Sobre

Graffiti \Graf*fi"ti\, s.m.
desenhos ou palavras feitos
em locais públicos. 
Aqui eles têm a intenção de 
provocar papos sobre TI e afins.

O Graffiti mudou!

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graffiare #250

24 fevereiro 2006

O Nostálgico

Ele só chegou em casa hoje. Bermuda suja, camiseta de um bloco da Bahia. Quando ia começar a falar, ela levantou a mão e disse:

- Espera. Vou chamar as crianças.

As "crianças", na verdade, tinham 18 e 16. Olharam o pai com curiosidade.

- Onde você andou, papai?
- Eu...

A mulher o deteve outra vez. Foi chamar os vizinhos. Só quando já tinha uma dúzia de pessoas dentro da sala, incluindo seu Euclides do andar debaixo, ele pôde começar a falar. Mas estranhou a cara da mulher. Não era cara de uma mulher indignada com um marido que desaparecera na sexta-feira antes do carnaval e só voltara na quinta, de bermuda suja e camiseta do "Muqueca com Farofa". Ela estava sorrindo. Ela estava olhando para ele com carinho.

- Que cara é essa, mulher?
- Você não existe, sabia?
- Como, não existo?
- Você é uma anedota antiga. Marido que foge no carnaval e volta com uma explicação ridícula. Isso é pura nostalgia. Só você, mesmo...
- Deixa ele dar a explicação, mãe.

Ele hesitou. Depois contou que tinha sido seqüestrado por alienígenas e, quando vira, estava atrás de um trio elétrico em Salvador. Fora trazido de volta pelos mesmos alienígenas.

Foi aplaudido. O seu Euclides, do andar debaixo, era o mais emocionado. Aquilo lhe lembrava o seu tempo, quando ele também escapava no carnaval e depois precisava inventar uma desculpa para a patroa. Bons tempos. Não voltavam mais. A não ser assim, como reconstrução histórica, para as crianças.

A mulher estava abraçando o marido, dizendo "Vá tomar seu banho, vá". Ele devia estar cansado, depois de pular todos aqueles dias atrás do trio elétrico. Sem falar das viagens de ida e volta, na espaçonave. Só ele mesmo...

Quando arrombaram a porta do banheiro, horas depois, ele tinha saído pela janela. Ainda bem que a nave ficara por perto. Vai pegar no mínimo mais três dias de carnaval, em Salvador.

- Luis Fernando Veríssimo
(de verdade, surrupiado do excepcional "Orgias")



Precisando d'um disco voador, fale comigo. Boa viagem. Feliz carnaval!
Aproveita pq dia 1º (ou dia 2, né?) finalmente começa 2006.

Sou fã do Google e utilizo várias de suas ferramentas, principalmente a principal (busca), o GMail e o Blogger (que hospeda todos os meus blogs). Acho que nenhuma outra empresa apresenta hoje a agilidade e a "visão" que o Google tem do mundo virtual. Mas simplesmente perdi a paciência com o Google Desktop. Depois de um bom tempo (utilizo-o desde a 1ª versão) resolvi mandá-lo para o espaço.

Não foi temor de ver meus precisos dados (e MP3s) indexados e compartilhados com MIBs da administração Bushit ou algo do tipo. Minha razão foi uma só: o Google Desktop é guloso demais. Seus benefícios não compensam a quantidade de recursos que ele consome. Meu 'index' já tinha uns 2gb. A máquina fica mais lenta em todas as operações de I/O por causa de seu 'overhead'. Quem organiza minimamente o conteúdo de seu disco rígido pode dispensar o recurso de busca local. So... bye bye Google Desktop. Por enquanto o Google faz mais sentido bem de longe.. alcançável e utilizável só pelo meu Firefox*.




* Btw, que anda meio estranho tbém em sua última versão: armazenar as 8 últimas páginas de cada tab para 'agilizar' o botão de retorno? Vai papar RAM assim lá na China... Ainda mais para quem usa 'tabs' como eu: em média tem umas 8 abertas o tempo todo. Mas sigo com ele. Aliás, depois do Greasemonkey e do Stumbleupon será quase impossível abandoná-lo.

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Outra Provocação

23 fevereiro 2006

O graffiare de hoje ficou light. Pq provocação mesmo é o lucro imoral publicado por nossos grandes bancos, inclusive aqueles que deveriam ser "públicos". 80% de crescimento (do lucro líquido!) em um ano!?!?? Somando todos quanto temos: uns R$20 ou R$30 bi? Em um país como o nosso, alguém pode achar isso "normal"? Justo?

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"Man is always something more than what he knows of himself. He is not what he is simply once and for all, but is a process..."
- Karl Jaspers


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Por aqui a gente chama isso de 'pão com taio'...

É exatamente o que a gulosa Oracle vai comprar, segundo Bruce Perens. Saca só:

You can't really buy an Open Source project. The GPL was designed to make it possible for any Open Source participant to circumvent any other party who gets in the way. Other Open Source licenses are similar. Larry Ellison can buy business and influence over an Open Source project, but if he tries to have absolute control, Open Source developers will code elsewhere, replace whatever Larry holds close, and create new businesses.

JBoss, the Open Source J2EE company said to be a $400 Million Oracle acquisition, hardly owns its market today. Commercial Java projects, even those using Open Source code, may develop on JBoss but predominantly deploy on proprietary software from IBM or BEA. Years ago a large contingent of JBoss developers split off into what is now Apache Geronimo project, an eminently viable competitor to JBoss.

If Oracle is true to their history of eating their own ecosystem, they might now use JBoss to go after BEA. BEA moved this week to beef up their own presence in the Open Source community by releasing some previously proprietary work as Open Source. Why? they'll be using Open Source to go after Oracle. Open Source developers smile as proprietary software companies fight each other by collaborating more.



Atenção ao grande graffiare que encerra o artigo:

"Open Source developers smile as proprietary software companies fight each other by collaborating more".


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