Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

Visite a nova versão em pfvasconcellos.net

Graffiti 4.0 (Beta)

02 maio 2008

Em seu 4º aniversário, o Graffiti precisava de um presente, né? Há 2 anos ele vestia a mesma roupinha. No aniversário do ano passado só tinha merecido um boné novo, mas o resto era o mesmo. Bom, o feriadão serviu para uma 'oxigenada' no cérebro - gosto de brincar-brigar com templates. Três objetivos:

  • Renovação do visual, deixando-o menos amador. Afinal, blog com 4 anos deve mostrar uma certa maturidade (hehe). Também precisava de mais espaço. O modelo anterior era muito "espremido". Espaço que pretendo utilizar para motivar mais conversas. "Let's talk about IT" nunca fez tanto sentido.
  • Atualização tecnológica: eu ainda utilizava o Blogger "clássico", não usufruindo de vários recursos novos. Claro, o Blogger ainda tá no chinelo do Wordpress (que uso no finito). Mas já evoluiu bastante, dando espaço para algumas 'inovações' que eu pretendo fazer (daí o 'beta' no título);
  • Reflexo no conteúdo: como já adiantei aqui, estou promovendo uma certa mudança na "linha editorial" do Graffiti. Seguirei falando sobre o mercado (e meus amores), mas espero gastar mais tempo com papos mais altos, úteis e práticos para o nosso dia-a-dia.


É isso. Espero ter atendido pelo menos uma parte dos objetivos. E, claro, espero que você tenha gostado. Críticas e sugestões? Comenta aí! Let's talk!

22 Anos

01 maio 2008

O 11 (onze) me segue. Nasci às 11 e tantos da noite de 11/11. Há 11 anos eu preparava o encerramento de meu 1º ciclo profissional, zarpando de Minas para Sampa. Hoje comemoro 22 anos de carreira, agora quase cigano mas com a raiz bem afundada nas Geraes.

Pois é, comecei a trabalhar exatamente no dia do trabalho. É que, aos 16, eu estava ajudando meu pai numa correria danada para fechar uma contabilidade e entregar o imposto de renda. Era serviço de digitação, num dos únicos lugares que tinha micros aqui em Vga. O cara da empresa foi com minha cara. Ficou sabendo que eu tinha começado o curso de Técnico em Processamento de Dados e me chamou para um estágio. Era feriado e acho que ele gostou de minha disposição.

João foi meu 1º guru (no melhor sentido da palavra, se é que ele existe). Engenheiro doidão, tinha acabado de voltar de Sampa. Estava no abortado projeto d'um Mac Tupiniquim. A Apple forçou o aborto e o cara caiu por aqui, para trabalhar com um irmão e dirigir um Corcel laranja 1976. Primeiro trampo que me passou? Aprender tudo sobre o processador 6502 da Motorola, aquela maravilha de 1Mhz que a Apple usava em sua linha Apple II. Dois passos ou meses depois eu já estava mergulhado n'outra maravilha, em um nível (tks God!) muito mais alto: dBase II. Máquinas de 8 bits, nada de interfaces gráficas, disquetes de 5 1/4, impressoras barulhentas e um modo de trabalhar muito, mas muito diferente do que vemos hoje. Engraçado, nossos problemas parecem os mesmos! Promessas e mentiras idem. Meu gosto pela área, apesar de tudo, não mudou nada. Aliás, mudou sim: as facilidades e desafios de hoje são bem melhores que aqueles da 2ª metade dos anos 80.

Dino com memória tem histórias e histórias para contar. E, vocês sabem, não controlo minha verborragia. Aliás, ultimamente só pinta post kilométrico por aqui, né? Aliás ii, vale lembrar, não por acaso, em 4 dias o Graffiti comemora seu 4º ano de vida digital. Sim, digital. Como conceito e projeto ele tem exatos... 11 anos! Seu co-irmão doidão, o BlueNoir, pasmem!, vai completar 18 anos! 4 como um bloguinho. Sobrou para o caçula virar meu "ganha-pão": o finito tem só 5 anos, 4 como blog. Sorry... viajei... vou voltar...

Era 1986, ano da Copa do México e do 1º "boom" de micros em Pindorama. Empresas pequenas e médias podiam ser informatizadas agora, com "cérebros eletrônicos" que custavam, chuto eu, algo em torno d'uns US$ 5k! E eu queria trabalhar com PC's, com máquinas de 16 bits. Logo comecei o doentio ciclo de trocar de trampo a cada 6 meses ou menos. Em maio de 87 eu venderia meu primeiro projeto, história que merece outro post.

Ok, parece auto-babação-de-ovo ou algo do tipo. Não era minha intenção. Só queria deixar esses continhos e continhas registrados em algum lugar.

Há tempos não falo sobre meu "xodó", né? Acontece que ele não me dá notícias! hehe.. Por um lado é bom. Aliás, excelente: esqueço que o SO existe. Por outro é meio ruim: a evolução é (ou parece ser) mais lenta do que a gente espera.

Pois bem, há uma semana saiu a tradicional versão "abril" da família (K)Ubuntu: 8.04 ou "Hardy Heron" ou "HH" ou simplesmente "Hardy" (para os íntimos). Mergulhando nos fóruns você verá a tradicional polarização que tanto caracteriza nossa área: "é a melhor distribuição" ou "é a pior versão"! hehe.. A gente adora brincar de Tom e Jerry, né?

Bom, não esperei. Fiz o upgrade de meu desktop e um "fresh install" no notebook. Breves comentários:

Já estava com a versão anterior, 7.10 (Gutsy), no desktop. 1 (hum!) ano sem "instalações do zero", utilizando apenas o upgrade de versão via Internet. O pacotão é pesado (900+ mb), mas meu desktop não anda fazendo nada da meia-noite às seis... então: Foi liso!

Primeiro susto: o boot agora leva metade do tempo. Aliás, tudo ficou consideravelmente mais rápido. O "não suportado" eye-candy (uso o Compiz) deu uma "desconfigurada". Nada que tenha me roubado uns 5 minutos. E tudo roda muito bem. Só um probleminha: sei lá pq resolveram colocar a versão 3beta5 do Firefox na distribuição. A maioria das (diversas) extensões (add-ons) que utilizo ainda não foram portadas para o FF 3. Tá feio e desajeitado. Mas, claro, muito rápido.

Fichinha: minha máquina é um Athlon X2 (64bits), com 1gb de RAM e placa NVidia. Tenho discos externos, uma "redinha" NFS, pastas compartilhadas, e uso intensivo (e doentio) da Internet. Tudo funciona sem problemas (ou travas ou afins). Só um risco não corri: não pulei no REMIX (KDE 4) - sigo no 3.5. Pelo menos até a versão 4.1 daquele ambiente. Questão de juízo.

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No notebook eu seguia com o Kubuntu Feisty, 7.04. Ela tinha se mostrado um pouco mais estável que a 7.10. Mas, mesmo assim, eu não estava muito satisfeito. Então não pensei duas vezes ao programar uma instalação "do zero". A instalação (via CD) é muito rápida e sem dores. Só não pude experimentar o Wubi porque meu note não sabe o que é Windows há um bom tempo.

O resultado (feliz) é igualzinho ao que descrevi acima, então vou poupá-los. Só tem um probleminha: o Wireless demanda a instalação de um driver (Broadcom - blergh!). Ele deveria vir no CD. Como não vem, fui obrigado a colocar um cabo no note... Bobeirinha, né?

Fichinha: o note é um HP Pavillion dv6230br (quase Casas Bahia!). Tem um processador AMD Turion 64 (bits), 512mb (só!) de RAM e placa NVidia. Se você der uma olhada nos cubos, "wobbly windows" e outras frescurinhas (eye-candy) não acredita que a máquina tem (só!) 512mb de RAM.

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Resumindo: devagar e sempre! A família (K)Ubuntu caminha firme e forte. Já há quem critique o ciclo de atualização de 6 meses. Não concordo: o compromisso com a data (e a liberação de versões que terão suporte por tempo prolongado, como a "Hardy") é um diferencial da família. Um tipo de compromisso (e comprometimento) que faz muita falta em algumas empresas.

Fui usuário da versão 6.10. É muito visível a evolução da distribuição. O maior problema, em meu ponto de vista, é uma certa falta de criatividade. Não dá para usar o Mac OS e o Vista como referências (particularmente em aspectos de usabilidade e visuais). Precisamos de alguns saltos (que não dependem exclusivamente dos mantenedores da família), como reconhecimento de voz e escrita, por exemplo. Trata-se duma cobrança que estico para todo o universo Linux.

Mas, apesar de (MUITO) chato, escrevo pra quem quiser ler que sou um usuário muito satisfeito do Kubuntu. Ele valoriza meu tempo!

graffiare #454

29 abril 2008

Amazon is out-Googling Google.

- Fred Wilson, VC (na última Wired).
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A matéria, que na edição impressa se chama "Planet Amazon", fala de "computação nas nuvens" (hehe - tradução literal para "cloud computing"). Mostra como a Amazon, de maneira bem mineira, construiu uma incrível infraestrutura para hospedar aplicações de qualquer natureza.

Google, MS e Yahoo teriam duas grandes desvantagens na concorrência com a Amazon:
  • São desafiadas por "aplicações de qq natureza" - sua lógica é a construção de aplicações, não a simples entrega;
  • A Amazon sabe, desde o berço, vender 'commodities'. O próprio Jeff Bezos fala: "Somos experts nisso. Nunca tivemos margens de 35% ou 40% como a maior parte das empresas de tecnologia".
Atenção para um pequeno grande detalhe: não se trata de SaaS (Software as a Service). O que a Amazon está oferecendo é HaaS. Isso mesmo, Hardware as a Service.

Animado com a idéia? Prepare o bolso. A Amazon torrou mais de US$ 2 bi na infra. E alguns dos serviços oferecidos custam US$ 0,10/hora! Bezos é mineiro mesmo. Dos mais pacientes.

Felizes coincidências! Como o Sting (depois de Jung), gosto de vê-las e chamá-las de *sincronicidade*. Explico: a revista Mundo PM deste bimestre tem um artigo sobre "Contratos de Aliança". Passa bem perto do que eu vou sugerir aqui, na seqüência desta mal nomeada série para frilas e PME's de TI. Btw, a 2ª parte está aqui e fala sobre precificação (estratégias de).


O artigo da Mundo PM ("Contratos de Aliança em Projetos Industriais") é de Rodrigo Mendes, Alejandro Castaño e José Penteado (engenheiros da Odebrecht), e mereceu um revelador sub-título (seção): Sinergia entre Equipes. Você já viu sinergia obtida via contrato? Legal, né? Não funciona!

O maior problema está no nome do documento e nos princípios que o guiam. Contrato! Contratos assustam. Contratos falam mais de obrigações e penalidades do que qualquer outra coisa. Contratos elegem foros! Contratos são escritos por advogados!! Contratos são do mal!!! hehe... Um dia citei aqui uma sugestão do J.P. Rangaswami: chega de contratos... vamos falar de Convênios!

Se em projetos industriais os "contratos de aliança" são necessários, em projetos para desenvolvimento de sistemas (ou afins) precisamos de convênios. De acordos que valorizem a colaboração - a cumplicidade. É sabido que nenhum projeto será bem sucedido sem o total comprometimento de todas as partes envolvidas. Mas, tenho certeza, o medo (de multas e afins - sempre escritas em pedra-contrato) não é um bom meio para obtenção de comprometimento. Que tal falar em objetivos comuns e bonificações?

Assim a penalização fica implícita - não pesa nem causa medo. Parece besteira mas não é: o efeito psicológico é nítido. "Se tal prazo for cumprido ou antecipado, então a equipe repartirá os ganhos." Equipe? Sim, tanto o fornecedor quanto o cliente (e outros participantes). Os ganhos, claro, não podem ser ambíguos. Eles podem ser quantificados. Ganhamos quanto, 5 dias? Quanto custa 5 dias (em dado projeto)? Que tal repassar 50% desta economia para a empresa contratada? [Empresa contratada, atenção: se você não repassar o bônus para a sua equipe, este método não funcionará!]

Desnecessário dizer, contratos não funcionam. Quando invocados, geram ganhos só para advogados. Clientes e fornecedores perdem. É sabido, somos lentos. Mas não tá na hora de mudar algumas coisinhas básicas em nossos projetos? Está aqui um bom começo.