal-Mart.